quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

FILME: Jovem e Bela



As agruras comuns a tantos adolescentes, somadas as ilusões que acompanham a descoberta sexual de uma jovem e bela garota, são revistas em minúcia no mais novo trabalho de François Ozon, indicado à Palma de Ouro em Cannes. Sua abordagem imparcial, bem humorada e elegante, tem como principal virtude a notável atuação de Marine Vacth, que conduz o filme enquanto hipnotiza com sua inegável beleza.

Apontado constantemente como uma atualização de A Bela da Tarde (1967), Jovem e Bela divide algumas similaridades com o clássico de Luis Buñuel, igualmente centrado na vida dupla de uma mulher que se lança à prostituição sem necessidade ou razão aparente. No entanto, o drama se associa ainda mais a outros filmes do próprio Ozon ao apresentar uma incomum iniciação sexual na juventude, como Sitcom (1998) e Gotas D’Água em Pedras Escaldantes (2000), com o clima tensamente erótico de Swimming Pool – À Beira da Piscina (2003), uma de suas maiores obras.
 Jovem e Bela é segmentado em quatro capítulos, cada um ambientado numa estação do ano e pontuado por uma música de Françoise Hardy, cantora francesa dos anos 1960/70 que, como Isabelle, transmite uma melancolia introspectiva e enigmática. Munido do poema Ninguém é sério aos 17 anos, de Arthur Rimbaud, François Ozon sublinha as infinitas possibilidades que percorrem a adolescência numa leitura que direciona quaisquer julgamentos morais para seus espectadores. Suas acuradas observações, no entanto, questionam a maneira que jovens mulheres são direcionadas a explorar a beleza e sensualidade como suas principais mercadorias.
Isabelle é cercada por tipos quase tão interessantes e complexamente desenvolvidos – pelo roteiro de Ozon e seus intérpretes – quanto ela própria. A relação inconstante que mantém com a mãe, os flertes com o padrasto e a cumplicidade incomum com o irmão mais novo vão aos poucos revelando as verdadeiras facetas da garota, que é tão deslumbrante quanto indecifrável – ainda mais quando se transforma com uma camisa de seda cinza, saia na altura dos joelhos, sapatos de salto e batom vermelho.
Conscientemente afastado dos artifícios narrativos do delicioso Dentro da Casa (2012), Ozon concentra seu reconhecido trato às personagens femininas em Isabelle, e a apresenta sem pudor nas muitas sequências de sexo da qual seu roteiro se vale. Marine Vacth, com o primeiro papel de destaque em sua recente carreira, demonstra maturidade e magnetismo que devem a impulsionar ao estrelato ao lado de outras atrizes francesas em plena ascensão internacional – como Léa Seydoux, Lola Créton e Mélanie Laurent.
Na primavera que conclui o filme, a protagonista de Ozon ensaia um romance tradicional, mas a sensação de que algo profundo se transformou dentro de si é evidente. Longe de conclusões premeditáveis, Isabelle até deixa transparecer alguma mágoa, culpa e arrependimento pelo que se passou, porém o encontro com uma mulher mais velha (magistralmente interpretada por Charlotte Rampling) encaminha o filme para um fechamento ambíguo e nebuloso. É a conexão que demonstra que apenas o tempo poderá revelar algum sentido para suas precoces experiências.







FILME: Mister Lonely



Mister Lonely (2006) marca o retorno do diretor Harmony Korine  após um hiato de 9 anos. Korine esteve afastado por causa de passagens por Centros de Reabilitação devido às drogas.
A trama envolve um imitador de Michael Jackson (Diego Luna) que vive em Paris. Apesar de conseguir imitar todos os trejeitos do astro da música pop, seu agente só consegue que ele se apresente em um asilo. Em uma de suas performances, Michael conhece uma sósia da atriz Marilyn Monroe (Samantha Morton) e desenvolve uma paixão platônica pela dublê da loira platinada. Marilyn convence Michael a acompanhá-la até a Escócia para conhecer seu marido, que imita Charles Chaplin (Denis Lavant), e sua filha, que imita Shirley Temple (Esme Creed-Miles). Todos moram em um castelo que também abriga uma comunidade de sósias de celebridades. Lá Michael conhece imitadores do Papa (James Fox), da Rainha da Inglaterra (Anita Pallenberg), James Dean (Joseph Morgan), Abraham Lincoln (Richard Strange), Chapeuzinho Vermelho (Rachel Korine), Madonna e os Três Patetas. Ao mesmo tempo, Korine desenvolve outra história paralela envolvendo um padre e um grupo de freiras nas selvas do Panamá. Depois de um acidente inusitado, Padre Umbrillo (o cineasta Werner Herzog) pede para que as freiras pulem sem pára-quedas de um avião, como forma de provarem sua fé em Deus.
O nome do filme vem de uma música de Bobby Vinton, que toca durante os créditos de abertura. "Veludo Azul", outra canção de Vinton, já tinha inspirado o cineasta David Lynch na criação do filme homônimo. As semelhanças param por aí. Korine não consegue tirar proveito do argumento curioso. Depois de um inicio promissor, a história vai perdendo ritmo e sai dos trilhos. O humor lentamente vira um melodrama sem sal. A narrativa se torna refém de algumas cenas desconexas, mas bem elaboradas. Seqüências interessantes como o Papa bêbado transando com a Rainha da Inglaterra e um Abraham Lincoln praguejador com jeito de psicopata. A solução seria enxugar as gorduras e diminuir as 2 horas de projeção. A melhor parte do roteiro reside na trama envolvendo o padre e as freiras. Impossível não rir das cenas de humor negro envolvendo a fé e a religião.
Já a trama envolvendo os imitadores resiste o quanto pode, graças às boas interpretações de todos os atores. Com destaque para Diego Luna e Samantha Morton (que engordou para o papel) que se entregaram ao projeto. Outro que chama a atenção é Herzog, pela maneira curiosa que declama os pensamentos e dogmas de Padre Umbrillo. Vale dizer que o cineasta alemão é um grande incentivador do trabalho de Korine.



FILME: Trash Humpers



Desenterrado da paisagem escondida do pesadelo americano, Trash Humpers acompanha um pequeno grupo de mascarados parasitando através das sombras e margens de um universo desconhecido. Cruelmente documentado pelos integrantes, seguimos as ações chocantes desses verdadeiros sociopatas como nunca visto antes. Habitando um mundo de sonhos partidos e além dos limites da moralidade, eles se chocam com uma América dividida. No limite de uma ode ao vandalismo, este é um novo tipo de horror, palpável e cru.
“Trash Humpers” é um vídeo caseiro, realmente feito em fundo-de-quintal. Filmado em formato VHS, traz propositalmente as imperfeições do vídeo: chuviscos, riscos, estática, trepidações, letreiros “REC” ou “PLAY” eventualmente no canto da tela, como se estivéssemos assistindo ao filme nos velhos VCR.
A narrativa, aliás, segue o formato de vídeos familiares documentais, e não por acaso o filme de ficção levou um prêmio para documentários no último festival de Copenhaguen. Só que a “família”, os Humpers, eles não são propriamente familiares. Vestindo máscaras que remetem a Freddy Krueger, as criaturas esbanjam gritos e risadas débeis mentais, gesticulam obscenamente, vandalizam aparelhos eletrônicos, andam de bicicleta arrastando bonecas, dançam e brincam com três prostitutas seminuas, repetem bordões desconexos, soltam bombinhas, erram pela cidade e, sobretudo, numa espécie de refrão entre as vinhetas, estupram depósitos plásticos de lixo, árvores e caixas de correio, balançando a pélvis para frente e para trás, urrando e rosnando.
Montadas pictoricamente, as seqüências ordenam-se como um tableau, sem linearidade. Assim como em “Gummo”, prevalece a estrutura de vaudeville, de espetáculo diversificado em que os personagens exibem-se para a câmera, que também é personagem. Daí a sucessão de vinhetas típicas do vaudeville americano: sapateado, piada, freak show, declamação de poesia, comédia pastelão etc.
Se por um lado o filme consegue, pelo conjunto, construir uma estética própria, na unidade do estilo subcultural, grosseiro e estúpido, por outro não vai a lugar algum, nem tampouco busca construir sentidos ao redor desse “lugar algum”. Quando, num ponto de rara inteligibilidade verbal, dirigindo um carro pela cidadezinha do interior, um dos Humpers diz sentir a “dor dos que vivem nessas casas, sem ver nada, com filhos pra cuidar”, a crítica à banalidade e ao vazio existencial soa simplória – ainda mais na boca de um cineasta já no quarto longa-metragem. Além disso, como cinema provocativo, “Trash Humpers” abusa da vagueza e dispersão, dissolvendo a produção de enunciados num mockumentary sem vigor.


FILME: Gummo


Gummo é um filme cult de 1997 com argumento e realização de Harmony Korine. Os atores principais são Nick Sutton e Jacob Reynolds. Em vez de seguir um enredo tradicional, o filme desenrola-se através de histórias separadas aparentemente não-relacionadas, da vida de residentes locais fictícios da pequena cidade de XeniaOhio.

Em Gummo não há uma personagem principal nem uma narrativa linear. O fio condutor da trama é o quotidiano da população da pequena cidade Xenia (Ohio), que vive marcada por um tornado que arrasou a cidade anos antes. Dirigido num estilo quase documental, Gummo é o exemplo perfeito do sujo, da podridão e da concepção niilista por excelência. O tornado não é mais do que uma desculpa para retratar as vidas sem rumo da jovem população de Xenia, a destruição não é material, é psicológica.
Nesta pequena comunidade (influenciada no White Trash, termo americano pejorativo para a comunidade branca de baixíssimo estatuto social e economico) somos confrontados com o submundo dos horrores humanos onde a violência pró-diversão, a tortura de animais, suicídio, prostituição, abusos sexuais, racismo e homofobia são temas recorrentes e banalizados numa sociedade desprovida de quaisquer valores morais.
Visualmente o filme é perturbador, a cidade é imunda e desorganizada, tal como as pessoas. No entanto, chegamos a sentir empatia por algumas destas personagens. Exemplo disso é Solomon, um rapazinho estranho, que protagoniza uma cena no banho, em que a água está castanha e a casa de banho é extremamente suja (onde até encontramos uma tira de bacon colada na parede) e, como se isto não bastasse, a mãe ainda lhe traz comida e observamos durante longos minutos Solomon a comer na banheira; temos Bunny Boy, um rapazinho caricato que vagueia pela cidade com umas orelhas de coelho na cabeça sem nunca dizer uma única palavra ao longo do filme, e ainda temos uma jovem Chloë Sevigny a dar o ar de sua graça como Dot.
A acompanhar este freakshow temos uma trilha sonora que roça o esquizofrénico. Desde o heavy metal, a Roy Orbison e a clássicos dos anos 50, o silêncio penoso também impera em Gummo.
Tudo isto retrata o mais puro conceito do absurdo da existência. Nada tem sentido e o pessimismo e a melancolia imperam num mundo onde a destruição toma lugar da construção. Odiado pela crítica, adorado por grandes realizadores como Werner  Herzog, Gummo não é um filme para todos, mas com certeza ficará por muito tempo gravado na mente de quem o vê.







FILME: Julien Donkey-Boy


Julien Donkey-Boy é uma história contada pelos olhos de um esquizofrénico. Inspirado esteticamente pelo movimento da vanguarda dinamarquesa - Dogma 95; um manifesto que incute os cineasta a filmar somente com simples câmeras de mão e a utilizar unicamente o som e a luz disponibilizados pelo ambiente. Korine filmou este projecto segundo os princípios deste movimento mas continuou-o com um extensivo trabalho de edição na pós-produção. O filme visualmente torna-se em algo singular e completamente apropriado à sua temática, tudo parece confuso e incerto quase que como se tivéssemos a ver cada cena como se não estivéssemos inteiramente cientes disso (vestimos a pele de um maluco). As cenas não funcionam separadamente, já que ao contrário de muitas outras obras, apesar de separadamente sensacionais as cenas funcionam como um todo.

As personagens emergem gradualmente por entre este estilo kaleidoscópico. É nos contada a história de Julien (Ewen Bremner) um esquizofrénico com um pai bizarro (Werner Herzog), um irmão (Evan Neumann) fragilizado pela pressão desencadeada pelo seu pai, uma irmã - Pearl (Chloe Sevigny) grávida de um filho de Julien e uma avó quase que inexistente.

O dia-a-dia desta família consiste em constantes jogos psicológicos, combates de wrestling e brigas familiares, com o pai a assumir-se como a figura de proa desta família. Esta personagem interpretada pelo consagrado realizador alemão - Werner Herzog, passa o seu tempo a ouvir bluegrass enquanto usa uma máscara de gás (elemento que define a entrada num campo/dimensão pessoal).

Por vezes o filme torna-se estranhamente engraçado, por vezes triste, dando ao público uma perspectiva do filme totalmente de acordo com a intuição de um maluco, em que tudo é desorganizado e as emoções são confundidas e inexplicáveis. Certas cenas entram de tal maneira na mente contorbada de Julien que não se consegue distinguir se o que vemos é verdade ou não; a narrativa torna-se em algo impalpável já que o real é confundido com o devaneio de um louco - por exemplo a cena de abertura que envolve o ataque a um rapaz e à sua tartaruga de estimação - tamanha perfeição tamanha essência da loucura passada brilhantemente para nós mas que ao terminar desencaixa-se automaticamente do resto do filme, nós ficamos "será que isto aconteceu mesmo?" este aparente desencaixa-se alia-se a cenas de extrema realidade (como por exemplo a queda de Pearl na pista de gelo). Estes dois tipos de percepções aparentemente desconectadas funcionam como já referido num todo, dependendo inteiramente uma da outra; a loucura funde-se com a humanidade de um homem e o bombear cerebral deste esquizofrénico revela-se um estudo perfeito da loucura humana.
Esta obra é uma experiência chocante para grande parte do público, e como eu já tive oportunidade de ver, desvalorizada também. À primeira vista Julien Donkey-Boy parece uma confusa dança de cenas com o choque como seu único propósito de existência, enganam-se, com tempo o padrão do filme emerge.




FILME: Ken Park


Igual como acontece com várias obras que "transgridem" as regras de exibição de imagens inapropriadas para certo tipos de espectadores (o que é estabelecido em todos os países uma faixa etária), Ken Park não foi exibido em muitos países (aqui no Brasil participou de alguns festivais), provocou discussões sérias sobre o limite da imagem cinematográfica e assustou muitos cinéfilos que imaginavam ser um filme diferente sim, mas não tão eloquente como se poderá observar. Em muitos cinemas, foi visto pela metade, enquanto o público saía das salas; os críticos se negavam a assistir e julgar uma obra tão repulsante.

Quatro amigos vivem numa pequena cidade da Califórnia, em Visalia. A introdução do primeiro ato é acompanhar o skatista Ken Park cometendo suicídio em plena praça da cidade, na frente de todo mundo. A história dele é desenvolvida no final do filme, sendo, claro, o ápice do enredo. Em seguida quatro amigos são apresentados ao público: Shawn vive um intenso relacionamento sexual às escondidas com a mãe de sua namorada; Tate é um jovem problemático que agride verbalmente seus avós e tem compulsão por masturbar-se amarrado pelo pescoço; Claude, apaixonado por skate, é criado por uma mãe que não abre os olhos de que o seu marido violenta e acusa o seu filho de ser homossexual; e a única garota do grupo, Peaches, finge ser inocente para o pai viúvo, fanático religioso, que lhe espanca depois de presenciar ela transando (ou tentando) com o namorado. A narrativa é não-linear, contando a história dos amigos e interligando os comentários feito por um suposto narrador.

O filme de Larry Clark (Kids, 1995 e Destricted, 2006) e Edward Lachman é um detentor de critérios além do que a imagem aparentemente possa oferecer. Muitas questões relativas a sexualidade, vida privada, drogas, alcoolismo, abuso, incesto, religião e instituições sociais falidas, dos jovens e dos pais, utilizam bem da imagem para fornecer novas formas de observar a realidade. Aliás, o filme colabora com isso: os atores são ótimos, a ação é levada com muita naturalidade e a história é contada subjetivamente, porém com intensidade e clareza. São dádivas da obra, falar de temas tão profundos e complexos da vida familiar, mas com tamanha competência de estudá-los mesmo que superficialmente (o filme é bem curto) boa parte do jantar de propostas.

A respeito da naturalidade, a palavra deve ser entendida em seu sentido original. São cenas de sexo explícito e orgãos genitais eretos à mostra. No caso da sequência que mostra Tate se masturbando no quarto, os espectadores são observadores, munidos por todos os ângulos e closes. É interessante por que não poderia ser diferente realizar um estudo tão competente da sociedade atual dos jovens (para a época, mas do presente), com seus problemas de violência e sexualidade, sem ver o verdadeiro cru da história. É um choque, sim! Mas necessário. O cinema suporta pênis e vaginas quando estes são "filosoficamente usados", e por eles utilizados como ferramentas de dar sentido e correr do filme.

Por esse motivo, Ken Park é um filme underground (que é repelido, insustentável, subordinado a não aparecer, diferente, que foge aos padrões culturais habituais) de qualidade e superior aos demais, já que é sincero em sua proposta, e por que não, é bem filmado. A qualidade deste cinema relembra outros bons títulos que fala do tema tão exposto e difícil de ser contado aos espectadores (Alpha Dog, 2006 e Elefante, 2003 e Precisamos Falar Sobre Kevin, 2011).

Os quatro jovens centrais da história, quando se reúnem conversam sobre todos os temas possíveis. No entanto, apesar dos quatro conversarem frequentemente, nenhum deles conhecem os problemas dos outros. O pai sexualmente instável e com emoções repelidas; a mãe gata insatisfeita com a vida de casada, encontrando no jovem namorado da filha consolo e atenção, além da nova experiência sexual; o garoto com problemas psiquiátricos que mata os avós a facadas enquanto eles dormem, por eles não saberem jogar o jogo dos pontos; o homem viúvo super-protetor que se aproveita emocionalmente da filha amargurada, esta liberando suas emoções reprimidas em orgias ménage à trois. Essa é a noção de entendimento que temos a observar a magnífica obra de Clark e Lachman: a sociedade está doente, e os nossos jovens estão sofrendo calados por isso. A evolução de um vírus que infecta a raiz e adoenta os adultos.

A ferida do nojo e da repulsa é tocada, incomodada nos espectadores, e aqueles que não tiverem estômago para assistir o que todos conhecem como verdade, vão propor análises falsas e hipócritas do filme, o que na verdade ele critica com sabedoria. A sociedade falsa, estranha, da falta de diálogos; a população que assiste em suas tv's a violência das grandes cidades, mas que fecham os olhos e tapam os ouvidos para as mazelas de suas famílias. A mazela da vida privada.

O Ken do início é a mesma vítima do Ken do final. Só que justificado, o que o torna mais ou menos justificável.

Bonitões Canadenses de 1 a 10


1) Ryan Gosling:



Conhecido por: The Notebook, Drive, Blue Valentine

De: London, Ontario


2) Joshua Jackson:





Conhecido por: Dawson’s Creek, Fringe, Cruel Intentions
De: Vancouver, British Columbia

3) Gregory Smith:





Conhecido por: Everwood, Harriet the Spy, Rookie Blue
De:Toronto, Ontario

4) Hayden Christensen: 


Conecido por: Star Wars Episode II, Life as a House, Jumper

De: Vancouver, British Columbia


5) Ryan Reynolds:

Conhecido por: The Proposal, Just Friends, Green Lantern
De: Vancouver, British Columbia

6) Shawn Ashmore: 

Conhecido por: The Following, X-Men, The Animorphs
De: Richmond, British Columbia



7) Kevin Zegers: 


Conecido por: Air Bud, Transamerica, Wrong Turn

De: Woodstock, Ontario


8)Stephen Amell: 


Conhecido por: Arrow, Hung, Private Practice

De: Toronto, Ontario


9) Taylor Kitsch:


Conhecido por: Friday Night Lights, John Carter, Savages

De: Kelowna, British Columbia

10) Scott Speedman


Conhecido por: Underworld, Felicity 
De: Toronto, Ontario


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Looking nova série da HBO



Imagine todos os dramas e a comédia de “Girls” só que num seriado de garotos gays. Algo parecido vai acontecer: em janeiro estreia “Looking”, nova série da HBO sobre um grupo de amigos que mora em São Francisco.
O seriado vai acompanhar a história de Patrick, um gay bem sucedido em sua carreira como desenvolvedor de jogos de videogame e também a vida de Agustín (artista e melhor amigo de Patrick), Lynn (um empresário) e Kevin (que trabalha com Patrick e Dom).
É basicamente uma série que vai mostrar os caras vivendo numa das cidades mais legais dos EUA e aproveitando tudo que ela tem para oferecer.
Você provavelmente conhece o ator (e gay assumido) Jonathan Groff devido ao papel de Jesse que ele interpretou em “Glee”. Lindo e talentoso. Já a outra estrela do seriado “Looking” é o mega famoso ator do Reino Unido Russel Tovey, também gay assumido. Quem adora séries britânicas já viu o Russel em “Him & Her”, “Being Human” e muitas outras.
Aliás, essa é a grande chance do ator britânico nos EUA. Ele conseguiu o papel, comemorou no Twitter com os fãs e agora vai tentar a sorte grande no seriado da HBO, que já tem oito episódios encomendados para a primeira temporada.
Além deles dois também teremos os atores Frankie J (“Smash”), Murray Bartlett (“Sex and the City”) e Scott Bakula (“Chuck”).
“Looking” é uma série criada por Michael Lannan, Sarah Condon (“Bored To Death”) e David Marshall Grant (“Smash”).
Estreia na HBO americana no dia 19 de janeiro de 2014 e ainda não tem previsão de chegada aqui no Brasil.

domingo, 10 de novembro de 2013

Lana Del Açaí


Belo Horizonte vibrou com a presença de Lana Del Rey e a cantora levou ao delírio cerca de 5.000 fãs que quase lotaram o Chevrolet Hall. 

Uma garotada animada e esperançosa encheu a casa de BH para o show de Lana Del Rey. Nem a chuva desanimou a galera, que horas antes do show já fazia longas filas para o acesso à plateia. Alguns deles chegaram a acampar na calçada do Chevrolet Hall nos dias anteriores para garantir a presença nas primeiras filas perto do palco.

Dentro da casa dá para perceber melhor o público de Lana: jovens adolescentes, em sua maioria garotas. A maioria delas usa uma tiara de flores coloridos na cabeça, que é um pouco como o ícone de Lana. Não tem somente garotas com a tiara de flores, alguns garotos aparecem com a mesma roupagem na cabeça, sintoma que a juventude (ao menos aquela que acompanha a cantora) é livre de preconceitos.
As 21:30h se abrem as cortinas e a banda aparece: em um cenário montado com plantas tropicais os músicos dão inicio às danças com a introdução de COLA. Segundos depois Lana entra no palco com a sua leveza e toda sua classe: ele usa um vestido curto de cetim branco com decorações de flores. Tem cabelos naturais castanho-escuro, umas sandálias claras, a cor do esmalte é vermelho escuro e um batom leve. Um look simples que qualquer garota da vizinhança poderia adotar mas é suficiente para dar à Lana aquela áurea mística de musa que a imprensa lhe atribui. Lana é sorridente e se mexe com leveza no palco, quase flutua. O olhar dela hipnotiza os cinco mil presentes e a êxtase começa...

Seguem BODY ELECTRIC, BLUE JEANS, uma entrada avassaladora, mas com CARMEN e BORN TO DIE os fãs alcançam o nirvana! Lana diz que bastou pisar no Brasil e logo entendeu o quanto é especial o pais tropical. "Posso sentir uma energia especial. Vocês brasileiros são realmente os melhores!"

Já desde a segunda música a cantora desce do palco para abraçar os fãs. Enquanto faz seu desfile na platéia, um rapaz lhe entrega um cartaz: "É o seu aniversario, Vitor? Então vamos lhe dar os parabéns!"  Lana se lança num suave e melódico "Happy Birthday" para o afortunado. O entrosamento com o publico é sublime!
lana açai
"Que música vocês querem? DARK PARADISE? Ok vamos tocar!" E olhando docemente para a banda "Garotos, tocamos DARK PARADISE!" O baterista tenta responder "Lana, nos não a ensaiamos..." "Moço, meu público quer DARK PARADISE, dá um jeito de tocá-la..."

E lá vai a grande perola da noite para o publico de BH!

"E agora o que vocês querem? OFF TO THE RACES?"

"Lana, essa música a gente não a conhece mesmo..." diz o baixista... "OK, essa fica só comigo..." O publico de BH é presenteado com a versão "a cappella" de OFF TO THE RACES só pela maravilhosa voz de Lana!

Lana BHEnquanto isso, Lana se refrigera com um açaí natural brasileiro, nada de refri americano...

O guitarrista pega o set-list e o joga fora, Lana esta noite vai fazer o que quiser, o melhor, o que o publico mandar!

Tiara de flores são lançadas no palco. Lana usa algumas delas para o prazer dos fãs! Também uma bandeira brasileira é arremessada e a Lana com muito orgulho a coloca nas costas!

Antes do final, Lana desce de novo do palco para abraçar, beijar, tirar fotos com os delirantes fãs. O público é totalmente entusiasta!
Há mais de 30 anos não via um show de Rock com um artista que respeitasse tanto o seu público! Lana deu uma lição de humanidade e humildade, além de amor e respeito para a galera. Para os jovens presentes, com certeza foi o melhor show da vida!

Antes de ir embora, a cantora se diz mais uma vez feliz de estar no Brasil e promete de voltar cedo! Com certeza, dos fãs de ontem, ela não perderá nenhum!




quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Going To Hell - The Pretty Reckless



The Pretty Reckless, liderada pela vocalista Taylor Momsen, divulgaram teaser do novo álbum onde revelam o título do seu novo disco que se chama "Going To Hell", e também a data de lançamento do álbum que será no final de 2013.

"Este não é um novo capítulo  na vida da banda, é um novo livro", diz Momsen. "A banda amadureceu e nosso som evoluiu dramaticamente. O disco demorou quase um ano para fazer. É gratificante saber que esta quase pronto. Estou muito animado para mostrar uma nova música para os nossos fãs, e será breve.

The Pretty Reckless está trabalhando no novo álbum nos estúdios Water Music, em Nova Jersey, que havia sido severamente danificada no ano passado pelo furacão Sandy. Após turnês com Guns N 'Roses, Evanescence e Marilyn Manson em 2012, The Pretty Reckless vai anunciar planos turnê em breve.

Taylor Momsen e sua trupe do The Pretty Reckless seguem instigando seus fãs para o lançamento de "Going To Hell", seu segundo álbum em estúdio,  sucessor do "Light Me Up" (2010).

Após a divulgação de "Follow Me Down", faixa sensual vocalmente e fortemente marcada pelo tom pesado, único e com ares demoníacos (que eles fazem muito bem), chega aos nossos ouvidos a faixa "Burn", liberada através do site  http://goingtohell.me/hell/. Nela, temos o outro lado do trabalho da banda (e que particularmente prefiro), contando apenas com uma guitarra acústica e sua bela voz, Momsen marca suas belas e escuras palavras sobre uma relação finalizada. A bela canção, lembra bastante "Just Tonight" e "You", do primeiro álbum, porém, como só foi revelado pouco menos de 2min da faixa, presumimos (e torcemos) que ela ainda não esteja finalizada. Então, ouçam "Burn", nova faixa do "Going to Hell" e tirem suas conclusões.






Oscar Buzz 2014



Os indicados ao Oscar para as melhores produções deste ano só serão anunciados no dia 16 de janeiro de 2014, e a cerimônia de entrega dos prêmios vai acontecer no dia 2 de março de 2014. Mas o chamado “Oscar Buzz”, previsão dos indicados ao prêmio, já começou.
A lista abaixo é formada por filmes que estreiam nos últimos meses do ano, época escolhida pelos estúdios de Hollywood para lançarem suas produções mais sérias e que tem mais chances de receberem uma indicação ao Oscar.
Muitos desses filmes já estrearam no exterior, ou foram exibidos em festivais de cinema, permitindo que a crítica internacional já indicasse os favoritos nas premiações.
“O Mordomo”


Apostas de indicação: Melhor Filme, Melhor Ator para Forest Whitaker, Melhor Atriz Coadjuvante para Oprah Winfrey, Melhor Diretor para Lee Daniels

O filme tem uma história forte, bem americana, e um elenco de grande peso. Forest Whitaker já ganhou um Oscar por “O Ultimo Rei da Escócia”. Lee Daniels, especialista em filmes afro-americanos, entrou no radar da academia desde “Preciosa”. Mas o grande nome aqui é Oprah Winfrey, a crítica americana praticamente está entregando o prêmio para ela já, sem contar que ela é uma das pessoas mais queridas dos EUA, e uma injustiçada do Oscar, quando perdeu a estatueta em 1985 pelo seu papel em “A Cor Púrpura”.

Sinopse: O filme acompanha a história de Cecil Gaines (Forest Whitaker), um mordomo da Casa Branca que serviu oito ex-presidentes americanos e acompanhou muito momentos importantes da história do país.



“August: Osage County”


Apostas de indicação: Melhor Filme, Melhor Atriz para Meryl Streep, Melhor Atriz Coadjuvante para Julia Roberts

Motivo: Meryl Streep dispensa explicações. O filme está sendo muito elogiado no exterior, principalmente pelo seu elenco estelar, encabeçado por Meryl, que ajuda a elevar a também forte atuação de Julia Roberts.

Sinopse: A família Weston é formada por muitas mulheres com a personalidade forte no sangue, principalmente a matriarca Violet (Meryl Streep). Todas acabam se separando ao longo da vida, mas uma crise familiar, um velório para ser mais preciso, as coloca todas juntas, de volta na casa em que cresceram.



“12 Years a Slave”


Apostas de indicação: Melhor Filme, Melhor Ator para Chiwetel Ejiofor

Motivo: Um filme independente com uma história real e trágica, repleta de boas atuações e grandes nomes envolvidos como Brad Pitt, Benedict Cumberbatch e Michael Fassbender, e impressionou a plateia no Festival de Cinema de Toronto. Tudo isso é um conjunto ideal para as premiações, além de que o trabalho de Chiwetel Ejiofor, quase um desconhecido até então, está sendo extremamente elogiado, como uma das melhores do ano.

Sinopse: Antes da Guerra Civil dos Estados Unidos, Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um homem negro livre do norte do país, é raptado e vendido como escravo.



“Gravidade”


Apostas de indicação: Melhor Filme, Melhor Atriz para Sandra Bullock, Melhor Direção para Alfonso Cuarón, Melhores Efeitos Especiais, Melhor Fotografia

Motivo: Este é um dos filmes mais aguardados do ano, e ele é tecnicamente bem feito. James Cameron, criador de “Avatar” inclusive disse que “Gravidade” é o melhor filme espacial que ele já viu na vida, ponto para o diretor Alfonso Cuarón, que souber trabalhar muito bem a câmera e com os efeitos especiais. Sandra Bullock também vem sendo muito elogiada, mas pode ser difícil ela conseguir algum prêmio, pois atuações em filmes de ficção científica e ação não são muito bom vistos pela academia.

Sinopse: Matt Kowalsky (George Clooney) e Ryan Stone (Sandra Bullock) são dois engenheiros da Nasa que precisam lutar pela vida depois de um terrível acidente na estação espacial.



“Rush: No Limite da Emoção”


Apostas de indicação: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante para Daniel Brühl

Motivo: Mais uma história real, bem conhecida e cheia de emoção com boas atuações, com destaque para Daniel Brühl, que, segundo a crítica internacional, rouba atenção como o piloto Niki Lauda, mesmo com Chris Hemsworth sem camisa.

Sinopse: O filme conta a história real dos pilotos de Fórmula 1 Niki Lauda e James Hunt(Chris Hemsworth). O longa é focado no campeonato de 1976, um dos mais disputados, em que o campeão foi consagrado com apenas um ponto de diferença.



“American Hustle”


Apostas de indicação: Melhor Ator para Christian Bale, Melhor Atriz para Amy Adams, Melhor Ator Coadjuvante para Bradley Cooper, Melhor Atriz Coadjuvante para Jennifer Lawrence

Motivo: Mesmo antes da sua estreia nos Estados Unidos, os seus atores já são considerados apostas de premiação, pois todos já tem experiência no assunto. Bale e Jennifer á ganharam um Oscar, Amy Adams já foi indicada quatro vezes, e Cooper, uma vez. O diretor do filme é David O. Russell, de “O lado Bom da Vida” que também ganhou indicações em todas as categorias de atuação no começo deste ano.

Sinopse: Irving Rosenfeld (Christian Bale) e Sidney Proser (Amy Adams) são dois golpistas que são obrigados a trabalhar com um agente do FBI (Bradley Cooper) para pegar outros criminosos.



“Blue Jasmine”


Apostas de indicação: Melhor Atriz para Cate Blanchett, Melhor Diretor para Woody Allen, Melhor Roteiro

Motivo: Depois do bobinho e divertido “Para Roma Com Amor”, Woody Allen resolveu voltar a criar suas histórias que a academia tanto gosta e já o presenteou em trabalhos anteriores, como “Meia-Noite em Paris”. A atuação de Cate Blanchett é uma das mais elogiadas do ano, e o nome dela figura em praticamente todas as listas de apostas para o Oscar.

Sinopse: Jasmine (Cate Blanchett), uma socialite com a vida em crise se muda para São Francisco, onde vai morar com a irmã (Sally Hawkins), com quem sempre teve um relacionamento meio conturbado.




“O Conselheiro do Crime”


Apostas de indicação: Melhor Atriz Coadjuvante para Cameron Diaz, Melhor Roteiro

Motivo: Apesar do elenco com grandes nomes como Javier Bardem, Michael Fassbender, Penélope Cruz, e Brad Pitt, quem se destaca no filme, segundo a crítica americana, é Cameron Diaz, que nunca foi indicada para o Oscar, apesar de ser uma das atrizes mais famosas de Hollywood. O roteiro do filme também é muito promissor, pois é assinado por Cormac McCarthy, responsável pelos livros que deram origem aos filmes “Onde os Fracos Não Tem Vez” e “A Estrada”.

Sinopse: Um advogado (Fassbender) se envolve com uma quadrilha de tráfico de drogas e precisa lutar para poupar a vida da noiv(Penélope Cruz).


“Saving Mr. Banks”


Apostas de indicação: Melhor Atriz para Emma Thompson, Melhor Ator Coadjuvante para Tom Hanks.

Motivo: Emma Thompson é outra atriz que não precisa de explicações, ainda mais no filme sobre um dos maiores clássicos do cinema, “Mary Poppins”. Tom Hanks interpreta Walt Disney no longa, por isso ele já tem um grande looby brigando pela sua indicação.

Sinopse: “Saving Mr. Banks” acompanha a produção do filme da Mary Poppins e as brigas entre a autora P. L. Travers (Emma Thompson) e Walt Disney.




“Dallas Buyers Club”


Apostas de indicação: Melhor Ator para Matthew McConaughey, Melhor Ator Coadjuvante para Jared Leto

Motivo: A academia ama atores que mudam completamente sua aparência para viverem um personagem, por isso, McConaughey, que perdeu 20 quilos para viver um homem soropositivo, e Jared Leto, que vive uma transsexual, são fortes nomes para as premiações.

Sinopse: Ron Woodroof (Matthew McConaughey) é um eletricista e cowboy que descobre que tem o vírus da AIDS. Insatisfeito com o tratamento que recebe, ele passa a traficar medicamentos do México.




“Philomena”


Apostas de indicação: Melhor Atriz para Judi Dench

Motivo: Judi Dench é outra diva do teatro e do cinema que dispensa explicações para uma indicação.

Sinopse: Um jornalista (Steve Coogan) decide escrever a história de Philomena (Judi Dench), uma mulher busca o seu filho, que foi tirado dela décadas atrás, quando ficou grávida e foi forçada a viver em um convento.