quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

FILME: Jovem e Bela



As agruras comuns a tantos adolescentes, somadas as ilusões que acompanham a descoberta sexual de uma jovem e bela garota, são revistas em minúcia no mais novo trabalho de François Ozon, indicado à Palma de Ouro em Cannes. Sua abordagem imparcial, bem humorada e elegante, tem como principal virtude a notável atuação de Marine Vacth, que conduz o filme enquanto hipnotiza com sua inegável beleza.

Apontado constantemente como uma atualização de A Bela da Tarde (1967), Jovem e Bela divide algumas similaridades com o clássico de Luis Buñuel, igualmente centrado na vida dupla de uma mulher que se lança à prostituição sem necessidade ou razão aparente. No entanto, o drama se associa ainda mais a outros filmes do próprio Ozon ao apresentar uma incomum iniciação sexual na juventude, como Sitcom (1998) e Gotas D’Água em Pedras Escaldantes (2000), com o clima tensamente erótico de Swimming Pool – À Beira da Piscina (2003), uma de suas maiores obras.
 Jovem e Bela é segmentado em quatro capítulos, cada um ambientado numa estação do ano e pontuado por uma música de Françoise Hardy, cantora francesa dos anos 1960/70 que, como Isabelle, transmite uma melancolia introspectiva e enigmática. Munido do poema Ninguém é sério aos 17 anos, de Arthur Rimbaud, François Ozon sublinha as infinitas possibilidades que percorrem a adolescência numa leitura que direciona quaisquer julgamentos morais para seus espectadores. Suas acuradas observações, no entanto, questionam a maneira que jovens mulheres são direcionadas a explorar a beleza e sensualidade como suas principais mercadorias.
Isabelle é cercada por tipos quase tão interessantes e complexamente desenvolvidos – pelo roteiro de Ozon e seus intérpretes – quanto ela própria. A relação inconstante que mantém com a mãe, os flertes com o padrasto e a cumplicidade incomum com o irmão mais novo vão aos poucos revelando as verdadeiras facetas da garota, que é tão deslumbrante quanto indecifrável – ainda mais quando se transforma com uma camisa de seda cinza, saia na altura dos joelhos, sapatos de salto e batom vermelho.
Conscientemente afastado dos artifícios narrativos do delicioso Dentro da Casa (2012), Ozon concentra seu reconhecido trato às personagens femininas em Isabelle, e a apresenta sem pudor nas muitas sequências de sexo da qual seu roteiro se vale. Marine Vacth, com o primeiro papel de destaque em sua recente carreira, demonstra maturidade e magnetismo que devem a impulsionar ao estrelato ao lado de outras atrizes francesas em plena ascensão internacional – como Léa Seydoux, Lola Créton e Mélanie Laurent.
Na primavera que conclui o filme, a protagonista de Ozon ensaia um romance tradicional, mas a sensação de que algo profundo se transformou dentro de si é evidente. Longe de conclusões premeditáveis, Isabelle até deixa transparecer alguma mágoa, culpa e arrependimento pelo que se passou, porém o encontro com uma mulher mais velha (magistralmente interpretada por Charlotte Rampling) encaminha o filme para um fechamento ambíguo e nebuloso. É a conexão que demonstra que apenas o tempo poderá revelar algum sentido para suas precoces experiências.







FILME: Mister Lonely



Mister Lonely (2006) marca o retorno do diretor Harmony Korine  após um hiato de 9 anos. Korine esteve afastado por causa de passagens por Centros de Reabilitação devido às drogas.
A trama envolve um imitador de Michael Jackson (Diego Luna) que vive em Paris. Apesar de conseguir imitar todos os trejeitos do astro da música pop, seu agente só consegue que ele se apresente em um asilo. Em uma de suas performances, Michael conhece uma sósia da atriz Marilyn Monroe (Samantha Morton) e desenvolve uma paixão platônica pela dublê da loira platinada. Marilyn convence Michael a acompanhá-la até a Escócia para conhecer seu marido, que imita Charles Chaplin (Denis Lavant), e sua filha, que imita Shirley Temple (Esme Creed-Miles). Todos moram em um castelo que também abriga uma comunidade de sósias de celebridades. Lá Michael conhece imitadores do Papa (James Fox), da Rainha da Inglaterra (Anita Pallenberg), James Dean (Joseph Morgan), Abraham Lincoln (Richard Strange), Chapeuzinho Vermelho (Rachel Korine), Madonna e os Três Patetas. Ao mesmo tempo, Korine desenvolve outra história paralela envolvendo um padre e um grupo de freiras nas selvas do Panamá. Depois de um acidente inusitado, Padre Umbrillo (o cineasta Werner Herzog) pede para que as freiras pulem sem pára-quedas de um avião, como forma de provarem sua fé em Deus.
O nome do filme vem de uma música de Bobby Vinton, que toca durante os créditos de abertura. "Veludo Azul", outra canção de Vinton, já tinha inspirado o cineasta David Lynch na criação do filme homônimo. As semelhanças param por aí. Korine não consegue tirar proveito do argumento curioso. Depois de um inicio promissor, a história vai perdendo ritmo e sai dos trilhos. O humor lentamente vira um melodrama sem sal. A narrativa se torna refém de algumas cenas desconexas, mas bem elaboradas. Seqüências interessantes como o Papa bêbado transando com a Rainha da Inglaterra e um Abraham Lincoln praguejador com jeito de psicopata. A solução seria enxugar as gorduras e diminuir as 2 horas de projeção. A melhor parte do roteiro reside na trama envolvendo o padre e as freiras. Impossível não rir das cenas de humor negro envolvendo a fé e a religião.
Já a trama envolvendo os imitadores resiste o quanto pode, graças às boas interpretações de todos os atores. Com destaque para Diego Luna e Samantha Morton (que engordou para o papel) que se entregaram ao projeto. Outro que chama a atenção é Herzog, pela maneira curiosa que declama os pensamentos e dogmas de Padre Umbrillo. Vale dizer que o cineasta alemão é um grande incentivador do trabalho de Korine.



FILME: Trash Humpers



Desenterrado da paisagem escondida do pesadelo americano, Trash Humpers acompanha um pequeno grupo de mascarados parasitando através das sombras e margens de um universo desconhecido. Cruelmente documentado pelos integrantes, seguimos as ações chocantes desses verdadeiros sociopatas como nunca visto antes. Habitando um mundo de sonhos partidos e além dos limites da moralidade, eles se chocam com uma América dividida. No limite de uma ode ao vandalismo, este é um novo tipo de horror, palpável e cru.
“Trash Humpers” é um vídeo caseiro, realmente feito em fundo-de-quintal. Filmado em formato VHS, traz propositalmente as imperfeições do vídeo: chuviscos, riscos, estática, trepidações, letreiros “REC” ou “PLAY” eventualmente no canto da tela, como se estivéssemos assistindo ao filme nos velhos VCR.
A narrativa, aliás, segue o formato de vídeos familiares documentais, e não por acaso o filme de ficção levou um prêmio para documentários no último festival de Copenhaguen. Só que a “família”, os Humpers, eles não são propriamente familiares. Vestindo máscaras que remetem a Freddy Krueger, as criaturas esbanjam gritos e risadas débeis mentais, gesticulam obscenamente, vandalizam aparelhos eletrônicos, andam de bicicleta arrastando bonecas, dançam e brincam com três prostitutas seminuas, repetem bordões desconexos, soltam bombinhas, erram pela cidade e, sobretudo, numa espécie de refrão entre as vinhetas, estupram depósitos plásticos de lixo, árvores e caixas de correio, balançando a pélvis para frente e para trás, urrando e rosnando.
Montadas pictoricamente, as seqüências ordenam-se como um tableau, sem linearidade. Assim como em “Gummo”, prevalece a estrutura de vaudeville, de espetáculo diversificado em que os personagens exibem-se para a câmera, que também é personagem. Daí a sucessão de vinhetas típicas do vaudeville americano: sapateado, piada, freak show, declamação de poesia, comédia pastelão etc.
Se por um lado o filme consegue, pelo conjunto, construir uma estética própria, na unidade do estilo subcultural, grosseiro e estúpido, por outro não vai a lugar algum, nem tampouco busca construir sentidos ao redor desse “lugar algum”. Quando, num ponto de rara inteligibilidade verbal, dirigindo um carro pela cidadezinha do interior, um dos Humpers diz sentir a “dor dos que vivem nessas casas, sem ver nada, com filhos pra cuidar”, a crítica à banalidade e ao vazio existencial soa simplória – ainda mais na boca de um cineasta já no quarto longa-metragem. Além disso, como cinema provocativo, “Trash Humpers” abusa da vagueza e dispersão, dissolvendo a produção de enunciados num mockumentary sem vigor.


FILME: Gummo


Gummo é um filme cult de 1997 com argumento e realização de Harmony Korine. Os atores principais são Nick Sutton e Jacob Reynolds. Em vez de seguir um enredo tradicional, o filme desenrola-se através de histórias separadas aparentemente não-relacionadas, da vida de residentes locais fictícios da pequena cidade de XeniaOhio.

Em Gummo não há uma personagem principal nem uma narrativa linear. O fio condutor da trama é o quotidiano da população da pequena cidade Xenia (Ohio), que vive marcada por um tornado que arrasou a cidade anos antes. Dirigido num estilo quase documental, Gummo é o exemplo perfeito do sujo, da podridão e da concepção niilista por excelência. O tornado não é mais do que uma desculpa para retratar as vidas sem rumo da jovem população de Xenia, a destruição não é material, é psicológica.
Nesta pequena comunidade (influenciada no White Trash, termo americano pejorativo para a comunidade branca de baixíssimo estatuto social e economico) somos confrontados com o submundo dos horrores humanos onde a violência pró-diversão, a tortura de animais, suicídio, prostituição, abusos sexuais, racismo e homofobia são temas recorrentes e banalizados numa sociedade desprovida de quaisquer valores morais.
Visualmente o filme é perturbador, a cidade é imunda e desorganizada, tal como as pessoas. No entanto, chegamos a sentir empatia por algumas destas personagens. Exemplo disso é Solomon, um rapazinho estranho, que protagoniza uma cena no banho, em que a água está castanha e a casa de banho é extremamente suja (onde até encontramos uma tira de bacon colada na parede) e, como se isto não bastasse, a mãe ainda lhe traz comida e observamos durante longos minutos Solomon a comer na banheira; temos Bunny Boy, um rapazinho caricato que vagueia pela cidade com umas orelhas de coelho na cabeça sem nunca dizer uma única palavra ao longo do filme, e ainda temos uma jovem Chloë Sevigny a dar o ar de sua graça como Dot.
A acompanhar este freakshow temos uma trilha sonora que roça o esquizofrénico. Desde o heavy metal, a Roy Orbison e a clássicos dos anos 50, o silêncio penoso também impera em Gummo.
Tudo isto retrata o mais puro conceito do absurdo da existência. Nada tem sentido e o pessimismo e a melancolia imperam num mundo onde a destruição toma lugar da construção. Odiado pela crítica, adorado por grandes realizadores como Werner  Herzog, Gummo não é um filme para todos, mas com certeza ficará por muito tempo gravado na mente de quem o vê.







FILME: Julien Donkey-Boy


Julien Donkey-Boy é uma história contada pelos olhos de um esquizofrénico. Inspirado esteticamente pelo movimento da vanguarda dinamarquesa - Dogma 95; um manifesto que incute os cineasta a filmar somente com simples câmeras de mão e a utilizar unicamente o som e a luz disponibilizados pelo ambiente. Korine filmou este projecto segundo os princípios deste movimento mas continuou-o com um extensivo trabalho de edição na pós-produção. O filme visualmente torna-se em algo singular e completamente apropriado à sua temática, tudo parece confuso e incerto quase que como se tivéssemos a ver cada cena como se não estivéssemos inteiramente cientes disso (vestimos a pele de um maluco). As cenas não funcionam separadamente, já que ao contrário de muitas outras obras, apesar de separadamente sensacionais as cenas funcionam como um todo.

As personagens emergem gradualmente por entre este estilo kaleidoscópico. É nos contada a história de Julien (Ewen Bremner) um esquizofrénico com um pai bizarro (Werner Herzog), um irmão (Evan Neumann) fragilizado pela pressão desencadeada pelo seu pai, uma irmã - Pearl (Chloe Sevigny) grávida de um filho de Julien e uma avó quase que inexistente.

O dia-a-dia desta família consiste em constantes jogos psicológicos, combates de wrestling e brigas familiares, com o pai a assumir-se como a figura de proa desta família. Esta personagem interpretada pelo consagrado realizador alemão - Werner Herzog, passa o seu tempo a ouvir bluegrass enquanto usa uma máscara de gás (elemento que define a entrada num campo/dimensão pessoal).

Por vezes o filme torna-se estranhamente engraçado, por vezes triste, dando ao público uma perspectiva do filme totalmente de acordo com a intuição de um maluco, em que tudo é desorganizado e as emoções são confundidas e inexplicáveis. Certas cenas entram de tal maneira na mente contorbada de Julien que não se consegue distinguir se o que vemos é verdade ou não; a narrativa torna-se em algo impalpável já que o real é confundido com o devaneio de um louco - por exemplo a cena de abertura que envolve o ataque a um rapaz e à sua tartaruga de estimação - tamanha perfeição tamanha essência da loucura passada brilhantemente para nós mas que ao terminar desencaixa-se automaticamente do resto do filme, nós ficamos "será que isto aconteceu mesmo?" este aparente desencaixa-se alia-se a cenas de extrema realidade (como por exemplo a queda de Pearl na pista de gelo). Estes dois tipos de percepções aparentemente desconectadas funcionam como já referido num todo, dependendo inteiramente uma da outra; a loucura funde-se com a humanidade de um homem e o bombear cerebral deste esquizofrénico revela-se um estudo perfeito da loucura humana.
Esta obra é uma experiência chocante para grande parte do público, e como eu já tive oportunidade de ver, desvalorizada também. À primeira vista Julien Donkey-Boy parece uma confusa dança de cenas com o choque como seu único propósito de existência, enganam-se, com tempo o padrão do filme emerge.




FILME: Ken Park


Igual como acontece com várias obras que "transgridem" as regras de exibição de imagens inapropriadas para certo tipos de espectadores (o que é estabelecido em todos os países uma faixa etária), Ken Park não foi exibido em muitos países (aqui no Brasil participou de alguns festivais), provocou discussões sérias sobre o limite da imagem cinematográfica e assustou muitos cinéfilos que imaginavam ser um filme diferente sim, mas não tão eloquente como se poderá observar. Em muitos cinemas, foi visto pela metade, enquanto o público saía das salas; os críticos se negavam a assistir e julgar uma obra tão repulsante.

Quatro amigos vivem numa pequena cidade da Califórnia, em Visalia. A introdução do primeiro ato é acompanhar o skatista Ken Park cometendo suicídio em plena praça da cidade, na frente de todo mundo. A história dele é desenvolvida no final do filme, sendo, claro, o ápice do enredo. Em seguida quatro amigos são apresentados ao público: Shawn vive um intenso relacionamento sexual às escondidas com a mãe de sua namorada; Tate é um jovem problemático que agride verbalmente seus avós e tem compulsão por masturbar-se amarrado pelo pescoço; Claude, apaixonado por skate, é criado por uma mãe que não abre os olhos de que o seu marido violenta e acusa o seu filho de ser homossexual; e a única garota do grupo, Peaches, finge ser inocente para o pai viúvo, fanático religioso, que lhe espanca depois de presenciar ela transando (ou tentando) com o namorado. A narrativa é não-linear, contando a história dos amigos e interligando os comentários feito por um suposto narrador.

O filme de Larry Clark (Kids, 1995 e Destricted, 2006) e Edward Lachman é um detentor de critérios além do que a imagem aparentemente possa oferecer. Muitas questões relativas a sexualidade, vida privada, drogas, alcoolismo, abuso, incesto, religião e instituições sociais falidas, dos jovens e dos pais, utilizam bem da imagem para fornecer novas formas de observar a realidade. Aliás, o filme colabora com isso: os atores são ótimos, a ação é levada com muita naturalidade e a história é contada subjetivamente, porém com intensidade e clareza. São dádivas da obra, falar de temas tão profundos e complexos da vida familiar, mas com tamanha competência de estudá-los mesmo que superficialmente (o filme é bem curto) boa parte do jantar de propostas.

A respeito da naturalidade, a palavra deve ser entendida em seu sentido original. São cenas de sexo explícito e orgãos genitais eretos à mostra. No caso da sequência que mostra Tate se masturbando no quarto, os espectadores são observadores, munidos por todos os ângulos e closes. É interessante por que não poderia ser diferente realizar um estudo tão competente da sociedade atual dos jovens (para a época, mas do presente), com seus problemas de violência e sexualidade, sem ver o verdadeiro cru da história. É um choque, sim! Mas necessário. O cinema suporta pênis e vaginas quando estes são "filosoficamente usados", e por eles utilizados como ferramentas de dar sentido e correr do filme.

Por esse motivo, Ken Park é um filme underground (que é repelido, insustentável, subordinado a não aparecer, diferente, que foge aos padrões culturais habituais) de qualidade e superior aos demais, já que é sincero em sua proposta, e por que não, é bem filmado. A qualidade deste cinema relembra outros bons títulos que fala do tema tão exposto e difícil de ser contado aos espectadores (Alpha Dog, 2006 e Elefante, 2003 e Precisamos Falar Sobre Kevin, 2011).

Os quatro jovens centrais da história, quando se reúnem conversam sobre todos os temas possíveis. No entanto, apesar dos quatro conversarem frequentemente, nenhum deles conhecem os problemas dos outros. O pai sexualmente instável e com emoções repelidas; a mãe gata insatisfeita com a vida de casada, encontrando no jovem namorado da filha consolo e atenção, além da nova experiência sexual; o garoto com problemas psiquiátricos que mata os avós a facadas enquanto eles dormem, por eles não saberem jogar o jogo dos pontos; o homem viúvo super-protetor que se aproveita emocionalmente da filha amargurada, esta liberando suas emoções reprimidas em orgias ménage à trois. Essa é a noção de entendimento que temos a observar a magnífica obra de Clark e Lachman: a sociedade está doente, e os nossos jovens estão sofrendo calados por isso. A evolução de um vírus que infecta a raiz e adoenta os adultos.

A ferida do nojo e da repulsa é tocada, incomodada nos espectadores, e aqueles que não tiverem estômago para assistir o que todos conhecem como verdade, vão propor análises falsas e hipócritas do filme, o que na verdade ele critica com sabedoria. A sociedade falsa, estranha, da falta de diálogos; a população que assiste em suas tv's a violência das grandes cidades, mas que fecham os olhos e tapam os ouvidos para as mazelas de suas famílias. A mazela da vida privada.

O Ken do início é a mesma vítima do Ken do final. Só que justificado, o que o torna mais ou menos justificável.

Bonitões Canadenses de 1 a 10


1) Ryan Gosling:



Conhecido por: The Notebook, Drive, Blue Valentine

De: London, Ontario


2) Joshua Jackson:





Conhecido por: Dawson’s Creek, Fringe, Cruel Intentions
De: Vancouver, British Columbia

3) Gregory Smith:





Conhecido por: Everwood, Harriet the Spy, Rookie Blue
De:Toronto, Ontario

4) Hayden Christensen: 


Conecido por: Star Wars Episode II, Life as a House, Jumper

De: Vancouver, British Columbia


5) Ryan Reynolds:

Conhecido por: The Proposal, Just Friends, Green Lantern
De: Vancouver, British Columbia

6) Shawn Ashmore: 

Conhecido por: The Following, X-Men, The Animorphs
De: Richmond, British Columbia



7) Kevin Zegers: 


Conecido por: Air Bud, Transamerica, Wrong Turn

De: Woodstock, Ontario


8)Stephen Amell: 


Conhecido por: Arrow, Hung, Private Practice

De: Toronto, Ontario


9) Taylor Kitsch:


Conhecido por: Friday Night Lights, John Carter, Savages

De: Kelowna, British Columbia

10) Scott Speedman


Conhecido por: Underworld, Felicity 
De: Toronto, Ontario