segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A Garota Morta



Elenco: Josh Brolin, Rose Byrne, Toni Collette, Bruce Davison, James Franco, Marcia Gay Harden, Mary Beth Hurt, Piper Laurie, Brittany Murphy, Giovanni Ribisi, Nick Searcy, Mary Steenburgen. Kerry Washington. Nacionalidade: EUA, 2006.

“The Dead Girl” é um filme negro e cheio de raiva focado na violência sobre as mulheres e nas suas consequências cíclicas. Marcado desde o início pela imagem nua, sangrada e brutal de um corpo, da qual uma onda de tristeza se alastra em diversas direcções. Em vez de uma investigação policial, a realizadora e argumentista Karen Moncrieff (“Blue Car”, 2002) analisa as consequências sobre a vida de quatro mulheres, numa estrutura episódica impregnada de significado.

Todas estas mulheres se encontram isoladas, de alguma forma, do mundo que a rodeia, em virtude de várias formas de violência. Apesar da ligação clara entre elas, Moncrieff mantém-nas isoladas na suas histórias particulares. Cada um dos cinco episódios recebe o seu título da mulher que constitui o seu ponto de vista, mas são, todos eles, impessoais. THE STRANGER acompanha Arden (Toni Collette), que encontra o corpo da garota morta, e a sua agressiva mãe (Piper Laurie). THE SISTER, Leah (Rose Byrne), uma jovem estudante de medicina forense encarregue de analisar o corpo da vítima e irmã desapareceu há mais de 15 anos. THE WIFE, Ruth (Mary Beth Hurt), a negligenciada esposa de um homem egoísta e insensível. THE MOTHER, Melora (Marcia Gay Harden), a desesperada mãe da garota morta. E, finalmente, a própria THE DEAD GIRL, Krista (Brittany Murphy).

No meio da tragédia destas vidas, Moncrieff consegue, com grande sensibilidade, encontrar-lhes beleza e significado. Michael Grady filma sobretudo em interiores, fazendo um uso expressivo e doloroso dos grandes planos. Mas Moncrieff consegue em breves momentos libertar-nos dos ambientes opressivos, para que possamos respirar antes de voltarmos a mergulhar com as personagens no seu desespero e desesperança.

Aos fortes diálogos e ao bom ritmo da montagem, junta-se um conjunto de fortes interpretações, que deixam, no final, a curiosidade de ver algumas destas histórias exploradas em maior detalhe. Entre a histeria e a calma sepulcral, entre a amoralidade e o remorso, “The Dead Girl” é um filme perturbantemente duro.

















Deadgirl



Dois amigos adolescentes invadem um hospício abandonado e descobrem o corpo preservado de uma garota em uma das salas do local. Embora pareça estar morta, ela ainda tem algumas reações.

A história é bizarra, mas exageros à parte, representa muito bem a juventude perdida dos tempos atuais. Com graves distúrbios morais e uma falta de limites absurda, muitos dos adolescentes hoje em dia não pensam nas consequências de seus atos e vivem muito mais por seu prazer imediato.

O ambiente escolar é conhecido e bem característico dos Estados Unidos. Os grupos de bonitões e nerds são bem definidos e seus personagens seguem bem os padrões esperados. Rickie e J. T. são dois amigos inseparáveis, estão sempre meio deslocados da turma e conseguem manter um certo equilíbrio com suas diferenças de personalidade.

Tecnicamente, o filme é correto. Tem uma boa direção de arte, uma trilha sonora condizente e uma fotografia discreta, o que tem muitos méritos quando o gênero do longa é levado em conta. Os atores estão confortáveis em cena, com destaque para Shiloh Fernandez, que dá vida ao quieto Rickie.

O terror, quase pano de fundo, é eficiente e causa os sustos desejados. O roteiro é ótimo e funciona bem. Todas as situações vividas com a garota do título são muito bem trabalhadas e causam um misto de nojo e desesperança em quem acompanha a história.

Apesar de todo o pessimismo, o filme merece ser visto. Por toda a sua originalidade e, principalmente, pela mensagem que sai da tela para atingir em um só golpe o estômago dos espectadores.

O filme esteve presente na programação do SP Terror e de vários festivais de cinema fantástico pelo mundo.

Direção: Marcel Sarmiento, Gadi Harel
Elenco: Shiloh Fernandez, Noah Segan, Michael Bowen, Candice Accola, Andrew DiPalma, Eric Podnar, Nolan Gerard Funk, Jenny Spain
Roteiro: Trent Haaga
Duração: 101 min.













 

Teeth


Dawn O’Keefe é uma colegial e parte de um grupo de jovens cristãos unidos pela abstinência sexual. O que ela ainda não sabe, é que ela na verdade tem um trauma causado por uma experiência infantil com a sua "vagina dentata". Posteriormente, Dawn terá uma experiência sexual com um garoto do mesmo grupo, que a leva para uma caverna à beira de um lago. A menina fica confusa e nervosa e pede para ele parar, mas o garoto força-se para dentro de Dawn. Obviamente, um desastre acontece.

O resto do roteiro vai bem e entretém. O filme lida com uma idéia de evolução. Os dentes da vagina da garota seriam uma evolução da mulher, um mecanismo de defesa contra estupros, pois só são ativados quando a relação não é consensual. Mais tarde, quando ela fica mais consciente de seu "dom", os dentes são ativados por sua vontade propria. Idéia, claro, completamente fantasiosa sobre evolução humana. Outra idéia irreal é o personagem do irmão postiço de Dawn: ele faz o completo vilão-malvado-revoltado-roqueiro-violento e tem dos sentimentos mais estranhos por sua meia-irmã.

O filme foi prestigiado no festival de Sundance com o Grande Prêmio do Juri para a atriz principal Jess Weixler. Misturando horror e comédia, com certeza é um filme divertido e inovador.






segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Jovem é preso por 'abusar sexualmente' de máquina de snacks



Um jovem de 20 anos foi preso na última segunda-feira em Palmetto, no estado da Flórida (EUA), acusado de danificar uma máquina de venda automática de uma lavanderia após introduzir partes "de seu corpo" no equipamento, segundo o jornal "Bradenton Herald".

O incidente ocorreu no dia 17 de agosto. Michael Aguiar foi detido no dia 29 depois que uma testemunha o reconheceu e avisou a polícia. Ao ser interrogado, o jovem disse que arrombou a máquina para pegar US$ 10 em moedas.

A polícia não divulgou quais partes ele introduziu no equipamento. Mas, entre os crimes, ele foi acusado de ter "abusado sexualmente" da máquina.

Filmes Snuff



Filmes Snuff tem história no submundo do cinema, divide espaço entre o horror e a Pornografia Hardcore.

Pra entender vamos falar da Lenda. Vale lembrar que na década de 70 não existia dvd, pirataria ou internet. Você só via filmes no cinema ou na locadora, só filmes originais em fitas VHS. Câmeras de filmar eram muito caras pra época, então quase ninguém tinha...

Foi pelos anos 70 que surgiu a lenda dos "Snuff Movies". Não se sabe começou, se foi pelo público do horror ou do pornô, mas a lenda contava que existia um filme com cenas reais de morte, ou seja, não era montagem como num filme de terror. Outros diziam que era um filme Hardcore de sexo masoquista que terminou em morte. Não importa qual lenda é verdadeira, o fato é que existia a lenda de um filme em que teve uma morte real filmada!

A curiosidade e o sadismo humano sempre existiu, hoje em dia você tem sites para matar essa mórbida curiosidade. Mas naquela época onde você veria um corpo morto ? Logo os cinemas americanos se aproveitaram da popularidade da lenda e lançaram um filme chamado SNUFF.

Nos mesmos anos 90 também começava a se popularizar a internet. Aqui desde sempre surgiram sites mostrando cenas reais de morte e começando a facilitar o acesso a esse tipo de imagens, não tinha o Google então era um pouco mais difícil encontrar essas coisas, você tinha que ter o "contato" que te passava sites do gênero. Mas naquela época a coisa chocava muito mais.

Então começaram os spams nos emails e um desses continha, dizia ele, o primeiro snuff Movie real! O video era bem chocante também, nele uma garota chora muito implorando pela vida, e um cara com um revolver leva longos minutos até atirar na cabeça dela, explodindo e voando sangue pela sala inteira. E outra vez a lenda permanece viva, pra fãs de filme de terror era fácil ver como a cena era exagerada apesar de chocante, logo se confirmou que o video também é falso. Mesmo assim bem pesado e desagradável.


Chegamos aos anos 2000. Os coreanos entram no cinema e chega ao ocidente uma série de filmes de terror conhecidos como Guinea Pig. São 6 curtas de 30min que não precisam nem de legenda(só tem gritos). É exatamente aquilo que prometia um Snuff Movie. O sequestro de uma garota, que aparece amarrada num quarto e um ou mais homens começam a violenta-la e tortura-la até a morte. Os filmes são realmente pesados e fazem você se perguntar até onde vai a crueldade humana.

Com isso, 3 Ucranianos resolveram fazer dinheiro criando Snuff Movies. Ao todo foram 20 assassinatos. Mortes cruéis e frias, todas filmadas com o objetivo de vender os filmes. Eles até conseguiram um comprador, mas por acaso do destino foram presos e as fitas recolhidas. Infelizmente um dos filmes caiu na internet, e mostra a crueldade dos garotos. Então sim, rola um filme de snuff real pela internet.

Filmes sobre o assunto:

- Testemunha Muda (Mute Witness, 1994): Dirigido por Anthony Waller, este foi o primeiro longa hollywoodiano a explorar o tema. Na trama, uma maquiadora de cinema muda fica presa num galpão e, acidentalmente, presencia a filmagem de um snuff. Ela acaba sendo perseguida implacavelmente pelos assassinos, pertencentes à máfia russa dos anos 40 (curiosamente, os russos são realmente acusados de terem sido pioneiros na produção dos snuff movies). Não fosse o uso equivocado do humor em algumas sequências, o diretor Waller teria feito uma pequena obra-prima do suspense.

- 8 Milimetros (8 Milimeters, 1999): Detetive (Nicolas Cage) é contratado pela viúva de um industrial riquíssimo para descobrir porque o maridão guardava no cofre um rolo de filme de 8 milímetros, com alguns minutos que mostram torturas e o assassinato de uma jovem. O que a viúva quer saber é se a garota está morta de verdade. Durante sua investigação, o detetive se vê obrigado a mergulhar no submundo da indústria pornográfica. Apesar do moralismo ridículo, o longa tem certo clima e boas atuações, em especial Joaquim Phoenix no papel de um punk balconista de locadora que ajuda o personagem de Cage.

- Morte Ao Vivo (Tesis, 1997): Longa de estréia do espanhol Alejandro Amenábar. No enredo, repleto de reviravoltas, uma garota que pesquisa para uma tese sobre violência no cinema acaba descobrindo acidentalmente uma quadrilha que produz videos snuff dentro da universidade onde estuda. O longa explora pouco da violência e concentra-se mais no clima de suspense que vai se tornando tenso e insuportável a medida que o filme avança (para os personagens e o expectador).

Snuff: A Documentary About Killing On Camera (2008):  O documentarista Paul von Stoetzel entrevistou acadêmicos, pesquisadores do FBI e historiadores de cinema sobre o perturbador e mítico gênero que não tem sua existência comprovada oficialmente pelas autoridades dos EUA. O filme analisa as relações entre guerra, filmes de culto, serial killers e pornografia, para provar se esse mito invasivo é ou não realidade.

- O Bravo (The Brave, 1997): Johnny Depp dirige e atua neste drama sobre um índio miserável que aceita participar de um snuff movie por U$ 50 mil a fim de se redimir e dar um futuro menos medíocre à família. Não há nenhuma cena hardcore e a premissa interessante torna-se um mero pretexto para esfregar nas nossas caras o sofrimento de uma raça em extinção. Salva-se Marlon Brando numa participação especial como um diretor doidão que realiza as tais películas macabras.

- Videodrome – A Síndrome do Vídeo (Videodrome, 1983): Dono de uma pequena estação de TV a cabo conhecida por apresentar conteúdo de sexo e violência em sua programação, recebe a informação que o canal está recebendo transmissão com imagens de um programa clandestino onde pessoas são torturadas e assassinadas de verdade. Ao investigar a origem do sinal, ele descobre que a transmissão é uma experiência secreta que altera as percepções de quem assiste, causando danos fatais no cérebro através de um tumor, e criando uma série de alucinações bizarras numa mórbida confusão mental entre realidade e fantasia macabra. Cult-movie dirigido pelo mestre David Cronenberg, uma curiosa mistura de ficção científica, horror, sexo e surrealismo.