quarta-feira, 22 de maio de 2013

FILME: Now Is Good

 
 

Now is Good conta a história de Tessa Scott, uma garota de 16 anos que está diagnosticada com uma doença terminal e decide interromper as sessões de quimioterapia para realizar uma lista de desejos que inclui roubar, se drogar e ter relação sexual com alguém. Para a jovem que já está fadada à morte o que lhe resta é viver intensamente cada dia que lhe sobra.

Dirigido e roteirizado por OI Parker, o filme é uma adaptação do livro “Before I Die” (Antes de Morrer, na versão brasileira), de Jenny Downhan. A produção fica por conta da empresa britânica BBC.
 
A história não foge à regra dos dramas adolescentes atuais, porém conseguiu-se fazer o comum virar algo marcante e emocionante com personagens e diálogos/falas que chamam a atenção pela simplicidade. Com pitada de comédia em algumas cenas, Now is Good é pautado principalmente pelo drama de Tessa em buscar viver sem medidas apesar de estar tão próxima da morte. O romance entre a jovem garota e seu vizinho, Adam, também é retratado como algo que a ajuda a se sentir bem em seus últimos dias de vida.
 
Com atuações comedidas e sem exageros de gestos e falas, o filme expõe algo simples e bonito que arranca lágrimas em vários momentos. Dakota Fanning merece destaque e diversos elogios por sua atuação no filme. Ela conseguiu provar, mais uma vez, que é uma atriz versátil e de excelente qualidade. Tessa não é uma garota frágil, apesar de sua doença ela se sente como uma adolescente comum que quer viver intensamente e realizar seus desejos e por saber que sua morte está próxima, se permite a viver de uma maneira muito mais profunda. O trabalho de Fanning em Now is Good é impressionante: a caracterização da personagem (em que Dakota teve que cortar os cabelos); o olhar sempre perdido, porém firme; a naturalidade da relação de amizade com Zoey (interpretada por Kaya Scodelario); a verdade no sentimento repentino por Adam (interpretado Jeremy Irvine); a realidade que pode ser percebida nas cenas de discussão com o pai ou a mãe (interpretados respectivamente por Paddy Considine e Olivia Williams); a pureza na relação com o irmão Cal (interpretado por Edgar Canham) e além de tudo, a forma como ela se entrega à Tessa é maravilhosa, tanto que por diversas vezes basta “encontrar” seus belos olhos azuis e marejados na tela, para se emocionar.
 
O elenco escolhido por Nina Gold é excelente! Todos os atores parecem estar em extrema sintonia e quando falta algo em algum deles (se é que isso ocorre em algum momento), o companheiro de cena completa. Paddy Considine como o pai preocupado, Olivia Williams como a mãe desleixada, Jeremy Irvine como o jovem apaixonado, Kaya Scodelario como a fiel amiga e escudeira, e até Edgar Canham, o pequeno irmão que não compreende perfeitamente o que está acontecendo. Todos parecem estar interligados em tal trama a ponto de tornar tudo mais real e fiel. Uma das cenas mais interessantes do filme é o seu início, em que Tessa está correndo pela rua e tudo se transforma em uma animação, inclusive ela e sobre as cores começam a aparecer os nomes dos atores e da equipe. Tudo isso ao som de Blue Jeans, de Lana del Rey, que faz parte da trilha sonora junto com a belíssima música de Ellie Goulding, I know you care, que foi feita especialmente para o filme.
 




 
 
 


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