sexta-feira, 11 de maio de 2012

Ingrid Michaelson



Ingrid Ellen Egbert Michaelson, conhecida apenas como Ingrid Michaelson (Staten Island, 8 de dezembro de 1979) é uma cantora e compositora norte-americana. Suas músicas têm sido destaque em algumas séries de televisão, como Grey's Anatomy, Bones, One Tree Hill e Scrubs.

Ingrid nasceu em uma família basicamente artística. Seu pai é compositor e sua mãe, escultora. Desde os quatro anos, ela toca piano e treinou até os sete no Manhattan's Third Street Music School, continuando por muitos anos mais no Instituto de Música Dorothy Delson Kuhn da Comunidade Judaica de Staten Island e mesmo não se 'encontrando" nos ensinamentos de Elizabeth McCullogh, ambas trabalharam juntas no Ensino Médio. Michaelson é formada na Staten Island Technical High School e na Universidade de Binghamton, onde recebeu licenciatura teatral.

Enquanto estava na Universidade, foi membro das Binghamtonics, um grupo de acapella, bem como do grupo de comédia improvisada Pappy Parker Players. Seu tempo na Universidade foi registrado na música "The Hat". A cantora cresceu fazendo parte de um grupo de teatro musical chamado "Kids On Stage" e mais tarde, se tornou diretora, resolveu seguir sua vida no ramo musical pouco depois. No final de 2008, ela abriu as turnês de Jason Mraz na Europa, passando por países como o Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Holanda, Alemanha e França, entre outros. No segundo semestre de 2009, Ingrid começou a turnê "Everybody" pelos Estados Unidos e Europa, que continuou em 2010.

Ingrid Michaelson ajudou Joshua Radin na canção "Sky" em seu obscuro EP "Sky", que foi lançado em 2008. Em 2006, Michaelson fez parceria com William Fitzsimmons em seu álbum "Goodnight", que foi lançado nesse mesmo ano. Ingrid co-escreveu junto à sua amiga Sara Bareilles a música Winter Song, e juntas apresentaram no "The Hotel Café Presents Winter Songs" uma coletânea de gravações originais bem como os clássicos do feriado de Natal cantadas por cantoras e compositoras. Ingrid também co-escreveu uma canção intitulada "Parachute" com Marshall Altman para a cantora britânica de música pop Cheryl Cole em seu álbum solo de estréia, 3 Words.

A banda de Ingrid Michaelson inclui Allie Moss e Bess Rogers na guitarra, que também são cantores e seguem seus próprios projetos. Allie Moss, por exemplo, lançou um EP em 2009 intitulado "Passerby". Outros integrantes da banda incluem Chris Kuffner (guitarra), marido de Bess Rogers, Simon Saul-MacWilliams (teclas) e Jacobson Elliot (bateria).

CD's:

Slow the Rain
Girls and Boys
Be Ok
Everybody

Paul McCartney lança 'Kisses on the bottom'



Paul McCartney lança "Kisses on the bottom" um disco de covers de clássicos do jazz dos anos 1920, 1930 e 1940. Inspirado pela música ouvida na casa de seus pais, o ex-Beatle se cercou por Diana Krall, Eric Clapton e Stevie Wonder para obter um resultado leve e elegante.
"Há anos eu queria tocar algumas velhas canções que a geração dos meus pais tinha o hábito de cantar no Ano Novo", explicou McCartney, 69 anos, no encarte do álbum, cujo título voluntariamente equivocado, retirado do trecho de uma canção, significa em português "beijos no traseiro".

"Nós enrolávamos os tapetes, as mulheres ensaiavam segurando seus pequenos copos, alguém ia até o piano, normalmente meu pai, e cantavam essas músicas a noite inteira", relembrou, citando Cole Porter e George Gerswhin entre seus compositores favoritos.

Com o produtor Tommy LiPuma, escolheu descartar as músicas mais evidentes para se concentrar nas canções menos conhecidas pelo grande público. Ao ponto de não conhecer algumas das músicas antes de trabalhar no CD, como "More I cannot wish you", uma canção da comédia musical "Eles e elas" ("Guys & Dolls", 1950).

Outras são velhas companheiras de Paul McCartney, como "Bye Bye Blackbird", um clássico de 1926 interpretado por Josephine Baker, Frank Sinatra e até Ringo Starr, que cantava com seus pais. Ou "Home (when shadow falls)", imortalizada por Nat King Cole e Sam Cooke, que também Paul costumava tocar em uma versão instrumental, bem antes de se juntar aos Beatles.

Outro álbum para 2012

 Seguindo a linha dos clássicos, o músico compôs duas músicas inéditas "Only our Hearts", que encerra o álbum, e "My Valentine", escrita em um dia dos namorados chuvoso passado no Marrocos com a sua nova esposa Nancy.

"É um álbum de muita ternura, muito intimista. É um CD que escutamos voltando do trabalho, com uma taça de vinho, ou uma xícara de chá", explicou recentemente à imprensa. Paul McCartney gravou este disco nos místicos estúdios da Capitol Records, em Los Angeles, por onde passaram Nat King Cole, Frank Sinatra e Dean Martin.

Ele conseguiu os serviços da grande dama do jazz, Diana Krall, que, além de tocar piano, veio acompanhada de seus músicos. Eric Clapton toca a guitarra em algumas canções, incluindo "My Valentine", enquanto Stevie Wonder toca gaita em "Only our Hearts".

Tão bem cercado, Paul McCartney, contentou-se em tocar poucos acordes de guitarra acústica e se concentrou em cantar. "Eu não tive a impressão de ter um monte de trabalho duro", brincou.
O resultado é tão leve e descontraído como uma comédia de Woody Allen. Elegantes e clássicas, as orquestrações não saem da caixa. E Paul não tem a voz aveludada de um crooner, nem o fraseado de um músico de jazz.

"Kisses ont the bottom" não será o único álbum de Paul McCartney em 2012. O ex-Beatle anunciou um novo CD com canções originais ainda para este ano. "Talvez não seja pop, talvez seja rock, talvez psicodélico... quem sabe?", brincou.

Nova Obsessão: http://www.youtube.com/watch?v=f4dzzv81X9w - 'My Valentine' Featuring Natalie Portman and Johnny Depp 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Citações de Neil Gaiman



Neil Richard Gaiman (Portchester, 10 de novembro de 1960) é um autor de romances e quadrinhos inglês. Vive em Minneapolis, Estados Unidos da América e é casado com Amanda Palmer, da banda Dresden Dolls.

Entre suas obras em prosa estão "Deuses Americanos" e "Belas Maldições", a segunda em parceria com Terry Pratchett; e sua criação quadrinística mais conhecida é Sandman, que tem como personagens principais Sandman, a personificação antropomórfica do Sonho, também é conhecido como Morpheus, numa referência à mitologia grega e seus irmãos, Morte, Destino, Delírio, Desejo, Desespero e Destruição.
 
As capas da revista foram desenhadas pelo parceiro artístico e amigo de Neil Gaiman, Dave McKean (com quem trabalhou em outras histórias em quadrinhos como Violent Cases, Orquídea Negra e Mr. Punch). Em seus trabalhos cinematográficos, encontramos "Mirrormask", seu filme ao lado de Dave McKean e a Jimmy Hensons Company, estreou em Maio de 2005 nos cinemas e "Neverwhere" mini série para televisão que escreveu, e é exibido pela BBC inglesa. Em 2007, entrou em cartaz a animação Beowulf, co-roteirizada por ele, além do longa de Stardust, uma de suas mais aclamadas obras, realizada ao lado de Charles Vess.

Romances:


“Have you ever been in love? Horrible isn't it? It makes you so vulnerable. It opens your chest and it opens up your heart and it means that someone can get inside you and mess you up.”

“I've been making a list of the things they don't teach you at school. They don't teach you how to love somebody. They don't teach you how to be famous. They don't teach you how to be rich or how to be poor. They don't teach you how to walk away from someone you don't love any longer. They don't teach you how to know what's going on in someone else's mind. They don't teach you what to say to someone who's dying. They don't teach you anything worth knowing.”

“May your coming year be filled with magic and dreams and good madness. I hope you read some fine books and kiss someone who thinks you're wonderful, and don't forget to make some art -- write or draw or build or sing or live as only you can. And I hope, somewhere in the next year, you surprise yourself.”

I believe that the future sucks and I believe that the future rocks and I believe that one day White Buffalo Woman is going to come back and kick everyone's ass. I believe that all men are just overgrown boys with deep problems communicating and that the decline in good sex in America is coincident with the decline in drive-in movie theaters from state to state.

I believe that life is a game, that life is a cruel joke, and that life is what happens when you're alive and that you might as well lie back and enjoy it.”

“Everybody has a secret world inside of them. All of the people of the world, I mean everybody. No matter how dull and boring they are on the outside, inside them they've all got unimaginable, magnificent, wonderful, stupid, amazing worlds. Not just one world. Hundreds of them. Thousands maybe.”

You build up all these defenses, you build up a whole suit of armor, so that nothing can hurt you, then one stupid person, no different from any other stupid person, wanders into your stupid life...You give them a piece of you. They didn't ask for it. They did something dumb one day, like kiss you or smile at you, and then your life isn't your own anymore. Love takes hostages. It gets inside you. It eats you out and leaves you crying in the darkness, so simple a phrase like 'maybe we should be just friends' turns into a glass splinter working its way into your heart. It hurts. Not just in the imagination. Not just in the mind. It's a soul-hurt, a real gets-inside-you-and-rips-you-apart pain. I hate love.”

“Tomorrow may be hell, but today was a good writing day, and on the good writing days nothing else matters.”

“There are so many fragile things, after all. People break so easily, and so do dreams and hearts.”

“When we hold each other, in the darkness, it doesn't make the darkness go away. The bad things are still out there. The nightmares still walking. When we hold each other we feel not safe, but better. "It's all right" we whisper, "I'm here, I love you." and we lie: "I'll never leave you." For just a moment or two the darkness doesn't seem so bad.”

“She says nothing at all, but simply stares upward into the dark sky and watches, with sad eyes, the slow dance of the infinite stars.”

“Face your life, its pain, its pleasure, leave no path untaken.”

“You have to believe. Otherwise, it will never happen.”

“Libraries are our friends.”

sábado, 5 de maio de 2012

Filme: Chalet Girl



Depois de ser uma jovem idealista com o sonho de ser fotógrafa em “Cemetery Junction”, a atriz Felicity Jones representa agora um novo papel em “Chalet Girl”, o novo filme de Phil Trail.

Nesta comédia romântica, Felicity representa Kim, uma campeã de skate que tem de pôr de lado o que mais gosta de fazer para ajudar o pai. Essa oportunidade surge quando lhe oferecem um trabalho num chalet nos Alpes.

Ao principio Kim depara-se com um mundo de pessoas futeis, cujo único interesse é fazer ski, mas ai descobre o snowboard e a chance de participar na grande competição de fim de temporada, cujo prémio é uma boa soma em dinheiro, que poderia resolver os seus problemas. Mas antes de se tornar de novo numa grande campeã , ela vai ter que ultrapassar todos os seus medos. Pior ainda, ela terá que superar o seu patrão, Jonny, interpretado por Ed Westwick, o Chuck de “Gossip Girl”.

Segundo Westwick este filme “é uma comédia romântica sobre duas pessoas de mundo diferentes”, que se vão cruzar num chalet, aplicando a velha fórmula da menina humilde e do menino rico, ou seja, uma espécie de nova cinderela, mas desta vez nos Alpes.

Este filme, conta ainda com a participação de Tamsin Egerton (“St Trinian's”), Bill Bailey, Bill Nighy (“Love Actually”, “Underworld”) e Brooke Shields (“Blue Lagon”).










Os Vingadores (2012)



Os Vingadores é um filme americano de super-heróis produzido pela Marvel Studios e distribuído pela Walt Disney Pictures. Baseado na equipe de super-heróis homônima da Marvel Comics, o filme foi escrito e dirigido por Joss Whedon e estrelado por Robert Downey, Jr., Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson e Chris Evans.

O longa-metragem foi anunciado em abril de 2005 e faz parte do chamado "Marvel Cinematic Universe" - um universo ficcional compartilhado por filmes independentes produzidos pela Marvel Studios -, cruzando vários filmes de super-heróis da Marvel, incluindo Homem de Ferro (2008), O Incrível Hulk (2008), Homem de Ferro 2 (2010), Thor (2011) e Capitão América: O Primeiro Vingador ( 2011).

Nick Fury (Samuel L. Jackson), diretor da agência de espionagem SHIELD, chega a um centro de pesquisa remoto durante uma evacuação. O Tesseract, uma fonte de energia de potencial desconhecido, já ativada, abriu um portal através do espaço, do qual o deus nórdico exilado Loki (Tom Hiddleston) ressurgia. Loki leva o Tesseract (conhecido nos quadrinhos como Cubo Cósmico), e usa suas habilidades para controlar as mentes de várias pessoas da SHIELD, inclusive o agente Clint Barton (Jeremy Renner), e o consultor físico Dr. Erik Selvig (Stellan Skarsgard), a fim de que eles o ajudassem em sua fuga.

Em resposta ao ataque, Fury reativa a Iniciativa Vingadores. A agente Natasha Romanoff (Scarlett Johanson) é enviada até a Índia para recrutar o Dr. Bruce Banner (Mark Ruffalo), enquanto o agente Philip Coulson (Clark Gregg), vai até Toni Stark (Robert Downey Jr.) e pede que ele veja a pesquisa do Dr. Selvig. Fury vai até Steve Rogers (Chris Evans), com uma missão para recuperar o Tesseract de Loki. Durante seu exílio, Loki encontrou os Chitauri, uma raça alienígena buscando conquistar a Via Láctea com o Tesseract. Em troca da Tesseract, os Chitauri concordam em ajudar Loki a dominar a Terra.

Capitão América, Homem de Ferro e a Agente Romanoff viajam para a Alemanha para exilar Loki, que está recuperando irídio necessário para estabilizar o poder de Tesseract e exigindo que os civis se ajoelhem diante dele. Depois de uma batalha com o Capitão América, Loki se rende e é escoltado de volta para um avião da SHIELD. No entanto, Thor (Chris Hemsworth), irmão adotivo de Loki e o deus nórdico do trovão, chega e tenta tirar Loki do avião para conversar com ele. Homem de Ferro e Capitão América enfrentam Thor, Loki e, eventualmente, é devolvido ao Helicarrier, porta-aviões High-Tech, e colocado em uma cela projetada para prender o Hulk.

O filme tem dois grandes méritos. Começa pelo equilíbrio. Com tantos heróis (e pior, com tantas estrelas de Hollywood) elaborar um enredo que conseguisse harmonizar a contribuição de figuras importante (e o ego dos atores) era tarefa hercúlea (ou de Hulk). O diretor Joss Whedon a cumpre perfeitamente. A fórmula é aproveitar a característica de cada personagem no momento certo. As melhores piadas ficam com Stark, as estratégias saem da boca do Capitão América, conflitos com o vilão cabem ao Thor, e assim por diante. Todos têm o direto a dar seu pitaco na história.
O segundo, e mais delicioso, mérito da película é o bom humor. Nos diálogos ou nas gags visuais, tudo serve de bom motivo para uma risada deliciosa. Com isso, o filme vai na contramão de trabalhos como a trilogia Batman by Nolan. Não há realismo nem sobriedade. Há bom humor, escapismo e uma inocência típica dos tempos em que as HQs ainda enfrentavam seres estranhos ou a ameaça comunista (afinal, ainda não vivemos a era da pura inocência). Essa volta às origens, sem abrir mão de um tom mais adulto, é um ganho. Sem excluir abordagens mais adultas, uma visão mais leve e evocativa dos clássicos das revistinhas é refrescante!







Inverno da Alma



se vale pelo sta­tus de cult para acu­mu­lar pres­tí­gio entre os indi­ca­dos ao . Mais do que crí­tica social, é bom por causa da inter­pre­ta­ção de seus atores

Realizado com ape­nas 2 milhões de dóla­res, um orça­mento baixo para os padrões hollywo­o­di­a­nos, Inverno da Alma é o mais inde­pen­dente dos fil­mes indi­ca­dos ao Oscar e con­corre a qua­tro cate­go­rias, incluindo melhor filme. No seu cur­rí­culo ainda está o prê­mio do júri do fes­ti­val de Sundance.

Adaptação do romance homô­nimo de Daniel Woodrell, a his­tó­ria é cons­truída por um con­junto sim­ples de fato­res: um pai tra­fi­cante desa­pa­re­cido, a filha mais velha que cuida dos irmãos mais novos, da mãe (doente men­tal), e o acon­te­ci­mento de uma situ­a­ção limite. A filha mais velha, Ree Dolly () , des­co­bre que seu pai, para sair da cadeia, colo­cou a casa como garan­tia de paga­mento de sua fiança. Ele pre­cisa com­pa­re­cer a uma audi­ên­cia com juiz, pois caso isso não ocorra a casa da famí­lia será tomada. Desesperada com a pos­si­bi­li­dade de per­der a casa, Ree pre­cisa achar seu pai, estando ele vivo ou morto.
É aqui que o filme começa a con­so­li­dar o clima melan­có­lico que marca a obra. Desde o começo vemos vários ele­men­tos uti­li­za­dos em sequên­cia para aju­dar essa cons­tru­ção: a famí­lia vive de doa­ções dos vizi­nhos, as casas são velhas e dete­ri­o­ra­das, as rou­pas são sujas e gas­tas, tudo parece sem graça e sem vida. Há ainda o cená­rio onde o his­tó­ria é ambi­en­tada: uma comu­ni­dade nas mon­ta­nhas, que se ren­deu as dro­gas e que sofre com a falta de dinheiro.

Junte tudo com um pouco de mis­té­rio que ronda a comu­ni­dade: pes­soas que não que­rem falar no assunto e uma cone­xão mal expli­cada entre todos os habi­tan­tes, e pronto. À pri­meira vista o filme pode pare­cer uma cole­ção de cli­chês, mas é ai que Inverno da Alma se supera. Acima de tudo, ele é feito para ser triste, seu tema se resume a tris­teza, mas não há exa­ge­ros, exa­cer­ba­ção ou des­per­dí­cios nos sen­ti­men­tos ou drama, tudo é plau­sí­vel com a rea­li­dade do enredo. A pro­ta­go­nista Ree, com 17 anos, não chora pelos can­tos, o deses­pero é sen­tido pelo seu rosto, assim como o de outros per­so­na­gens. É um filme sen­sí­vel, cheio de entre­li­nhas e sutilezas.

Outro ponto que sur­pre­ende é a maneira como a his­tó­ria se den­sen­rola, sem mui­tas expli­ca­ções, sem se apro­fun­dar em deta­lhes, o que importa é a trama cen­tral, única. Todos os ele­men­tos, que são pou­cos, con­ver­gem para a pro­ta­go­nista. A cons­tru­ção dos per­so­na­gens é feita de maneira cari­cata, mas as inter­pre­ta­ções levam o filme até o final, des­ta­que para a de Jennifer Lawrence como Ree Dolly, e do ator , como Teardrop, tio de Ree.

O filme man­tém a aúrea de pro­du­ção inde­pen­dente, tanto na esco­lhas dos ato­res, todos des­co­nhe­ci­dos, quanto na ten­ta­tiva de ser algo con­cei­tual. E é aí que erra. A nar­r­ra­tiva lenta e arras­tada que deve­ria dei­xar o público ansi­oso, preso e angus­ti­ado, acaba pro­vo­cando o con­trá­rio. Dificilmente as cenas exi­bi­das, e o tempo de nar­ra­ção pren­de­rão a aten­ção do espectador.

O uso exa­ge­rado de per­so­na­gens cari­ca­tos, que sur­gem o tempo todo, com um cará­ter dúbio, na ten­ta­tiva de res­sal­tar o drama da pro­ta­go­nista, não fun­ci­ona. Torna-se can­sa­tivo, e às vezes des­ne­ces­sá­rio. Há uma falta de agi­li­dade em tra­ba­lhar o roteiro para que ele rea­li­zasse essa fun­ção, logo, existe uma pre­o­cu­pa­ção cons­tante em mon­tar o clima do filme, uti­li­zando todos os ele­men­tos pos­sí­veis. E todos eles tem somente a fun­ção de aumen­tar a carga dra­má­tica da pro­ta­go­nista. A opção da dire­tora em usar uma foto­gra­fia escura aca­bou pre­ju­di­cando a beleza de alguns cenários.

Todos esses fato­res estão lá, mas isso não pre­ju­dica o todo. A ver­dade é que a obra é des­ta­que no Oscar mais pelo seu sta­tus de filme inde­pen­dente, do que pela pro­du­ção em si. O filme pos­sui alguns fato­res que o fazem sur­pre­en­der, como ino­var ao usar um roteiro mini­ma­lista. Não ocor­rem digres­sões, não há tra­mas para­le­las, a his­tó­ria se mos­tra fechada em uma linha reta.Mesmo pos­suindo um tema fixo, Inverno da Alma é aberto para várias pos­si­bil­da­des: crí­tica social, ama­du­re­ci­mento pre­coce e um retrato da vida.

Outro fator, tal­vez o mais impor­tante, é que Granik foge dos padrões, o fim pre­vi­sí­vel se resume a supe­ra­ção do pro­blema, mas essa supe­ra­ção não é mágica, não ocorre uma revi­ra­volta na vida dos per­so­na­gens. A melan­co­lia não desa­pa­rece, ela con­ti­nua pre­sente e cer­cando a pro­ta­go­nista. É um filme bom, que está sendo supe­res­ti­mado pelas gran­des inter­pre­ta­ções de John Hawkes e Jennifer Lawrence, fadado a se tor­nar uma refe­rên­cia cult, mas ainda pre­cisa amadurecer.

Merece sim aten­ção por reve­lar novos talen­tos, pela ino­va­ção da nar­ra­tiva, que uti­liza um único argu­mento para gerar toda uma trama, pela des­pre­o­cu­pa­ção em dar expli­ca­ções da his­tó­ria, pela dire­ção de Granik, linear e direta. Mas ainda é ape­nas uma pro­du­ção de uma dire­tora pro­mis­sora, que comete erros banais. A ver­dade é que os crí­ti­cos se encan­ta­ram com a capa­ci­dade de Granik em encon­trar a dosa­gem certa de sen­ti­men­tos e emo­ções para a pro­du­ção. E isso é mérito e reco­nhe­ci­mento mere­cido da diretora.







Filme: Like Crazy


Anna (Felicity Jones) é uma estudante britânica nos Estados Unidos da América, e se apaixona por Jacob (Anton Yelchin). Os dois passam a ter uma relação bastante intensa, até que o visto de Anna expira. Ela decide ficar nos Estados Unidos da América apesar no visto vencido. Por problemas burocráticos Anna é impedida de voltar aos Estados Unidos da América, enquanto Jacob fica impossibilitado de ir à Grã Bretanha devido ao seu trabalho. A distância abala a relação, e Anna e Jacob tentam, entre idas e vindas, ajeitar as suas vidas.

“Like Crazy”, dirigido pelo diretor Drake Doremus, que já faz os indies “Spooner” e “Moonpie”. O longa já ganhou fama nos festivais mundo afora e foi premiado no Sundance Festival como Melhor Filme. No elenco estão Anton Yelchin, Jennifer Lawrence e Felicity Jones.
Dirigido e co-escrito por um cali­for­ni­ano des­co­nhe­cido cha­mado , esse filme foi a sen­sa­ção de Sundance, que abre o calen­dá­rio de fes­ti­vais de cinema de renome inter­na­ci­o­nal. Custou ape­nas 250.000 dóla­res, e foi fil­mado em 20 dias, com falas impro­vi­sa­das. Conta com a par­ti­ci­pa­ção de , pro­ta­go­nista da comé­dia român­tica Chalet Girl, a mais bem ava­li­ada em tem­pos pela crí­tica. Por sua atu­a­ção em Like Crazy, essa atriz bri­tâ­nica rece­beu um prê­mio espe­cial do júri do fes­ti­val. Seu par no romance é , que se des­ta­cou no reboot de Star Trek. , indi­cada ao Oscar por , com­pleta o elenco, já tendo tra­ba­lhado com Anton no ótimo X-Men — Primeira Classe e no inte­res­sante filme de Jodie Foster, Um Novo Despertar.

O trai­ler do longa é muito bem edi­tado, con­tando com uma incrí­vel ver­são de Ingrid Michaelson para o clás­sico “I Can’t Help Falling In Love With You”, de Elvis Presley. É um dos pou­cos casos onde o filme entrega tudo o que pro­mete: um con­fli­tu­oso e esti­li­zado romance jovem com a temá­tica da dis­tân­cia geo­grá­fica imposta. Tudo que não fun­ci­o­nava no insosso Amor a Distância (2010), com argu­mento simi­lar, é bem exe­cu­tado nessa pro­du­ção indie. A quí­mica entre os ato­res é ótima, eles estão natu­rais e caris­má­ti­cos, o roteiro é enxuto mas ao mesmo tempo per­mite certa con­tem­pla­ção do mais puro cinema, com mui­tas cenas sem diálogos.
Anna (Jones) decide entre­gar uma carta em que declara seus sen­ti­men­tos para seu colega de facul­dade, Jacob (Yelchin), em forma de prosa e poe­sia. Depois disso, eles vão tomar um café e come­çam a se conhe­cer, de forma bas­tante natu­ral. Ele estuda design e ela quer ser jor­na­lista. A rela­ção evo­lui, e ela o leva para conhe­cer os pais, e tudo corre bem. Resta uma pre­o­cu­pa­ção: o visto da moça, que veio do Reino Unido para estu­dar em Los Angeles, vence no fim do curso uni­ver­si­tá­rio. Anna enfim sucumbe a ten­ta­ção de vio­lar o visto e pas­sar o verão com seu namo­rado.

Na volta de uma breve via­gem pra Inglatera, sua irre­gu­la­ri­dade nos EUA é des­co­berta por ofi­ci­ais e assim, ela é depor­tada. O casal tenta um rela­ci­o­na­mento a dis­tân­cia, que fra­cassa por causa do ciú­mes, entre outras ques­tões. Eles então come­çam a sair com outras pes­soas, mas não sen­tem a mesma coisa que sen­tiam quando esta­vam jun­tos. São mui­tas indas e vin­das no enredo, e a his­tó­ria per­ma­nece impre­vi­sí­vel até o fim.

A recep­ção da crí­tica foi curi­osa, indo da empa­tia ao ódio infun­dado. Reclamaram de roteiro ralo, de per­so­na­gens irre­ais. Bobagem. Há uma clara opção do dire­tor mais por ima­gens emba­la­das por um piano do que por pala­vras, e o casal é cheio de falhas bem huma­nas. O cinema fazia tempo que care­cia de uma his­tó­ria de amor sin­cera e cati­vante.