terça-feira, 7 de maio de 2013

Coachella 2013




Amantes da música que não poderão viajar até a Califórnia (Estados Unidos) para acompanhar de perto o Festival Coachella deste ano terão a opção de assistir aos shows pelo YouTube. A transmissão das principais apresentações do evento será feita na íntegra.

Entre as atrações do Coachella deste ano estão nomes como Red Hot Chili Peppers, Blur, Stone Roses e Phoenix, mas nem todos eles aparecem na programação do YouTube. No ano passado, o evento foi marcado pela alta tecnologia utilizada durante um show que trouxe o rapper Tupac "de volta à vida" por meio de um holograma que deixou muita gente de queixo caído.

1 dia:

Um dos primeiros shows com um público considerável foi o do The Neighbouhood. Uma curiosidade: foi a própria banda que montou o palco, ligando os equipamentos e fazendo os testes com instrumentos e microfones. Após tudo certo, saíram rapidamente das vistas da plateia e logo retornaram, na companhia do vocalista Phillip Rice, que é muito carismático. A apresentação foi no Outdoor Theater, um palco menor, localizado ao lado do Main Stage, que recebe as atrações principais.
O som da banda é bom, um indie rock um pouco mais pesado com vocais bem legais, vale a pena pesquisar. A seguir, outro que animou a multidão foi Beardy Man. Ele é uma espécie de DJ, que montou um equipamento próprio, com um computador, alguns iPads e um teclado, misturando efeitos com sua voz e diversas batidas eletrônicas. Nenhuma música conhecida, mas ele sabia levantar o ânimo do público, que começava a sofre com o calor. Foi aí que passaram a soltar vapor de água em diferentes pontos do festival, fazendo a festa de todos. Uma tenda promocional com DJs desconhecidos chegava a ficar mais cheia que alguns palcos, tudo por causa da sombra e do vapor.
 
Três bandas que se apresentaram no Lollapalooza Brasil fizeram parte do line-up do festival na sexta. O Passion Pit subiu ao palco principal do Coachella por volta das 18h. Abrindo os trabalhos com a consagrada "Carried Away", levou o público ao delírio com o carisma do vocalista Michael Angelakos. Com músicas dançantes, fizeram todos se mexer em pleno pôr-do-sol. O mesmo aconteceu com o Of Monsters and Men. O conjunto da Islândia apresenta uma sonoridade que combina com o clima de Indio, os integrantes mostram presença de espírito e lançam sorrisos a cada reação mais acalorada dos espectadores.

No fim da noite, o Foals tocou no palco Gobi, em uma apresentação avassaladora. Todos os resquícios de cansaço sumiram quando a grupo esbanjou carisma e levantou o público de uma maneira impressionanto, tal qual vimos no Lolla Brasil. Boa parte deste cansaço vinha também do show anterior, o do Stone Roses, um dos headliners da noite. Os ingleses tocaram para uma pista bem vazia. Quem quissesse chegava facilmente perto do palco.

O Coachella apostou em uma noite de headliners ingleses, contando com o Blur para fechar o dia - na semana anterior, quem finalizou as apresentações foi o Stone Roses. Aparentemente, a mudança na ordem de apresentação foi uma opção certa, já que a pista estava bem mais cheia. Conhecidos por shows intensos e com grande participação da plateia, o Blur fez uma apresentação melhor que na semana anterior, com mais animação por parte dos integrantes e contrapartida positiva dos espectadores. Eles abriram a noite com um dos clássicos, "Boys and Girls", cantada de cabo a rabo pelas quase 80 mil pessoas presentes.

O Yeah Yeah Yeahs fez o melhor show da noite, superior, na verdade, a qualquer headliner do Coachella. Eles foram escalados para tocar no fim da tarde, com um show de 50 minutos sem nenhum lugar vazio plateia, animado e sem perder o ritmo um segundo sequer. O consagrado DJ e produtor Skrillex apresentou seu trabalho paralelo intitulado Dog Blood na tenda Sahara, que estava absolutamente lotada. O Coachella é um festival democrático, com atrações para todo tipo de público.

2 dia:

O destaque musical foram os franceses do Phoenix, uma das grandes apostas do evento. Eles fecharam o dia de apresentações no palco principal com a pista lotada, diferente do que aconteceu com os headliners (Stone Roses e Blur) no dia anterior.

Aposta porquê, até então, o quarteto era considerado uma banda de porte médio, que normalmente tocaria na parte da tarde. Além disso, eles estão lançando disco agora e são poucas as pessoas que conhecem as novas canções. Opção bem sucedida da organização. Eles subiram ao palco para tocar a música de trabalho "Entertainment", que apesar de ser recente, já está na boca do público. A iluminação do palco impressiona, com muitas cores. O show seguiu com um combo de hits: Lasso, Lisztomania, Long Distance to Call e Fences, todas muito bem executadas. Ainda teve "The Real Thing", que estará no álbum com lançamento previsto para esta segunda, 22 de abril, Bankrupt!.

O Phoenix gosta de fazer músicas conceituais. No álbum Wolfgang Amadeus, eles lançaram Love Like a Sunset, que mistura muitas camadas de sintetizadores e batidas eletrônicas. No Coachella, eles fizeram um mix entre ela e a faixa Bankrupt!, que segue a mesma linha - boa combinação. Um pouco antes, no mesmo palco, os ingleses do The XX mostraram o porque de serem uma das bandas mais aclamadas pela crítica internacional nos últimos anos. Eles tocaram por pouco mais de 50 minutos, apresentando novas músicas que devem fazer parte de seu terceiro disco. O público delirou na conhecida "Basic Spaces".

Ao mesmo tempo, acontecia o show do Two Door Cinema Club e do Franz Ferdinand, em palcos diferentes. Muita gente reclamou, dizendo que bandas tão conhecidas não podem conflitar em um lineup. A verdade é o Coachella é gigantesco. São dois grandes palcos que ficam lado a lado, tocando simultaneamente e outros três espaços de apresentações um pouco menores, mas mesmo assim, com uma capacidade considerável. Fora as duas tendas de música eletrônica e um outro palco alternativo. Fica praticamente impossível assistir tudo, já que as distancias são longas e tem muita gente boa tocando.
Mas com tantos palcos, o som não fica embolado? Não. Apesar de todos os palcos estarem lado a lado, o som não vaza e não atrapalha ninguém. A qualidade de som é incrível. Não esteve baixo em nenhum momento, tudo muito limpo e claro. Aliás, muita coisa funciona. É possível encher sua garrafa de água de graça em pontos específicos do festival, não tem fila para comida e pouca fila para o banheiro. 

Outra coisa que chama a atenção é a presença da Polícia da Califórnia dentro da área de shows, se certificando que tudo está correndo bem.Voltando aos shows, outro bom momento do sábado foi o Major Lazer, que se apresentou recentemente no Lollapalooza Brasil. Com uma música eletrônica muito dançante, eles incendiaram o palco Mojave. Um dos shows mais animados de todos os realizados. O Hot Chip arrastou um bom público para o Main Stage e apresentou um empolgado set list. A banda tem músicas bem complexas, com muitos elementos diferentes tocados em sintetizadores (são quatro pessoas tocando ao mesmo tempo). Tudo muito bonito.

3 dia:

De todos os dias do festival, esse foi o que a pista esteve mais cheio. Além do RHCP, o Main Stage abrigou os shows de Nick Cave and the Bad Seeds, Vampire Weekend, The Lumineers, Gasligth Anthem e Social Distortion.

Os Lumineers fizeram um bom show, mas não chegaram a animar a plateia, diferentemente do Tame Impala, uma das bandas mais comentadas do momento. Eles atraíram muita gente para o Outdoor Stage e mostraram um rock cheio de influências country e do blues. Uma boa dica para quem não conhece. O Vampire Weekend  veio para o Coachella 2013 para provar que tem capacidade de tocar no palco principal de um dos maiores festivais do mundo – e se saíram muito bem. Os hits "Oxford Comma" e "A-Punk" foram o ponto alto da apresentação de uma hora. A plateia estava muito feliz e o show aconteceu logo depois do pôr-do-sol, para delírio de todos que sofreram com o calor dos três dias de festival - média de 36ºC.
 
É preciso beber água o tempo inteiro, o Coachella acontece no meio do deserto, com clima muito seco, poeira e sol de rachar. Para amenizar, a organização mantém o preço da garrafa de água o mesmo desde a primeira edição do festival: $2. Além disso, disponibilizam bebedouros em alguns lugares mais afastados, para quem quer matar a sede e se refrescar. A única coisa realmente gelada que dá pra beber é uma raspadinha de limão bem gostosa, que custa $4. De resto, tudo fica quente muito rápido e não refresca.
Outra coisa legal que tem no Coachella é uma loja de CDs e vinis bem completa. Após a compra, os funcionários guardam e no fim do dia você assa e leva seu produto para casa. De quebra, pode acabar conhecendo seu ídolo, já que em horários marcados, eles dão autógrafos - as filas são enormes, mas vale a pena.

A impressão que fica é que o Coachella é um organismo que sobrevive sozinho. Tudo funciona muito bem e em perfeita harmonia. Há alguns dias anunciaram que os organizadores já fecharam o aluguel do espaço por mais dez anos - ou seja, ainda tem muito festival pela frente

LOOKS COACHELLA:

Além das bandas famosas, pudemos ver muitas celebridades curtindo o festival, e claro, praticamente um desfile de moda acontecendo nos gramados.

Diane Kruger, por exemplo, ousou ao usar um microshorts estampado com uma bota de cano alto pesada e camisa rocker.

Já Katy Perry apostou no tropicalismo, com um um top estampado e saia de cintura alta.

Chloe Sevigny se inspirou na moda retrô com um turbante nos cabelos.

Já Alessandra Ambrósio e Kristen Stewart foram práticas: short e camiseta, para dançar muito sem medo de ser feliz!

Ashley Benson, Bella Throne, Miranda Kerr, Paris HiltonCandice Swanepoel, Paris Hilton, Hilary Duff, Vanessa Hudgens, Emma Roberts, Mischa Barton, entre outras.




















 









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