terça-feira, 7 de maio de 2013

Anna Karenina


Direção: Joe Wright
Elenco:
Keira Knightley, Jude Law, Aaron Taylor-Johnson, Kelly Mcdonald, Domhnall Gleeson.

Século XIX. Anna Karenina (Keira Knightley) é casada com Alexei Karenin (Jude Law), um rico funcionário do governo. Ao viajar para consolar a cunhada, que vive uma crise no casamento devido à infidelidade do marido, ela conhece o conde Vronsky (Aaron Johnson), que passa a cortejá-la. Apesar da atração que sente, Anna o repele e decide voltar para sua cidade. Entretanto, Vronsky a encontra na estação do trem, onde confessa seu amor. Anna resolve se separar de Karenin, só que o marido se recusa a lhe conceder o divórcio e ainda a impede de ver o filho deles.

Anna Karenina é uma poderosa história de amor que acaba escondida atrás de um filme onde o contexto visual e a parte técnica sobressaem. Sem falar na direção igualmente belíssima do competente diretor inglês Joe Wright, também responsável pelos igualmente importantes: Desejo e Reparação(2007), Orgulho e Preconceito(2005) e Hanna(2011). 

Como diz uma frase da celebre obra de Tolstoi “Há tantos romances como há corações”, isso sim é uma verdade universal e a base primordial do roteiro de Anna Karenina. Nem mesmo o forte conteúdo histórico, nem mesmo as boas atuações do elenco ou mesmo a já muitíssima elogiada qualidade técnica da obra conseguem ser tão importantes quanto o grande épico de amor que é abordado no romance entre Anna Karenina e seu amado Vronsky e também no amor “ainda que de forma sublime e escondida” que seu esposo Alexei sente por Anna.

Anna Karenina tem em seu conteúdo uma história de amor onde basicamente poder e paixão são os grandes fios condutores de uma história verdadeiramente hipnotizadora. O grande destaque  é a forma pela qual Anna luta para manter seu tórrido romance com Vrosky. É uma visão incrivelmente avançada para época e também muito forte, sendo essa a grande ligação entre espectador e filme. Por seu amor, Anna enfrenta uma sociedade rígida e deixa de lado um marido poderoso e principalmente seu filho, mas Anna é capaz de tudo em nome de seu amor e é vista pela sociedade como uma “infratora”, que resumidamente vive quebrando as regras.

Anna Karenina é cinematograficamente um belo filme, com uma direção de arte impecável, além de atuações elogiosas e uma história de amor histórica e universal.
 


 
 





 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário