sábado, 5 de maio de 2012

Filme: Like Crazy


Anna (Felicity Jones) é uma estudante britânica nos Estados Unidos da América, e se apaixona por Jacob (Anton Yelchin). Os dois passam a ter uma relação bastante intensa, até que o visto de Anna expira. Ela decide ficar nos Estados Unidos da América apesar no visto vencido. Por problemas burocráticos Anna é impedida de voltar aos Estados Unidos da América, enquanto Jacob fica impossibilitado de ir à Grã Bretanha devido ao seu trabalho. A distância abala a relação, e Anna e Jacob tentam, entre idas e vindas, ajeitar as suas vidas.

“Like Crazy”, dirigido pelo diretor Drake Doremus, que já faz os indies “Spooner” e “Moonpie”. O longa já ganhou fama nos festivais mundo afora e foi premiado no Sundance Festival como Melhor Filme. No elenco estão Anton Yelchin, Jennifer Lawrence e Felicity Jones.
Dirigido e co-escrito por um cali­for­ni­ano des­co­nhe­cido cha­mado , esse filme foi a sen­sa­ção de Sundance, que abre o calen­dá­rio de fes­ti­vais de cinema de renome inter­na­ci­o­nal. Custou ape­nas 250.000 dóla­res, e foi fil­mado em 20 dias, com falas impro­vi­sa­das. Conta com a par­ti­ci­pa­ção de , pro­ta­go­nista da comé­dia român­tica Chalet Girl, a mais bem ava­li­ada em tem­pos pela crí­tica. Por sua atu­a­ção em Like Crazy, essa atriz bri­tâ­nica rece­beu um prê­mio espe­cial do júri do fes­ti­val. Seu par no romance é , que se des­ta­cou no reboot de Star Trek. , indi­cada ao Oscar por , com­pleta o elenco, já tendo tra­ba­lhado com Anton no ótimo X-Men — Primeira Classe e no inte­res­sante filme de Jodie Foster, Um Novo Despertar.

O trai­ler do longa é muito bem edi­tado, con­tando com uma incrí­vel ver­são de Ingrid Michaelson para o clás­sico “I Can’t Help Falling In Love With You”, de Elvis Presley. É um dos pou­cos casos onde o filme entrega tudo o que pro­mete: um con­fli­tu­oso e esti­li­zado romance jovem com a temá­tica da dis­tân­cia geo­grá­fica imposta. Tudo que não fun­ci­o­nava no insosso Amor a Distância (2010), com argu­mento simi­lar, é bem exe­cu­tado nessa pro­du­ção indie. A quí­mica entre os ato­res é ótima, eles estão natu­rais e caris­má­ti­cos, o roteiro é enxuto mas ao mesmo tempo per­mite certa con­tem­pla­ção do mais puro cinema, com mui­tas cenas sem diálogos.
Anna (Jones) decide entre­gar uma carta em que declara seus sen­ti­men­tos para seu colega de facul­dade, Jacob (Yelchin), em forma de prosa e poe­sia. Depois disso, eles vão tomar um café e come­çam a se conhe­cer, de forma bas­tante natu­ral. Ele estuda design e ela quer ser jor­na­lista. A rela­ção evo­lui, e ela o leva para conhe­cer os pais, e tudo corre bem. Resta uma pre­o­cu­pa­ção: o visto da moça, que veio do Reino Unido para estu­dar em Los Angeles, vence no fim do curso uni­ver­si­tá­rio. Anna enfim sucumbe a ten­ta­ção de vio­lar o visto e pas­sar o verão com seu namo­rado.

Na volta de uma breve via­gem pra Inglatera, sua irre­gu­la­ri­dade nos EUA é des­co­berta por ofi­ci­ais e assim, ela é depor­tada. O casal tenta um rela­ci­o­na­mento a dis­tân­cia, que fra­cassa por causa do ciú­mes, entre outras ques­tões. Eles então come­çam a sair com outras pes­soas, mas não sen­tem a mesma coisa que sen­tiam quando esta­vam jun­tos. São mui­tas indas e vin­das no enredo, e a his­tó­ria per­ma­nece impre­vi­sí­vel até o fim.

A recep­ção da crí­tica foi curi­osa, indo da empa­tia ao ódio infun­dado. Reclamaram de roteiro ralo, de per­so­na­gens irre­ais. Bobagem. Há uma clara opção do dire­tor mais por ima­gens emba­la­das por um piano do que por pala­vras, e o casal é cheio de falhas bem huma­nas. O cinema fazia tempo que care­cia de uma his­tó­ria de amor sin­cera e cati­vante.









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