sexta-feira, 23 de maio de 2014

Entrevista :: Alicia Kuczman para o Agrund



Alicia Kuczman, guarde bem esse nome! Esta jovem de apenas 20 anos de idade nascida em Cascavel, no Paraná, é hoje uma das melhores top models brasileiras. A pouca idade, que no mundo da moda nem é tão prematura assim, (ela começou aos 15 anos fazendo comerciais), já garante muitas experiências para serem contadas.

Alicia ralou e desfilou muito, tanto que foi recordista nas passarelas do SPFW e Fashion Rio nas últimas temporadas. Em 2010, com apenas 17 anos, Alicia já recebeu críticas negativas por causa de sua magreza, mas ela deu a volta por cima. Hoje, a bela colhe os frutos e integra o casting da poderosa Way Model, quer mais? Alicia com os seus 1,77 de altura, manequim 36, 87 de quadril e cabelos dourados, cresceu e apareceu.

Com um corpo torneado e bronzeado perfeito, é o que podemos chamar de uma verdadeira “bombshell”.  O sucesso é tanto que a loura é o rosto e “corpo” de marcas super famosas.

Idade: 20
Signo: Peixes
Número de sapato: 38
Um prato: Vegan Falafel com homus, mas o que mais amo nesse mundo é um bom chocolate quente e sorvete!
Uma música que não sai da sua cabeça: Le Moulin,Yann Tiersen
Um Hobby: Pole dance, yoga, livros
Uma frase: “A beleza está nos olhos de quem vê”
Um desejo que você quer que se realize imediatamente: Mais amor e mais sorrisos



Danilo Prado para o Agrund.com – Alicia, como é sua rotina durante o SPFW e Fashion Rio?

Alicia Kuczman: Basicamente é sempre uma correria: fitting, desfile, fitting, desfile. Mas o Rio tem algo a mais: o mar! Então, sempre tento dar uma escapadela para dar um mergulho, o que faz dessa semana, em especial, ser um pouco mais relax para mim.

DP agrund.com – Você já foi recordista em desfiles no Fashion Rio e SPFW. Como lida com tantos trabalhos em uma única temporada?

AK: Como não sei, mas a gente aprende! Quando se tem amor por aquilo que faz, tudo se torna mais fácil.
DP agrund.com – Qual o segredo para manter sempre o corpo pronto para os desfiles?

AK: Dormir bem, uma boa alimentação e hidratação. Mas nada disso adianta se seu âmago não estiver bem. Beleza para mim vem de dentro pra fora.

DP agrund.com – Quais os cuidados diários para manter o seu cabelo sempre lindo?

AK: Lavo normalmente todos os dias e uso muita máscara de hidratação. Um cabelo lindo é um cabelo limpo. Tampouco seco com secador, gosto que seque ao natural.

DP agrund.com – Adoro a capa que você estrelou na Elle ( edição de agosto de 2012). Como foi posar para umas das principais revistas de moda do país?

AK: Foi maravilhoso e um grande prazer! Fizemos uma parte da revista em estúdio, que coincidiu com um dia em que eu estava gripada e com febre, resultando em um desafio para mim mesma, e a outra em locação, viajamos para a praia e foi super divertido. Já conhecia a equipe, então foi tudo muito leve, como estar em casa.
DP agrund.com – Nudez é um problema pra você?

Ak: Existem nus e nus. Para mim o nú artístico é uma das coisas mais lindas. Nosso corpo é um presente de Deus, então não há como ser um problema.

DP agrund.com – Leio sempre que sapatos de passarela são desconfortáveis. Você já passou por alguma situação constrangedora?


AK: Nem todos, mas alguns são sim. Tenho tendinite em ambos tendões do pé e já passei por vários sapatos complicados para mim, mas entrar na passarela é como entrar em uma caixa de música iluminada, é como se você fosse a bailarina rodopiando naquela caixinha ao som da música no ar, é um momento tão mágico que você simplesmente dá suas passadas e esquece que os tão complicados sapatos existem.
DP agrund.com – Você poderia contar um pouquinho sobre o seu estilo? O que gosta de vestir?
AK: Não defino meu estilo porque não quero me limitar. Estamos sempre em transição em todos os sentidos e nosso estilo reflete isso. Ultimamente tenho amado usar um simples jeans flare e uma regata preta.
DP agrund.com – Quais dos seus vestidos você é mais apaixonada?
AK: Tenho tantos que não consigo pensar somente em um. Mas definitivamente os de veludo! Amo o toque do veludo!
DP agrund.com – Sobre perfumes, quais as suas fragrâncias favoritas?

AK: Não uso perfumes, somente óleo indiano, mas algo com jasmim, vanilla, almíscar ou dama da noite são os que me fazem suspirar.

DP agrund.com – Para as jovens que estão tentando se lançar na carreira de modelo, qual a dica que você pode mandar pra elas?

AK: Insistam! O mundo real nem sempre vai te acolher como seus pais o fizeram. Força de vontade. E tenham amor por isso, realmente, porque amor para mim é a única coisa que pode mover o mundo!







quinta-feira, 22 de maio de 2014

FILME: Barefoot


Barefoot é uma comédia-romântica com direção de Andrew Fleming com Evan Rachel Wood, Scott Speedman, Treat Williams, Kate Burton e J.K Simmons. É um remake de um filme alemão de 2005 chamado Barfuss. 

Sinopse: Um jovem, ovelha negra de uma família rica, atende uma paciente psiquiátrica, que foi criada em isolamento por toda a sua vida. Ele leva a ingênua jovem para sua casa, para o casamento de seu irmão. 







FILME: Only Lovers Left Alive


  • O primeiro trailer de “Only Lovers Left Alive”, que tem Tilda Swinton e Tom Hiddleston nos papéis principais, mostra que o longa vai ser muito bom e merece uma chance.Tilda (“Crônicas de Nárnia”) e Tom (“Thor”) são dois sugadores de sangue que se amam há séculos e acabam se separando na vida. O filme mostra o reencontro extremamente apaixonado dos dois amantes, com direito aos dois atores pelados, dividindo uma cama, no trailer. Adam e Eve foram amantes por séculos. Ambos são intelectuais com uma paixão por música, literatura e ciência, e chegaram em um nível que ele não precisam mais matar para sobreviver, mas ainda mantém sua natureza selvagem. Adam um reclusivo músico underground que se esconde nas ruínas da contemporânea Detroit, se desespera ao ver o declínio da civilização humana, e se preocupa sobre a sobrevivência futura. Eve que talvez tenha 3000 anos tem uma visão mais longa da história e é mais otimista. Ela deixa sua casa na antiga cidade de Tangier para ficar do lado dele. 
O filme tem um elenco ótimo, com Mia Wasikowska (“Segredos de Sangue”), John Hurt (“V de Vingança”), Anton Yelchin (“Star Trek”) e Jeffrey Wright (“007: Cassino Royale”). Pelo trailer, a gente percebe que o filme vai ter um ar meio gótico, com os vampiros se drogando com sangue humano, mal contendo suas vontades e tentando viver o amor eterno deles.“Only Lovers Left Alive” está sendo exibido em festivais ao redor do mundo e ainda não tem previsão de estreia no Brasil





segunda-feira, 19 de maio de 2014

FILMES: Os Estranhos



Na cena inicial de Os Estranhos um locutor, fala que o filme a seguir é baseado em eventos reais é mostra uma estatística anual de violência nos Estados Unidos. Não existem provas de que o filme seja de fato baseado em eventos reais, a não ser a palavra do diretor.

O filme começa numa noite onde o casal Kristen (Liv Tyler) e James (Scott Speedman) voltam de uma festa, ambos parecem chateados, alguns minutos depois uma garota bate na porta e pergunta por alguém que não mora ali, o casal informa que não tem ninguém ali com aquele nome e a garota vai embora. Depois de um tempo James sai para comprar cigarros pra Kristen e ela fica sozinha na casa, a garota volta perguntando pela mesma pessoa, Kristen repete que não mora ninguém ali com aquele nome e que ela já tinha passado por ali. Com medo ela tenta ligar para o namorado, mas percebe que a linha telefônica foi cortada e que há mais de uma pessoa por lá fora, querendo transformar sua noite em um pesadelo.



A primeira metade do filme é muito boa, o diretor consegue criar um clima inquietante, com uma fotografia escura e cheia de sombras. O clima de tensão é bem construído e lembra um pouco o Halloween de John Carpenter com aquele clima de perigo constante. Os assassinos também lembram o Michael Myers de John Carpenter, assassinos misteriosos e mascarados que somem de um lugar e aparecem em outro e parecem ser onipresentes.

O cenário usado no filme ajuda a criar o clima, uma casa de fazenda escura no meio do nada. A falta de trilha sonora também ajuda a criar um clima bacana, em vez de trilhas sonoras musicais o filme opta por silencio e efeitos sonoros de sons ambientais, com barulhos de passos, batidas nas portas. Explorar um medo comum foi algo certeiro para a criação do terror. Todo mundo tem medo de que algum estranho invada a sua casa e faça mal a sua família e o filme explora esse medo de forma certa, já que os estranhos estão ali para atormentar o casal sem motivos aparentes.

Um dos pontos altos do filme é não criar explicações e motivos para os assassinos, coisa rara nas produções atuais, que sempre tentam explicar tudo ao expectador. Os motivos dos três mascarados são um mistério. O fato de não sabermos quem são, ou porquê estão fazendo aquilo, deixa o filme mais assustador e estranho. Tem até uma fala no filme que eu acho genial. 

Kristen pergunta: "Por quê vocês estão fazendo isso com a gente?"
E um dos estranhos responde: "Porque vocês estavam em casa!"









quinta-feira, 8 de maio de 2014

FILME: Palo Alto 2014



Palo Alto, adaptação dos contos escritos por James Franco, ganhou um novo trailer. O roteiro foi escrito por Gia Coppola, neta de Francis Ford Coppola, que também dirige o longa. A trama do longa vai mostrar um grupo de amigos, que tem entre eles um treinador de futebol (James Franco), uma babá adolescente (Emma Roberts) e dois garotos que estão sempre arrumando confusão (Nat Wolff e Jack Kilmer). O elenco conta ainda com Zoe LevinClaudia LevyChris MessinaKeegan AllenDon Novello e Taila Shire. A produção será exibida no Festival de Telluride. Ainda não há data para estreia no circuito convencional. 
A família Coppola já está há 50 anos na indústria cinematográfica. Ao longo de três gerações, Francis Ford Coppola, seu pai Carmine e sua filha Sofia Coppola, roteirizaram, dirigiriam e produziram filmes. Francis, 5 vezes vencedor do Oscar, terá esse ciclo ampliado com o lançamento de sua neta Gia Coppola como diretora. 

Gia é filha de Gian-Carlo Coppola, que morreu aos 22 anos de idade em um acidente de carro. Gian-Carlo atuou em filmes do pai Francis, como Vidas Sem Rumo (1983) e O Selvagem da Motocicleta (1983). Gia nasceu 7 meses após a morte do pai. Agora com 27 anos, Gia Coppola escreveu e dirigiu Palo Alto, filme baseado em histórias escritas pelo ator James Franco (e publicadas no livro Palo Alto: Stories). Gia Coppola selecionou alguns episódios do livro e criou uma trama que interliga todos eles.


sábado, 26 de abril de 2014

Primeiras imagens de Gaspard Ulliel como Yves Saint Laurent


Foram divulgadas as primeiras imagens do ator e modelo Gaspard Ulliel como Yves Saint Laurent em Saint Laurent, o mais recente filme de Bertrand Bonello, realizador de O Pornógrafo e Apollonide – Memórias de um bordel. Nesta produção da Mandarin Cinéma, com um orçamento de 15 milhões de euros, estarão em foco os mais emblemáticos anos do criador (1965 a 1976), destacando-se a sua «coleção russa» - considerada das mais influentes no mundo da moda. No papel de Pierre Bergé, o seu companheiro, teremos o belga Jérémie Renier. Louis Garrel participa igualmente na obra no papel de Jacques de Bascher, enquanto Léa Seydoux é Loulou de la Falaise e Jasmine Trinca é Talitah Getty. Saint Laurent estará na competição à Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Segundo o jornal "The Telegraph", a atriz Léa Seydoux deve interpretar Loulou de la Falaise, musa do estilista e responsável pelo departamento de joias e acessórios da maison francesa. Pierre Bergé, companheiro de Saint Laurent e sócio da grife, será vivido por Jérémie Renier. O figurino, parte integral do filme, principalmente em se tratando de uma cinebiografia de um dos maiores estilistas franceses, ficará a cargo da premiada Anais Romand, que recebeu permissão do grupo PPR - atuais donos da grife - para reproduzir criações do estilista.






quarta-feira, 16 de abril de 2014

West Coast - Lana Del Rey


O esperado novo disco de Lana Del Rey, "Ultraviolence", começa a dar as caras nesta segunda-feira. A cantora divulgou vídeo com o novo single, "West Coast", que era prometido apenas para o dia 1° de maio. A canção mostra que a artista abandonou um pouco o clima eletrônico de trip hop que ditou o ritmo em seu primeiro álbum, "Born to Die".
"West Coast" é soturna e traz a cantora ainda sussurrando, mas é mais orgânica e rock. Influência de Dan Auchbach, do Black Keys, que trabalhou com Lana nas gravações. Há ainda rumores de que ele é um dos produtores do disco. Em preto e branco, o vídeo mostra Lana sendo abraçada por um homem. A cena curta se repete até o fim da canção.
De acordo com o site "Noise11", Lana tinha o desejo de trabalhar com Lou Reed, mas os planos mudaram após a morte do fundador do The Velvet Underground. Em conversa com fãs em janeiro, a cantora deu a dica sobre o novo trabalho: "É absolutamente exuberante – mais dark desde o começo – é tão dark que é quase inaudível e errado. Eu amei", tentou explicar.

WEST COAST:

Down on the west coast
They got a saying
If you're not drinking
Then you're not playing
But you've got the music, you've got the music in you
Don't you?

Down on the west coast
I get this feeling like it all could happen
That's why I'm leaving you
For the moment, you for the moment
Boy blue, yeah you

You're feelin' hot at the show
I'm feeling hot to the touch
You say you miss me the most
And I always say I miss you so much
Something keeps me real cold
I'm alive, I'm a lush
Your love, your love, your love

I can see my baby swinging
His Parliament's on fire when his hands are up
On the balcony and I'm singing
Ooh baby, ooh baby, I'm in love

I can see my sweet boy swayin'
He's crazy y Cubano como yo my love
On the balcony and I'm singing
Move baby, move baby, I'm in love
I'm in love, I'm in love

Down on the west coast
They got their icons
Their silver starlets
Their queens of Saigon
And you got the music, you got the music in you
Don't you?

Down on the west coast
They love their movies
Their golden dozen and rock'n'roll groupies
And you got the music, you got the music in you
Don't you?

You push it hard I pull away
I'm feeling hotter than fire
I guess that no one ever really
Made me feel that much higher
They say you got it all, boy it's you I desire
Your love, your love, your love

I can see my baby swinging
His Parliament's on fire when his hands are up
On the balcony and I'm singing
Ooh baby, ooh baby, I'm in love

I can see my sweet boy swayin'
He's crazy y Cubano como yo my love
On the balcony and I'm singing
Move baby, move baby, I'm in love

I can see my baby swinging
His Parliament's on fire when his hands are up
On the balcony and I'm singing
Ooh baby, ooh baby, I'm in love

I can see my sweet boy swayin'
He's crazy y Cubano como yo my love
On the balcony and I'm singing
Move baby, move baby, I'm in love
I'm in love
I'm in love




quinta-feira, 10 de abril de 2014

A Pequena Sereia de Coppola


A atriz Emma Watson, a Hermione da saga de Harry Potter, pode interpretar a Pequena Sereia nos cinemas. O projeto será capitaneado pela diretora Sofia Coppola, que trabalhou com a estrela no filme Bling Ring: A gangue de Hollywood. As informações são do tabloide britânico The Sun. Sofia estaria em negociação com a Working Title Films para assumir a adaptação cinematográfica do conto de fadas escrito pelo dinamarquês Hans Christian Andersen. Ao contrário do clássico da Disney, de 1989, este filme não seria animado, mas com atores reais.
O roteiro está nas mãos de Abi Morgan, Kelly Marcel, de 50 Tons de Cinza, e Caroline Thompson, de Edward, Mãos de Tesoura. Nesta nova versão, o desfecho pode ser bem diferente da versão em desenho e similar ao da história original de Andersen. A última versão cinematográfica desta história da sereia que se apaixona por um homem e que vê realizado o seu desejo de viver em terra depois de se apaixonar por um homem que salva de um afogamento foi a da Disney, em 1989 – que na época rendeu 151 milhões de euros em receitas de bilheteira e que se tornou um dos clássicos modernos do estúdio fundado por Walt Disney.


segunda-feira, 24 de março de 2014

Dead Man's Bones



Dead Man's Bones é uma banda composta por Ryan Gosling e Zach Shields. Seu primeiro álbum, foi lançado em 06 de outubro de 2009. O álbum inteiro é uma colaboração com o Coro de Crianças do Conservatório de Silverlake. Gosling se apresenta sob o pseudônimo de "Baby Goose".

Quando Ryan e Zach se encontraram em Toronto, em 2005, eles queriam se odiar. Os dois estavam namorando irmãs e odiavam o tempo forçado por elas a passarem juntos, até que em uma conversa descobriram uma obsessão mútua com a atração Haunted Mansion na Disneylândia. 

Zach estava tão preocupado com fantasmas quando era criança que ele foi colocado na terapia, e os pais de Ryan sairam de sua casa de infância, porque eles acreditavam que era assombradaNenhum deles tinha realmente superado o seu fascínio com fantasmas, monstros, cemitérios e zumbis. Estabelecida essa afinidade para o sinistro, eles começaram a tentar escrever uma história teatral de amor sobre monstros e fantasma para o palco. Eles decidiram que esta história deveria ser transformada em música então eles começaram a aprender tocar vários instrumentos. 

Alguns dos seus sons reflem as músicas que escutam - um pouco de The Shangri-Las, The Shags, The Cure, Company Flow, Sam Cooke, The Misfits, James Brown, Bobby Vinton, Joy Division, The Andrew Sisters e Daniel Johnston, para citar alguns.

Zach e Ryan também foram inspirados individualmente por dois programas musicais. O primeiro programa conceituado por Nancy Dupree. Ela fez um nome para si e para os seus alunos, quando ela se afastou de um currículo tradicional da escola de música que trabalhava para deixar seus alunos fazerem suas próprias músicas sobre coisas que eram relevantes para eles e seu mundo.O segundo programa conceituado por Hans Fenger reuniu 60 crianças problemáticas que inicialmente não cantavam  para cantar músicas dos Beatles, The Beach Boys entre outros artistas. Foi então decidido desde o início que sua recém-formada banda, queria trabalhar com crianças.


A dupla colocou regras para o processo de gravação, para se certificar de que seus erros fossem capturados e integrados no processo de fazer música. Criou-se uma regra de que não iriam fazer mais do que três tomadas, não importa o quão ruim o resultado e também ele deviam tocar todos os instrumentos usados nas músicas, mesmo que nunca tivessem tocado antes. 

Também incorporado no projeto: folhas de estanho para a chuva, portas rangendo, papel rasgando para trovão, pegadas, gritos, pessoas chorando, ondas, lobisomem uivando, os ruídos de barco, grilos, etc.



  1. "Intro"
  2. "Dead Hearts"
  3. "In the Room Where You Sleep"
  4. "Buried in Water"
  5. "My Body's a Zombie for You"
  6. "Pa Pa Power"
  7. "Young & Tragic"
  8. "Paper Ships"
  9. "Lose Your Soul"
  10. "Werewolf Heart"
  11. "Dead Man's Bones"
  12. "Flowers Grow Out of My Grave"


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

‘Ultraviolence’



Lana Del Rey afastou de vez os rumores de que estaria se aposentando da música após o primeiro álbum, ‘Born to Die’, ao revelar detalhes de seu novo disco, ‘Ultraviolence’.

Ainda neste ano, a estrela se recusou a confirmar ou negar se estaria se aposentando da música, depois de twitar uma mensagem que dizia que ‘Tropico’ seria seu “projeto de despedida”. Fãs na pré-estreia ficaram enlouquecidos após o anúncio do novo trabalho e abusaram das redes sociais para apoiar a cantora.

Um postou: “Então Lana Del Rey tem um novo álbum chegando a qualquer momento. Vou derramar lágrimas de felicidade”. ‘Tropico’ foi lançado em versão online ontem após meses de atraso e de já ter sido exibido no teatro Cinerama Dome, de Hollywood.

A cantora esteve no Brasil no começo do mês passado, quando se apresentou no Planeta Terra. Um dos momentos mais inusitados da sua apresentação foi quando ficou descalça para interpretar um de seus sucessos, a música “Without you”.



Após rumores e muita expectativa, Lana Del Rey, enfim confirmou o envolvimento de Dan Auerbach, vocalista e guitarrista da banda de rock The Black Keys, no álbum “Ultraviolence”. Em sua conta no Twitter, a cantora postou uma foto sentada no colo do músico, com a legenda: “Eu e Dan Auerbach estamos animados para lhes apresentar ‘Ultraviolence’”.
Em consequência do tweet inesperado e escasso de informações de Lana Del Rey, muito se especulou sobre qual seria, de fato, o envolvimento de Auerbach no álbum. A confirmação então, através do site Revolt TV, que recebeu com exclusividade de um representante da Interscope Records, a informação de que ele apenas produziu o material. Dan Auerbach ganhou o Grammy de Produtor do Ano em 2013. Com o Black Keys, ele recebeu outros seis troféus na premiação, entre 2011 e 2013.

O produtor italiano Giorgio Moroder, que recentemente trabalhou no álbum “Random Access Memories” da dupla de DJ’s Daft Punk, pode ter trabalhado com Lana Del Rey no álbum “Ultraviolence”, mas essa informação ainda não foi confirmada. Ao ser perguntado sobre seu envolvimento na produção do álbum, Moroder não negou e nem confirmou os rumores:

“Eu não sei? Você leu alguma coisa sobre isso? Bem… eu tenho alguuns cantores que eu estou planejando para trabalhar. Na verdade, eu comecei a trabalhar um pouco com David Guetta. Então… É difícil de responder os rumores, mas… talvez. Talvez. Eu não sei.”
Giorgio Moroder é conhecido como o ‘pai da disco music’ e já trabalhou com artistas como Donna Summer, David Bowie e Queen. Ele já ganhou 3 Oscar e 2 Grammy, e entre suas produções estão as músicas“Flashdance… What a Felling” do filme Flashdance e “Take My Breath Away” do filme Top Gun.
Curiosidade: O tema usado por Lana Del Rey na abertura da ‘Paradise Tour’ foi produzido por Giorgio para a trilha sonora do filme Scarface de 1983. 

O aguardado novo álbum de Lana Del Rey, intitulado “Ultraviolence”, já tem data de lançamento: 1° de maio. A data foi revelada pela própria Lana, durante bate-papo com fãs.

Um vídeo da conversa foi divulgado, e nele é possível ver Lana cantando “Happy Birthday” para um fã. Em seguida, um paparazzi pergunta à ela quando o novo álbum será lançado, e ela então responde: “Primeiro de maio”, mas quando percebe que está sendo filmada volta atrás e diz que não sabe/não tem certeza. Ela finaliza o assunto dizendo que está ansiosa e que o álbum é tão bom, que a fez esquecer do último.
Após revelar que o seu novo álbum, intitulado “Ultraviolence” já estava finalizado, Lana Del Rey voltou a contar mais alguns detalhes sobre o sucessor do aclamado “Born to Die”. Ao ser perguntada por uma mensagem privada se poderia dizer algo sobre o disco, Lana respondeu:
“É absolutamente lindo – mais obscuro que o primeiro, tão obscuro que é quase inaudível e errado. Mas eu amei.”

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

LANA DEL REY FALA SOBRE SEU PRÓXIMO ÁLBUM



Capa da edição de novembro da Nylon, Lana Del Rey concedeu uma extensa entrevista à revista, onde fala sobre planos futuros, vazamentos, seu próximo álbum e relacionamento com Barrie-James O’Neil.
“O lugar onde estou agora… pede por um cigarro”, decide Lana Del Rey rindo, puxando um Pall Mall do maço e acendendo. Vestindo shorts jeans claros, camisa e slippers marrons, seus cabelos formando um coque no topo da cabeça, presos por uma presilha. A fama da cantora sad-core soul de “Video Games” talvez passe sendo a garota mais bonita do ensino médio — a que todos diziam ser distante mas provavelmente só era recatada, a que ainda é linda, como confirma o Facebook – a dona do par de cílios exuberantes que fazem sombra em suas bochechas a cada piscada. Geograficamente, ela mora numa casa no centro de Hollywood Hills, a qual alugou no ano passado. Descansando numa cadeira circular que dá visão à uma piscina turquesa, um desfiladeiro no Sunset Strip, outra colina, e em dias menos nublados, o Oceano Pacífico. Seu contrato acaba no fim da semana, e dentro da casa, seus pertences já estão quase empacotados para a mudança ao outro lado da cidade, para uma casa histórica que ela acabou de comprar.
Profissionalmente, Del Rey, 27 anos, está meio que no meio de algo também. Mais de vinte meses passaram desde o lançamento de seu album arrebatador, “Born to Die”, doze meses desde seu EP, “Paradise”, e ainda por cima a lista de coisas que a pop star-barroca faz, continua a crescer. Ela serviu de musa para Mulberry e modelou para H&M. No dia de nossa entrevista, o remix para “Summertime Sadness” do Cedric Gervais, música que originalmente não era pra ter sido lançada, atingiu a posição de número #6 na principal parada da Billboard. Ela tem viajado bastante, e ouviu a faixa pela primeira vez ontem quando ia ao mercado. “É bem dançante” disse ela, quase desacreditando. “Amo dançar — só que nunca pensei que faria isso com uma música minha.”
Seu segundo single mais vendido nos Estados Unidos, “Young and Beautiful”, presente na trilha de The Great Gatsby, talvez seja a melhor dela até agora, feita para um filme que completa sua estética vintage, mas, ironicamente, é mais adequada para ser ouvida com as luzes apagadas, com as lágrimas rolando. Neste outono, a cantora é estrela de seu próprio filme, ‘Tropico’, um curta-metragem dirigido por Anthony Mandler. Enquanto isso, demos de seus emails hackeados continuam a aparecer na internet, incluindo uma que ela lançaria em seu próximo álbum, marcado para 2014. Não é por menos que ela decidiu dar umas voltas e reiniciar. “No momento, estou com minha família e pensando no que quero fazer” disse ela. “Estou aproveitando para viver facilmente, plantar árvores, coisas desse tipo.”
O olhar de Del Rey se desloca para o quarto que compartilha com Barrie-James O’Neill, líder da banda escocesa alt-folk, Kassidy, e seu namorado por pouco mais de dois anos. Os dois se conheceram depois do empresário de O’Neill mandar para ele “Video Games” com a descrição: “Sua futura ex-mulher”. Barrie ligou para o empresário pedindo para a conhecer, e eles estão juntos desde então. Os Pall Malls são dele, “Eu só o copio”, ela brinca. “Não gosto de comprar meu próprio cigarro porque não fumo de verdade, sabe?” ela sorri, depois sussurra que O’Neill e seu irmão mais novo, Charlie Grant, estão dormindo lá dentro. “Se você ver dois gigantes de 2 metros seminus levantarem, são eles.”
É quase um mistério como Del Rey administrou para manter-se um enigma. Os investigadores de plantão estão em pleno vigor tentando conectar os pontos entre uma cantora loira tentando engatar carreira chamada Lizzy Grant, e a jogada de marketing transformada em pinup da Interscope, que barrou o desastre com sua performance no SNL. O Google a listou como uma das 5 artistas mais procuradas de 2012, mas as críticas do “Born to Die” estavam misturadas, uma resposta para a dicotomia da personagem Lana Del Rey — uma junção de Priscilla, Ann-Margret, Jackie, Marilyn e Valencia-filtrado à perfeição. Sendo crítico, do público consumidor, ou Brian Williams, você tinha uma opinião e comprava as músicas dela; 5 milhões de álbuns e 8,5 milhões de singles vendidos até o fechamento desta matéria.
Quase dois anos depois, o discurso parece estar mudando seriamente a seu favor; até alguns dos críticos de antes mudaram sua opinião, dizendo que o “Born to Die” é inquestionavelmente interessante e possivelmente um clássico. Com a antecipação para o novo álbum crescendo a cada minuto, talvez seja a hora de perguntar: Lana Del Rey se sucedeu na transição de uma figura polarizada na música popular para a coisa mais próxima que nossa cultura contemporânea pôde chamar de Ícone? “Vamos lá pra dentro,” disse ela.
Como previsto, dois gigantes surgiram, mas com roupas. O’Neill veste uma camiseta branca e calças de pijama temáticas do Dark Side of The Moon, o irmão dela: Shorts e uma camiseta simples. Del Rey brinca com eles antes de dar um passeio na mansão debaixo dos olhos atentos de uma reinterpretação pop-art de Jackie Kennedy (uma fotografia em preto e branco de Marilyn Monroe está presa no canto inferior direito do retrato). Ela aponta para umas imagens de Kurt Cobain e Virgem Maria alinhados à rack. É claro que a cantora tem um amor por ícones, mas ela diz que é uma coincidência seus heróis serem as pessoas mais famosas no mundo. “Eu sempre pensei que Elvis foi o cara mais lindo que já vi,” disse ela. “E achei que fosse a única que pensasse isso.”

Del Rey pega um lustre de uma caixa. “Comprei isso na Austrália. Quando todos os cristais estiverem colocados, ficará lindo”, disse ela. Sua decoração para a nova casa envolve: “Os anos 1970 no Sul da França, muito vime, azul e dourado, bambu, e longas cortinas.” Del Rey está ansiosa para a mudança, e não é só pela luz natural e detalhes em madeira da casa. “A vizinhança é bem quieta,” disse. “Aqui fica fácil para alguém te seguir, é difícil só morar.” A atenção constante afetou seu processo de composição. “É mais difícil ser uma observadora quando tem pessoas te observando,” disse ela. “Você tem que ir fundo dentro de si, porque o mundo de fora se torna um lugar difícil para adquirir inspiração.” Ela também não vai ganhar nenhum prêmio de “melhor vizinha” na atual casa. “Deixamos o lixo fora, e não colocamos a lixeira na rua,” ela admite. “Todos nos odeiam. Eles farão uma festa, assim como nós, quando formos embora.”
Os pais de Del Rey se conheceram numa campanha publicitária em Nova Iorque. Em 1986, sua mãe deu a luz à Elizabeth Woolridge Grant, e ele se mudaram para Lake Placid, onde seu pai começou a investir em propriedades online. “Onde nasci, em Adirondacks, era muito pequeno, tipo 1.100 habitantes,” diz ela. Del Rey relembra as viagens em família para a Florida. “Lembro de nós passando pelas pontes, vendo as luzes e muitas pessoas, e ficar absolutamente extasiada pela possibilidade de fazer todas essas coisas quando crescesse,” disse ela. “Lake Placid é o lugar mais legal na nação, depois de Duluth.”
Ela frequentou uma escola de primário Católica, chamada St. Agnes, e participou do coral da igreja que ficava do outro lado da rua. “Eu amava a igreja,” disse Del Rey. “Amava o misticismo, a ideia de algo maior, de um plano divino. Pra mim, o conceito de religião transmite uma ideia muito saudável sobre deus. Não tenho as visões tradicionais de um católico conservador, mas minha imaginação era aberta do lado de dentro das paredes azuis e douradas da catedral. Gostava da ideia de ser cuidada.”
Ela passou a maior parte dos dias olhando pela janela e desejando estar noutro lugar, até quando, aos 15, teve uma aula de filosofia que mudaria o curso de sua vida. “Aí foi onde sabia que encontraria meu povo. Queria estar cercada por pessoas que perguntassem ‘Por que estamos aqui?’” Por volta dessa época que ela também conheceu o álcool, sua bebida favorita quando adolescente: “qualquer coisa rápida e obscura.”
“Às vezes quando escrevo sobre meu sentimento, estou na verdade escrevendo sobre como me sentia quando estava embriagada, o que era bom até não funcionar mais,” disse. Seus pais a mandaram para um internato em Connecticut, e aos 18 estava sóbria. “Pensar em nunca mais beber foi muito assustador, mas uma vez que parei não foi mais difícil, porque todos esses milagres aconteciam e me lembravam que estava no caminho certo,” disse ela.

Ela ingressou na Fordham University, no Bronx, para estudar filosofia e começou a ser voluntária em programas de reabilitação para mendigos e viciados em drogas e álcool. Chegou até a viajar pro outro lado do país para pintar e reconstruir casas numa reserva natural americana. Nesta época ela também começou a cantar em clubes de Williamsburg e do Lower East Side, como o Laila Lounge, Galapagos, The Living Room e Bitter End.

Durante a escola, ela se mudou para apartamentos de amigos e namorados. “Minha mãe me chamava de ‘rainha do sofá’,” disse. Ela lembra de ter passado longas noites no Chinese deli, na rua 42. “Eles deixavam eu comprar banana e café, e ficar lá até a meia-noite,” disse. “Minha cabeça passava por muitos ritmos, rimava ‘disco’ com ‘go-go’, compunha sobre garotas de rímel azul e delineador, e sobre homens que conheci e amei. Foi uma experiencia muito libertadora, barata, hilária e divertida, tempos divertidos.”

Um dos apartamentos em que ela ficou foi de seu namorado naquele tempo, Steven Mertens, ligado à cena alt-rock e antifolk de Nova Iorque. Ele acabou produzindo o primeiro álbum dela, Lana Del Ray a.k.a Lizzy Grant, que foi eventualmente re-produzido por David Kahne para a gravadora independente 5 Points Records. O “Ray” mudaria para “Rey” no seu segundo lançamento, claro, mas o título do álbum em letras planas indicava que uma transformação estava em andamento. O disco também a ajudou a ter o primeiro endereço permanente de sua vida adulta. “Obviamente quando se tem 20 anos, você não tem muito dinheiro, mas quando assinei meu primeiro contrato, peguei um cheque de $10,000,” diz Del Rey. Ela usou o dinheiro para alugar um trailer no Manhattan Mobile Home Park em North Bergen, Nova Jersey, e usava a linha Hudson-Bergen para seu último ano na universidade. “Tinham muitas famílias e residentes que estavam lá por 35 anos,” disse Lana sobre a comunidade. “Eu curtia. Gostava de decorar o trailer com fitas, mas só do lado de dentro, aquários, e um auto-falante pequeno rosa para meu iPod Touch. Não estava festejando, era sério na época, gostava do ambiente diversificado – ir do Bronx para Nova Jersey, e então gravar com David na Gansevoort Street, no distrito de Meatpacking. Amava ir de um lugar para o outro.”
Sua gravadora guardou o disco por alguns anos antes de lança-lo no iTunes em 2010. Três meses depois, Del Rey conheceu um advogado chamado Ben Mawson, que, junto com Ed Millett, tornou-se seu empresário. Del Rey foi o primeiro cliente deles. “Quando conheci Ben e Ed, eles facilitaram, mas a melhora foi uma progressão natural de onde eles começaram,” explica Del Rey. “Até os novos vídeos, conceitualmente, são uma extensão do que eu estava explorando antigamente.” Mawson e Millett também a ajudaram a sair do contrato com a 5 Points, onde, nas palavras dela, nada aconteceu. Não muito tempo depois ela mudou para Londres, onde se desentendeu com Mawson.
Durante esse tempo ela postava compilações no YouTube ao som de músicas jovens e românticas como “Yayo” e “Mermaid Motel”, para ganhar atenção. “Amava o que fazia e me divertia tanto,” disse. “Amava sentir que estava criando coisas para mim, feitas por mim.” Depois veio a montagem de “Video Games”, uma música que ela escreveu com Justin Parker sobre o simples prazer em ver um antigo namorado jogar videogame. O instrumental era minimista e melancólico, notas de piano, cordas suaves e ocasionalmente toques de harpa. Para o vídeo, ela intercalou filmagens de paisagens da Califórnia e o Chateau Marmont com algumas dela mesma cantando. Daquela época, ela já tinha trocado o loiro de Lizzy Grant pelo longo, sedoso de Lana Del Rey. Unhas francesas, sweater caído nos ombros, maquiagem básica e beicinho completaram o visual.

A irmã mais nova de Del Rey, Caroline “Chuck” Grant, tirou muitas de suas antigas fotos promocionais, e a ajudou a definir seu visual. Caroline disse que crescer numa cidade pequena inspirou ambas as irmãs a apreciarem a representação visual do Sonho Americano. Enquanto a decadência de Lake Placid não era onde elas pertenciam, ambas se confortaram em sua grandeza cinematográfica. “[Durante a sessão de fotos] nós falávamos sobre a criação de realidades através de intenções criativas e espirituais,” disse ela. “Penso nas fotografias como uma série de cartões postais que representam diferentes mundos que criamos ou vivemos, mundos onde passamos muito tempo.”
Com o vídeo de “Video Games”, Del Rey encapsulou perfeitamente algo como um devaneio, algo que a geração Internet ansiava no fim da primeira década do novo milênio. “De repente, pessoas conhecidas tinham postado o video, e pensei: ‘Como eles conseguiram o meu vídeo?’” diz ela. No meio dos que ficaram apaixonados por ela estava a atriz Jamie King, que se tornou uma das amigas mais próximas de Del Rey. “Ver todas aquelas imagens compiladas, junto com a composição, a melodia e o rosto dela, foi algo que me captou enquanto eu mal podia respirar,” disse King. Quando soube que a cantora iria fazer um pequeno show no Chateau Marmont, ela correu para o hotel depois de ter gravado um episódio de Hart of Dixie, mas chegou lá muito tarde. “Ela estava saindo e eu entrando, e foi assim que nos conhecemos,” disse. Ambas se encontraram algumas vezes em Los Angeles nos meses seguintes. “Foi como se o universo tivesse nos juntado, e isso faz sentido porque ela é como se fosse uma irmã para mim,”diz King. “Estou grávida agora, e ter ela do meu lado nesse processo tem sido tão importante para mim. A presença dela acalma.”

Del Rey não sabe porquê “Video Games”, uma canção sem batidas, foi a que mais chamou atenção. “Sei que quando escrevi, estava apaixonada por ela. Mandei para todos dizendo: ‘Escute! Essa sou eu em forma de canção.’” ela relembra. “Ninguém no meu próprio círculo de amigos teve uma grande reação, mas então Fearne Cotton na Radio 1 começou a toca-la todos os dias, e foi aí que as coisas começaram a mudar.” King, pelo menos, não estava surpresa. “O que mais me impressiona é que tudo que ela cria vem do fundo de seu coração e alma,” diz King. “A maioria dos artistas hoje, especialmente as mulheres, infelizmente, têm uma máquina por trás. Eles escolhem o mesmo tipo de música, que vem sendo escrita pelas mesmas pessoas, e então eles têm um hit numero 1, mas não é algo contextualizado, ou que sentaram com papel e caneta e escreveram. O que é impressionante é que ela é como se fosse um Jim Morrison. Não há nada não autêntico no que ela faz. Todas as música, todos os looks, todos os vídeos, tudo que ela mostra ao mundo vêm dela, e isso é raro. A única pessoa que criou Lana Del Rey foi ela.”
E a evolução é constante. No fim, como muitas mulheres com 20 e poucos anos, ela tem sido seduzida pela possibilidade de reinvenção de uma personagem gerada pelo mercado da mídia social. Sua família ainda a chama de Lizzy, embora algumas vezes a chamem de Lana. “Tanto faz para eles, é tipo um apelido,” ela explica.
Dias como este, uma tarde típica, envolve acordar tarde, tomar café, fumar um cigarro na sacada com O’Neill e depois dirigir, geralmente para Malibu e sempre com Del Rey no volante. Ele cantarola uma música no gravador do iPhone, ela dá opiniões. Às vezes eles param no Neptune’s Net, um bar para motociclistas no fim da praia. Del Rey se sente conectada à cultura motociclista, a liberdade da via, o estilo de vida nômade. “É viver o dia unicamente, o que esteve na minha cabeça por muito tempo.”
Outros dias eles só dirigem até o oceano, param no acostamento e observam as ondas. “Conversamos sobre o futuro, o que queremos fazer, e como faremos tudo dar certo por causa do tempo, porque tenho muitos shows para fazer,” diz ela. “Dirigir é nossa hora de pensar. Então voltamos para casa e compomos.” Os dois ficaram ligados através de uma paixão por Kurt Cobain. “Ele faz parte da nossa conversa diária. Jeff Buckley é outra grande inspiração, e tem Jim Morrison. Falamos dessas pessoas como se conhecêssemos elas. Eles são parte do nosso relacionamento. Sempre dizemos: ‘Todos nossos amigos estão mortos, e eles nunca nos conheceram.’ Tenho sorte de ter conhecido alguém que também se sente assim.”
“O casal têm gravado algumas coisas com estilo rock dos anos 1970 com o produtor Jonathan Wilson em Silver Lake, só por diversão, mas Del Rey caracteriza seu próximo lançamento como um trabalho em andamento, feito em seus próprios termos e tempo. “Quando as pessoas perguntam sobre isso, eu tenho que ser honesta, realmente não sei,” ela admite. “Não quero dizer: ‘Sim, o próximo é melhor que aquele, porque não escutei o próximo ainda. Minha musa [inspiração] é muito inconstante. Ela só vem a mim às vezes, o que me irrita.”

O que também irrita: ter seu e-mail hackeado. “Quando ‘Black Beauty’ vazou, fiquei um pouco desencorajada, porque eu geralmente foco um álbum inteiro em uma música, ou uma frase, ou um título, tipo… Black Beauty,” disse ela. Em tempos de vídeos virais artificiais e twerking coreografado, o incidente foi não planejado, indesejado e não pode ser desfeito. O vazamento não destruiu a criatividade dela completamente, “mas não ajudou,” disse ela.

Anteriormente, ela trabalhou com Mandler em vídeos como “National Anthem,” no qual ela interpreta Jackie e Marilyn para o John Kennedy de A$AP Rocky. “Tinha feito esboços dessa ideia dos Kennedy nos dias atuais,” disse. “Tirei inspiração de uma gravação que vi deles, mais do que a história deles, só as cores no filme. E assim como a música, tive relacionamentos onde existia uma completa devoção ao cara. Gostava da ideia de uma garota dizendo para seu namorado, ‘Diz que sou seu hino nacional, sua bandeira estrelada, me saúda e me ame.’ – de uma maneira legal, bonita. Quis mostrar que o romance moderno pode ainda ter o sentimento clássico.” Ela teve um ataque de pânico no dia da gravação, preocupada que seus fãs achassem estranho ela representar ambas, a esposa e a amante. “Mas eu não podia escolher entre elas. Queria fazer as duas.”
De volta para fora, Del Rey joga um cigarro aceso dentro de um recipiente quase cheio de água e faz um campanário com seus dedos longos, ainda mais longos com as unhas de acrílico pintadas de vermelho, que remanescem da sessão de fotos para a NYLON, uma semana antes. Uma pequena cruz de pedras se encontra na unha de seu dedo anelar esquerdo. Mais para baixo, uma linha que destoa do bronzeado marca um certo “anel misterioso” que os paparazzi tentam flagrar desde Fevereiro. Está claro que não importa o que Del Rey decida fazer a seguir, ela continuará a fascinar e inspirar mais mitos. “É importante ter um bom relacionamento consigo mesmo depois que se torna conhecido,” disse. “As pessoas vão dizer muitas coisas, e você vai começar a se perguntar se essas coisas são verdade. Então você deve voltar à todas aquelas pequenas verdades e milagres que apareceram pelo seu caminho e que te lembram: Você está onde deve estar.”