terça-feira, 7 de maio de 2013

Mama

 
 
O trabalho conceitual do pôster que traz o nome de Guillermo Del Toro, como produtor, e da atriz Jessica Chastain, como protagonista, são apenas chamarizes de público para o terror Mama. Não se engane que poderá encontrar algo diferenciado.

Mesmo com um mote principal contemporâneo, a direção de arte de Mama remete diretamente a do O Labirinto do Fauno, filme dirigido por Del Toro em 2006. Os primeiros quinze minutos já denotam o desleixo do texto: um carro desgovernado derrapa, sai da pista em tom de acidente e, aparentemente, para não muito distante do local da frenagem. Do automóvel sai um pai descontrolado que acabou de assassinar a esposa com suas duas filhas pequenas a tira-colo. Caminhando pela floresta congelada que beira a estrada, encontram uma cabana abandonada logicamente habitada por um espírito ruim. Então a trama avança cinco anos, trazendo Lucas, irmão do sujeito, que continua em busca do paradeiro das meninas.
O tempo em que passaram na cabana, sendo criadas pelo espírito que chamam de “Mama”, fez as crianças adquirirem um comportamento selvagem, principalmente a mais nova, Lilly (Isabelle Nélisse). Agora resgatadas, elas passam a ser estudadas pelo Doutor Dreyfuss (Daniel Kash), médico enxerido de uma renomada instituição psiquiátrica. Enquanto isso as irmãs passam a viver com Lucas e sua namorada Annabel, interpretada por uma Jessica Chastain. O tom de desconforto com a estranha presença das garotas é aparente pelo lado de Annabel, que só aceita a situação em consideração ao namorado. Nesse meio tempo, Lilly e sua irmã mais velha, Victoria (Megan Charpentier), vão apresentando evolução do estado bárbaro de outrora, mas continuam com o mesmo comportamento sinistro. Afinal, elas não se livrariam tão fácil da Mama.
A moça que praticamente odiava as meninas, passa a nutrir um amor imensurável pelas garotas. E sem muita cerimônia, o bonzinho Lucas é colocado para escanteio e a problemática principal do filme se torna o embate entre a roqueira “gostosona” e o espírito do mal “problemático”. Entre tantas considerações negativas, se deve reconhecer que o desfecho de Mama, trabalhado com toques de melancolia e singeleza, guarda pontos positivos.  Nesse jogo de gato e rato entre Annabel e a Mama, a trilha sonora ordinária faz seu “papel” em enunciar os sustos, que não são poucos. 
 




 

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