quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

LANA DEL REY FALA SOBRE SEU PRÓXIMO ÁLBUM



Capa da edição de novembro da Nylon, Lana Del Rey concedeu uma extensa entrevista à revista, onde fala sobre planos futuros, vazamentos, seu próximo álbum e relacionamento com Barrie-James O’Neil.
“O lugar onde estou agora… pede por um cigarro”, decide Lana Del Rey rindo, puxando um Pall Mall do maço e acendendo. Vestindo shorts jeans claros, camisa e slippers marrons, seus cabelos formando um coque no topo da cabeça, presos por uma presilha. A fama da cantora sad-core soul de “Video Games” talvez passe sendo a garota mais bonita do ensino médio — a que todos diziam ser distante mas provavelmente só era recatada, a que ainda é linda, como confirma o Facebook – a dona do par de cílios exuberantes que fazem sombra em suas bochechas a cada piscada. Geograficamente, ela mora numa casa no centro de Hollywood Hills, a qual alugou no ano passado. Descansando numa cadeira circular que dá visão à uma piscina turquesa, um desfiladeiro no Sunset Strip, outra colina, e em dias menos nublados, o Oceano Pacífico. Seu contrato acaba no fim da semana, e dentro da casa, seus pertences já estão quase empacotados para a mudança ao outro lado da cidade, para uma casa histórica que ela acabou de comprar.
Profissionalmente, Del Rey, 27 anos, está meio que no meio de algo também. Mais de vinte meses passaram desde o lançamento de seu album arrebatador, “Born to Die”, doze meses desde seu EP, “Paradise”, e ainda por cima a lista de coisas que a pop star-barroca faz, continua a crescer. Ela serviu de musa para Mulberry e modelou para H&M. No dia de nossa entrevista, o remix para “Summertime Sadness” do Cedric Gervais, música que originalmente não era pra ter sido lançada, atingiu a posição de número #6 na principal parada da Billboard. Ela tem viajado bastante, e ouviu a faixa pela primeira vez ontem quando ia ao mercado. “É bem dançante” disse ela, quase desacreditando. “Amo dançar — só que nunca pensei que faria isso com uma música minha.”
Seu segundo single mais vendido nos Estados Unidos, “Young and Beautiful”, presente na trilha de The Great Gatsby, talvez seja a melhor dela até agora, feita para um filme que completa sua estética vintage, mas, ironicamente, é mais adequada para ser ouvida com as luzes apagadas, com as lágrimas rolando. Neste outono, a cantora é estrela de seu próprio filme, ‘Tropico’, um curta-metragem dirigido por Anthony Mandler. Enquanto isso, demos de seus emails hackeados continuam a aparecer na internet, incluindo uma que ela lançaria em seu próximo álbum, marcado para 2014. Não é por menos que ela decidiu dar umas voltas e reiniciar. “No momento, estou com minha família e pensando no que quero fazer” disse ela. “Estou aproveitando para viver facilmente, plantar árvores, coisas desse tipo.”
O olhar de Del Rey se desloca para o quarto que compartilha com Barrie-James O’Neill, líder da banda escocesa alt-folk, Kassidy, e seu namorado por pouco mais de dois anos. Os dois se conheceram depois do empresário de O’Neill mandar para ele “Video Games” com a descrição: “Sua futura ex-mulher”. Barrie ligou para o empresário pedindo para a conhecer, e eles estão juntos desde então. Os Pall Malls são dele, “Eu só o copio”, ela brinca. “Não gosto de comprar meu próprio cigarro porque não fumo de verdade, sabe?” ela sorri, depois sussurra que O’Neill e seu irmão mais novo, Charlie Grant, estão dormindo lá dentro. “Se você ver dois gigantes de 2 metros seminus levantarem, são eles.”
É quase um mistério como Del Rey administrou para manter-se um enigma. Os investigadores de plantão estão em pleno vigor tentando conectar os pontos entre uma cantora loira tentando engatar carreira chamada Lizzy Grant, e a jogada de marketing transformada em pinup da Interscope, que barrou o desastre com sua performance no SNL. O Google a listou como uma das 5 artistas mais procuradas de 2012, mas as críticas do “Born to Die” estavam misturadas, uma resposta para a dicotomia da personagem Lana Del Rey — uma junção de Priscilla, Ann-Margret, Jackie, Marilyn e Valencia-filtrado à perfeição. Sendo crítico, do público consumidor, ou Brian Williams, você tinha uma opinião e comprava as músicas dela; 5 milhões de álbuns e 8,5 milhões de singles vendidos até o fechamento desta matéria.
Quase dois anos depois, o discurso parece estar mudando seriamente a seu favor; até alguns dos críticos de antes mudaram sua opinião, dizendo que o “Born to Die” é inquestionavelmente interessante e possivelmente um clássico. Com a antecipação para o novo álbum crescendo a cada minuto, talvez seja a hora de perguntar: Lana Del Rey se sucedeu na transição de uma figura polarizada na música popular para a coisa mais próxima que nossa cultura contemporânea pôde chamar de Ícone? “Vamos lá pra dentro,” disse ela.
Como previsto, dois gigantes surgiram, mas com roupas. O’Neill veste uma camiseta branca e calças de pijama temáticas do Dark Side of The Moon, o irmão dela: Shorts e uma camiseta simples. Del Rey brinca com eles antes de dar um passeio na mansão debaixo dos olhos atentos de uma reinterpretação pop-art de Jackie Kennedy (uma fotografia em preto e branco de Marilyn Monroe está presa no canto inferior direito do retrato). Ela aponta para umas imagens de Kurt Cobain e Virgem Maria alinhados à rack. É claro que a cantora tem um amor por ícones, mas ela diz que é uma coincidência seus heróis serem as pessoas mais famosas no mundo. “Eu sempre pensei que Elvis foi o cara mais lindo que já vi,” disse ela. “E achei que fosse a única que pensasse isso.”

Del Rey pega um lustre de uma caixa. “Comprei isso na Austrália. Quando todos os cristais estiverem colocados, ficará lindo”, disse ela. Sua decoração para a nova casa envolve: “Os anos 1970 no Sul da França, muito vime, azul e dourado, bambu, e longas cortinas.” Del Rey está ansiosa para a mudança, e não é só pela luz natural e detalhes em madeira da casa. “A vizinhança é bem quieta,” disse. “Aqui fica fácil para alguém te seguir, é difícil só morar.” A atenção constante afetou seu processo de composição. “É mais difícil ser uma observadora quando tem pessoas te observando,” disse ela. “Você tem que ir fundo dentro de si, porque o mundo de fora se torna um lugar difícil para adquirir inspiração.” Ela também não vai ganhar nenhum prêmio de “melhor vizinha” na atual casa. “Deixamos o lixo fora, e não colocamos a lixeira na rua,” ela admite. “Todos nos odeiam. Eles farão uma festa, assim como nós, quando formos embora.”
Os pais de Del Rey se conheceram numa campanha publicitária em Nova Iorque. Em 1986, sua mãe deu a luz à Elizabeth Woolridge Grant, e ele se mudaram para Lake Placid, onde seu pai começou a investir em propriedades online. “Onde nasci, em Adirondacks, era muito pequeno, tipo 1.100 habitantes,” diz ela. Del Rey relembra as viagens em família para a Florida. “Lembro de nós passando pelas pontes, vendo as luzes e muitas pessoas, e ficar absolutamente extasiada pela possibilidade de fazer todas essas coisas quando crescesse,” disse ela. “Lake Placid é o lugar mais legal na nação, depois de Duluth.”
Ela frequentou uma escola de primário Católica, chamada St. Agnes, e participou do coral da igreja que ficava do outro lado da rua. “Eu amava a igreja,” disse Del Rey. “Amava o misticismo, a ideia de algo maior, de um plano divino. Pra mim, o conceito de religião transmite uma ideia muito saudável sobre deus. Não tenho as visões tradicionais de um católico conservador, mas minha imaginação era aberta do lado de dentro das paredes azuis e douradas da catedral. Gostava da ideia de ser cuidada.”
Ela passou a maior parte dos dias olhando pela janela e desejando estar noutro lugar, até quando, aos 15, teve uma aula de filosofia que mudaria o curso de sua vida. “Aí foi onde sabia que encontraria meu povo. Queria estar cercada por pessoas que perguntassem ‘Por que estamos aqui?’” Por volta dessa época que ela também conheceu o álcool, sua bebida favorita quando adolescente: “qualquer coisa rápida e obscura.”
“Às vezes quando escrevo sobre meu sentimento, estou na verdade escrevendo sobre como me sentia quando estava embriagada, o que era bom até não funcionar mais,” disse. Seus pais a mandaram para um internato em Connecticut, e aos 18 estava sóbria. “Pensar em nunca mais beber foi muito assustador, mas uma vez que parei não foi mais difícil, porque todos esses milagres aconteciam e me lembravam que estava no caminho certo,” disse ela.

Ela ingressou na Fordham University, no Bronx, para estudar filosofia e começou a ser voluntária em programas de reabilitação para mendigos e viciados em drogas e álcool. Chegou até a viajar pro outro lado do país para pintar e reconstruir casas numa reserva natural americana. Nesta época ela também começou a cantar em clubes de Williamsburg e do Lower East Side, como o Laila Lounge, Galapagos, The Living Room e Bitter End.

Durante a escola, ela se mudou para apartamentos de amigos e namorados. “Minha mãe me chamava de ‘rainha do sofá’,” disse. Ela lembra de ter passado longas noites no Chinese deli, na rua 42. “Eles deixavam eu comprar banana e café, e ficar lá até a meia-noite,” disse. “Minha cabeça passava por muitos ritmos, rimava ‘disco’ com ‘go-go’, compunha sobre garotas de rímel azul e delineador, e sobre homens que conheci e amei. Foi uma experiencia muito libertadora, barata, hilária e divertida, tempos divertidos.”

Um dos apartamentos em que ela ficou foi de seu namorado naquele tempo, Steven Mertens, ligado à cena alt-rock e antifolk de Nova Iorque. Ele acabou produzindo o primeiro álbum dela, Lana Del Ray a.k.a Lizzy Grant, que foi eventualmente re-produzido por David Kahne para a gravadora independente 5 Points Records. O “Ray” mudaria para “Rey” no seu segundo lançamento, claro, mas o título do álbum em letras planas indicava que uma transformação estava em andamento. O disco também a ajudou a ter o primeiro endereço permanente de sua vida adulta. “Obviamente quando se tem 20 anos, você não tem muito dinheiro, mas quando assinei meu primeiro contrato, peguei um cheque de $10,000,” diz Del Rey. Ela usou o dinheiro para alugar um trailer no Manhattan Mobile Home Park em North Bergen, Nova Jersey, e usava a linha Hudson-Bergen para seu último ano na universidade. “Tinham muitas famílias e residentes que estavam lá por 35 anos,” disse Lana sobre a comunidade. “Eu curtia. Gostava de decorar o trailer com fitas, mas só do lado de dentro, aquários, e um auto-falante pequeno rosa para meu iPod Touch. Não estava festejando, era sério na época, gostava do ambiente diversificado – ir do Bronx para Nova Jersey, e então gravar com David na Gansevoort Street, no distrito de Meatpacking. Amava ir de um lugar para o outro.”
Sua gravadora guardou o disco por alguns anos antes de lança-lo no iTunes em 2010. Três meses depois, Del Rey conheceu um advogado chamado Ben Mawson, que, junto com Ed Millett, tornou-se seu empresário. Del Rey foi o primeiro cliente deles. “Quando conheci Ben e Ed, eles facilitaram, mas a melhora foi uma progressão natural de onde eles começaram,” explica Del Rey. “Até os novos vídeos, conceitualmente, são uma extensão do que eu estava explorando antigamente.” Mawson e Millett também a ajudaram a sair do contrato com a 5 Points, onde, nas palavras dela, nada aconteceu. Não muito tempo depois ela mudou para Londres, onde se desentendeu com Mawson.
Durante esse tempo ela postava compilações no YouTube ao som de músicas jovens e românticas como “Yayo” e “Mermaid Motel”, para ganhar atenção. “Amava o que fazia e me divertia tanto,” disse. “Amava sentir que estava criando coisas para mim, feitas por mim.” Depois veio a montagem de “Video Games”, uma música que ela escreveu com Justin Parker sobre o simples prazer em ver um antigo namorado jogar videogame. O instrumental era minimista e melancólico, notas de piano, cordas suaves e ocasionalmente toques de harpa. Para o vídeo, ela intercalou filmagens de paisagens da Califórnia e o Chateau Marmont com algumas dela mesma cantando. Daquela época, ela já tinha trocado o loiro de Lizzy Grant pelo longo, sedoso de Lana Del Rey. Unhas francesas, sweater caído nos ombros, maquiagem básica e beicinho completaram o visual.

A irmã mais nova de Del Rey, Caroline “Chuck” Grant, tirou muitas de suas antigas fotos promocionais, e a ajudou a definir seu visual. Caroline disse que crescer numa cidade pequena inspirou ambas as irmãs a apreciarem a representação visual do Sonho Americano. Enquanto a decadência de Lake Placid não era onde elas pertenciam, ambas se confortaram em sua grandeza cinematográfica. “[Durante a sessão de fotos] nós falávamos sobre a criação de realidades através de intenções criativas e espirituais,” disse ela. “Penso nas fotografias como uma série de cartões postais que representam diferentes mundos que criamos ou vivemos, mundos onde passamos muito tempo.”
Com o vídeo de “Video Games”, Del Rey encapsulou perfeitamente algo como um devaneio, algo que a geração Internet ansiava no fim da primeira década do novo milênio. “De repente, pessoas conhecidas tinham postado o video, e pensei: ‘Como eles conseguiram o meu vídeo?’” diz ela. No meio dos que ficaram apaixonados por ela estava a atriz Jamie King, que se tornou uma das amigas mais próximas de Del Rey. “Ver todas aquelas imagens compiladas, junto com a composição, a melodia e o rosto dela, foi algo que me captou enquanto eu mal podia respirar,” disse King. Quando soube que a cantora iria fazer um pequeno show no Chateau Marmont, ela correu para o hotel depois de ter gravado um episódio de Hart of Dixie, mas chegou lá muito tarde. “Ela estava saindo e eu entrando, e foi assim que nos conhecemos,” disse. Ambas se encontraram algumas vezes em Los Angeles nos meses seguintes. “Foi como se o universo tivesse nos juntado, e isso faz sentido porque ela é como se fosse uma irmã para mim,”diz King. “Estou grávida agora, e ter ela do meu lado nesse processo tem sido tão importante para mim. A presença dela acalma.”

Del Rey não sabe porquê “Video Games”, uma canção sem batidas, foi a que mais chamou atenção. “Sei que quando escrevi, estava apaixonada por ela. Mandei para todos dizendo: ‘Escute! Essa sou eu em forma de canção.’” ela relembra. “Ninguém no meu próprio círculo de amigos teve uma grande reação, mas então Fearne Cotton na Radio 1 começou a toca-la todos os dias, e foi aí que as coisas começaram a mudar.” King, pelo menos, não estava surpresa. “O que mais me impressiona é que tudo que ela cria vem do fundo de seu coração e alma,” diz King. “A maioria dos artistas hoje, especialmente as mulheres, infelizmente, têm uma máquina por trás. Eles escolhem o mesmo tipo de música, que vem sendo escrita pelas mesmas pessoas, e então eles têm um hit numero 1, mas não é algo contextualizado, ou que sentaram com papel e caneta e escreveram. O que é impressionante é que ela é como se fosse um Jim Morrison. Não há nada não autêntico no que ela faz. Todas as música, todos os looks, todos os vídeos, tudo que ela mostra ao mundo vêm dela, e isso é raro. A única pessoa que criou Lana Del Rey foi ela.”
E a evolução é constante. No fim, como muitas mulheres com 20 e poucos anos, ela tem sido seduzida pela possibilidade de reinvenção de uma personagem gerada pelo mercado da mídia social. Sua família ainda a chama de Lizzy, embora algumas vezes a chamem de Lana. “Tanto faz para eles, é tipo um apelido,” ela explica.
Dias como este, uma tarde típica, envolve acordar tarde, tomar café, fumar um cigarro na sacada com O’Neill e depois dirigir, geralmente para Malibu e sempre com Del Rey no volante. Ele cantarola uma música no gravador do iPhone, ela dá opiniões. Às vezes eles param no Neptune’s Net, um bar para motociclistas no fim da praia. Del Rey se sente conectada à cultura motociclista, a liberdade da via, o estilo de vida nômade. “É viver o dia unicamente, o que esteve na minha cabeça por muito tempo.”
Outros dias eles só dirigem até o oceano, param no acostamento e observam as ondas. “Conversamos sobre o futuro, o que queremos fazer, e como faremos tudo dar certo por causa do tempo, porque tenho muitos shows para fazer,” diz ela. “Dirigir é nossa hora de pensar. Então voltamos para casa e compomos.” Os dois ficaram ligados através de uma paixão por Kurt Cobain. “Ele faz parte da nossa conversa diária. Jeff Buckley é outra grande inspiração, e tem Jim Morrison. Falamos dessas pessoas como se conhecêssemos elas. Eles são parte do nosso relacionamento. Sempre dizemos: ‘Todos nossos amigos estão mortos, e eles nunca nos conheceram.’ Tenho sorte de ter conhecido alguém que também se sente assim.”
“O casal têm gravado algumas coisas com estilo rock dos anos 1970 com o produtor Jonathan Wilson em Silver Lake, só por diversão, mas Del Rey caracteriza seu próximo lançamento como um trabalho em andamento, feito em seus próprios termos e tempo. “Quando as pessoas perguntam sobre isso, eu tenho que ser honesta, realmente não sei,” ela admite. “Não quero dizer: ‘Sim, o próximo é melhor que aquele, porque não escutei o próximo ainda. Minha musa [inspiração] é muito inconstante. Ela só vem a mim às vezes, o que me irrita.”

O que também irrita: ter seu e-mail hackeado. “Quando ‘Black Beauty’ vazou, fiquei um pouco desencorajada, porque eu geralmente foco um álbum inteiro em uma música, ou uma frase, ou um título, tipo… Black Beauty,” disse ela. Em tempos de vídeos virais artificiais e twerking coreografado, o incidente foi não planejado, indesejado e não pode ser desfeito. O vazamento não destruiu a criatividade dela completamente, “mas não ajudou,” disse ela.

Anteriormente, ela trabalhou com Mandler em vídeos como “National Anthem,” no qual ela interpreta Jackie e Marilyn para o John Kennedy de A$AP Rocky. “Tinha feito esboços dessa ideia dos Kennedy nos dias atuais,” disse. “Tirei inspiração de uma gravação que vi deles, mais do que a história deles, só as cores no filme. E assim como a música, tive relacionamentos onde existia uma completa devoção ao cara. Gostava da ideia de uma garota dizendo para seu namorado, ‘Diz que sou seu hino nacional, sua bandeira estrelada, me saúda e me ame.’ – de uma maneira legal, bonita. Quis mostrar que o romance moderno pode ainda ter o sentimento clássico.” Ela teve um ataque de pânico no dia da gravação, preocupada que seus fãs achassem estranho ela representar ambas, a esposa e a amante. “Mas eu não podia escolher entre elas. Queria fazer as duas.”
De volta para fora, Del Rey joga um cigarro aceso dentro de um recipiente quase cheio de água e faz um campanário com seus dedos longos, ainda mais longos com as unhas de acrílico pintadas de vermelho, que remanescem da sessão de fotos para a NYLON, uma semana antes. Uma pequena cruz de pedras se encontra na unha de seu dedo anelar esquerdo. Mais para baixo, uma linha que destoa do bronzeado marca um certo “anel misterioso” que os paparazzi tentam flagrar desde Fevereiro. Está claro que não importa o que Del Rey decida fazer a seguir, ela continuará a fascinar e inspirar mais mitos. “É importante ter um bom relacionamento consigo mesmo depois que se torna conhecido,” disse. “As pessoas vão dizer muitas coisas, e você vai começar a se perguntar se essas coisas são verdade. Então você deve voltar à todas aquelas pequenas verdades e milagres que apareceram pelo seu caminho e que te lembram: Você está onde deve estar.”















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