segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Bohemian Style

 
  
Eram chamados boêmios aqueles com estilo de vida incomum, artistas como pintores, músicos e escritores, aventureiros, vagabundos e andarilhos. Eram pessoas que geralmente viviam com pouco dinheiro, tinham um ponto de vista político diferenciado, pregavam amor livre e frugalidade.
Bohemien é um termo francês que era usado no início do séc. XIX para identificar os ciganos que lá estavam, que acreditava-se terem adentrado a Europa Ocidental através de Bohemia.
 
O nome Boémia deriva de Boihaemum ou casa dos Bóios, povo Celta que migrou para esta região no início do século V a.C. Tribos eslavas, que chegaram no século I d.C., dominavam o território no século VI. A partir do século X, a família dos Premyslidas exerceu a sua autoridade na Boêmia Central.
 
No início do século XV, nas Guerras Hussitas, a luta contra a hierarquia católica fez nascer uma forte consciência nacional boêmia. Em 1526, o trono passou para as mãos dos católicos Habsburgo e durante os três séculos seguintes as terras tchecas perderam a independência. O Estado independente nasceu após a I Guerra Mundial (28 de outubro de 1918). A Boêmia passou a fazer parte da Tchecoslováquia até 1993, data da constituição da República Tcheca e da República Eslovaca.
 
Boêmia, boemia ou boémia no século XV, passou a significar também 'cigano' ou membro de tribos nômades supostamente originárias da Boêmia; no século XVII, bohème passa a designar também o indivíduo "que leva uma vida desregrada" é um estilo de vida caracterizado pela despreocupação com relação a bens materiais, a grandes projetos, às normas. Designa também um movimento artístico e literário do século XIX, constituído à margem do movimento romântico - mais "aristocrático". Caracteriza-se pela busca de um ideal artístico e pela recusa da dominação burguesa e sua racionalidade, no quadro da sociedade industrial.
 
O termo passa, por empréstimo, do francês ao português, na acepção do século XVII: 'vagabundo, indivíduo de vida desregrada' ou não convencional, eventualmente ligado às artes ou à literatura, ou mero aventureiro que vivia de forma despreocupada.

Segundo Jerrold Seigel, trata-se de um fenômeno social e literário que teve lugar em diversos pontos do planeta e em diferentes épocas. O autor considera a boêmia como uma manifestação de jovens burgueses que, no século XIX e sobretudo nas décadas de 1830 e 1840 na França, buscavam um estilo de vida especial e que se tornou popular especialmente a partir dos escritos de Henri Murger, autor de Scènes de la vie de bohème. O romance foi escrito a partir das experiências de Mürger como um escritor pobre vivendo na Paris de meados do século XIX. A obra inspirou a famosa ópera La Bohème, de Puccini.

No Rio de Janeiro do séc. XIX, a experiência boêmia carioca vinculava-se imediatamente à experiência boêmia de Paris, surgida no contexto das revoluções de 1848. "Boêmia" se torna sinônimo da vida que levavam os jovens intelectuais e artistas sem fortuna, num momento histórico que, também nos trópicos, é marcado por grandes transformações sociais, políticas e estéticas.



 
 
"O boêmio é um homem triste
De tão triste que sua tristeza se torna se torna poética e bela
Uma vida de boêmia é como viver uma ópera
Óperas são tristes,
Mas expressam a arte da tristeza,
O que as tornam belas,
 
O boêmio não sabe o que é felicidade
E por não saber o que é felicidade
Acomoda-se na infelicidade,
Na tristeza,
Na amargura
É mais cômodo viver em tristeza,
Pois com a tristeza o boêmio sabe como funciona
 
Já a felicidade é algo imprevisível,
Algo que ele não sabe como se porta,
É algo desconhecido,
De tão desconhecido que dá medo

É essa a vida de boêmia,
É a constante fuga de uma fuga de uma realidade
A qual por seu comodismo ele se recusa a modificar,
Pois é mais fácil ser boêmio do que enfrentar a felicidade
 
Por isso a vida boêmia sempre será uma triste e bela ópera".


 

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