quarta-feira, 29 de junho de 2011

Joana d'Arc





Santa Joana d'Arc (Domrémy-la-Pucelle, 6 de janeiro de 1412), por vezes chamada de donzela de Orléans, era filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée e é a santa padroeira da França e foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos, durante a qual tomou partido pelos Armagnacs, na longa luta contra os borguinhões e seus aliados ingleses. Descendente de camponeses, gente modesta e analfabeta, foi uma mártir francesa canonizada em 1920, quase cinco séculos depois de ter sido queimada viva.

Segundo a escritora Irène Kuhn, Joana d'Arc foi esquecida pela história até o século XIX, conhecido como o  século do nacionalismo, o que pode confirmar as teorias de Ernest Gellner. Irène Kuhn escreveu: Foi apenas no século XIX que a França redescobriu esta personagem trágica. François Villon, nascido em 1431, no ano de sua morte, evoca sua lembrança na bela Ballade des Dames du temps jadis ou seja, Balada das damas do tempo passado. Antes aos fatos relacionados, Shakespeare tratou-a como uma bruxa; Voltaire escreveu um poema satírico, ou pseudo-ensaio histórico, que a ridicularizava, intitulado La Pucelle d´Orléans ou A Donzela de Orléans.

A França era um país curvado ao poderio inglês. Não era propriamente um país como hoje é conhecido. Constituía-se de vários feudos. E foi numa aldeia ignorada até então que, em 1412 nasceu uma criança que se tornaria célebre e célebre faria Domremy. Filha de pobres lavradores, aprendeu a fiar a lã junto com sua mãe e guardava o rebanho de ovelhas. Teve três irmãos e uma irmã. Não aprendeu a ler, nem a escrever, pois cedo o trabalho lhe absorveu as horas. A aldeia era bastante afastada e os rumores da guerra demoravam a chegar. Finalmente, um dia, Joana d'Arc tomou contato com os horrores da guerra, quando as tropas inglesas se aproximaram e toda a família precisou fugir e se esconder.

Aos 12 anos começou a ter visões. Era um dia de verão, ao meio-dia. Joana orava no jardim próximo à sua casa, quando escutou uma voz que lhe dizia para ter confiança no Senhor. A figura que ela divisou, identificou como sendo a do arcanjo São Miguel. As duas mensageiras espirituais que o acompanhavam , como Catarina e Margarida, santas conforme a Igreja que ela freqüentava. Eles lhe falam da situação do país e lhe revelam a missão. Ela deve ir em socorro do Delfim e coroá-lo rei de França.

Durante 4 anos, ela hesitou e a história de suas visões começou a se espalhar. Ao alvorecer de um dia de inverno, ela se levanta. Está decidida. Prepara uma ligeira bagagem, um embrulhozinho, um bastão de viagem, murmura adeus aos seus pais e parte. Nunca mais aquela aldeia da Lorena a verá. Igreja, de conviver com homens nos campos de batalha, de manejar a espada. O objetivo era provar que Joana era uma enviada do demônio. Consequentemente, se desmoralizaria o rei Carlos VII. Afinal, que espécie de rei era aquele que se deixara enganar por uma bruxa?

Durante 6 meses ela é submetida a uma verdadeira tortura moral. Os interrogatórios são longos , cansativos. Finalmente, a execução se dá na praça central de Roeun, no dia 30 de maio de 1431. Seu cabelo foi raspado e, por temerem a reação do povo, 120 homens armados a escoltam até o local. Ela é atada a um poste e a fogueira é acesa. Quando as chamas a envolvem e lhe mordem as carnes, ela exclama: "Sim, minhas vozes eram de Deus! Minhas vozes não me enganaram." Era a prova inequívoca da mediunidade que lhe guiara a trajetória terrena.

No capítulo XXXI de O livro dos médiuns, vindo a lume no ano de 1861, quando o Codificador reúne Dissertações Espíritas, confere à de Joana D'Arc o número 12, onde ela se dirige aos médiuns, em especial, concitando-os ao exercício do mediunato. Recomenda-lhes, ainda, que confiem em seu anjo guardião e que lutem contra o escolho da mediunidade que é o orgulho.Conselhos que ela, em sua vida terrena , na qualidade de médium, muito bem seguira. Movida por uma fé inquebrantável, Joana d'Arc contribuiu de forma decisiva para mudar o rumo da guerra dos cem anos, entre a França e a Inglaterra.

Quando as lutas entre franceses e ingleses se aproximaram do Barrois, Joana d'Arc não retardou por mais tempo o cumprimento das ordens sobrenaturais. Partiu de sua aldeia e obteve de Robert de Baudricourt, capitão da guarnição de Vaucouleurs, uma escolta para guiá-la até Chinon, onde se achava o rei da França, Carlos VII, então escarnecido como "rei de Bourges" em alusão às reduzidas proporções de seus domínios.

O país estava quase todo em mãos dos ingleses. Os borgonheses, seus aliados, com a cumplicidade de Isabel da Baviera, entregaram a nação ao domínio britânico, pelo Tratado de Troyes. Inspirada por extraordinário patriotismo, Joana comunicou ao rei a insólita missão que recebera de Deus. Nesse encontro, em março de 1428, assombrou a todos pela segurança com que se dirigiu ao rei, que lhe entregou o comando de um pequeno exército para socorrer Orléans, então sitiada pelos ingleses. No caminho, a atitude heróica da humilde camponesa atraiu adesões para as tropas que comandava.

Chegando a Orléans, Joana intimou o inimigo a render-se. O entusiasmo dos combatentes franceses, fortalecido pela estranha figura da aldeã-soldado, fez com que os ingleses levantassem o sítio da cidade. O feito glorioso de Joana d'Arc, pelo qual foi cognominada a Virgem de Orléans, aumentou seu prestígio, mesmo entre os soldados inimigos, e alimentou a crença em seu poder sobrenatural. A coragem da heroína realizou efetivamente o milagre de erguer o espírito abatido da França. Um sopro cívico perpassou pela nação. Joana d'Arc, porém, ambicionava nova missão: levar o rei Carlos VII para ser sagrado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa, o que ocorreu em 17 de julho de 1429. Na tentativa que se seguiu da retomada de Paris, a heroína foi ferida, o que contribuiu para aumentar o patriotismo de seus conterrâneos.

No ataque que empreendeu a Compiègne, em maio de 1430, Joana foi aprisionada pelos borgonheses. Em lugar de executá-la sumariamente, como poderiam ter feito, preferiram planejar uma forma de privá-la da auréola de santa por meio da condenação por um tribunal espiritual. No jogo de interesses políticos que envolveu sua figura de heroína, Joana d'Arc não encontrou apoio por parte do rei.

Em junho, o bispo Pierre Cauchon surgiu no acampamento de João de Luxemburgo, onde se encontrava a prisioneira, e conseguiu que ela fosse vendida aos ingleses. Ambicioso, desejando obter o bispado de Rouen, então vago, Cauchon faria tudo para agradar aos donos do poder. Sem direito a defensor, confinada numa prisão laica e guardada por carcereiros ingleses, Joana d'Arc foi submetida por Cauchon a um processo por heresia, mas enfrentou os juízes com grande serenidade, como revela o texto do processo.

Para transformar a pena de morte em prisão perpétua, assinou uma abjuração em que prometia, entre outras coisas, não mais vestir roupas masculinas, como forma de demonstrar sua subordinação à igreja. Dias depois, por vontade própria ou por imposição dos carcereiros ingleses, voltou a envergar roupas masculinas. Condenada à fogueira por heresia, foi supliciada publicamente na praça do Mercado Vermelho, em Rouen, em 30 de maio de 1431. Seu sacrifício despertou novas energias no povo francês, que finalmente expulsou os ingleses de Calais. Joana d'Arc foi canonizada em 1920 pelo papa Bento V.

Durante a primeira fase da Terceira República, no entanto, o culto a Joana d'Arc esteve associado à direita monarquista, da qual era um dos símbolos, como o rei Henrique IV, sendo mal vista pelos republicanos.
A Igreja Católica francesa propôs ao Papa Pio X sua beatificação, realizada em 1909, num período dominado pela exaltação da nação e ao ódio ao estrangeiro, principalmente Inglaterra e Alemanha.

O gesto do Papa inspirou-se no desejo de fazer a Igreja de França entrar em mais perfeito acordo com os dirigentes anticlericais da III República, mas só com a Primeira Guerra Mundial de 1914 a 1918, Joana deixa de ser uma heroína da Direita. Segundo Irène Kuhn, a partir daí os "postais patrióticos" mostram Jeanne à cabeça dos exércitos e monumentos seus aparecem como cogumelos por toda a França. O Parlamento francês estabelece uma festa nacional em sua honra no 2º domingo de maio.

Em 9 de maio de 1920, cerca de 500 anos depois de sua morte, Joana d'Arc foi definitivamente reabilitada, sendo canonizada pelo Papa Bento XV - era a Santa Joana d'Arc. A canonização traduzia o desejo da Santa Sé de estender pontes para a França republicana, laica e nacionalista. Em 1922 foi declarada padroeira de França. Joana d´Arc permanece como testemunha de milagres que pode realizar uma pessoa, ainda que animada apenas pela energia de suas convicções, mesmo adolescente, pastora e analfabeta, de modo que seu exemplo guarda um valor universal.

A morte de Joana d'Arc:

A captura

Na primavera de 1430, Joana d'Arc retomou a campanha militar e passou a tentar libertar a cidade de Compiègne, onde acabou sendo dominada e capturada pelos borguinhões, aliados dos ingleses, em 1430. Foi presa em 23 de maio do mesmo ano. Entre os dias 23 e 27 foi conduzida à Beaulieu-lès-Fontaines. Joana foi entrevistada entre os dias 27 e 28 pelo próprio Duque de Borgonha, Felipe, o Belo. Naquele momento Joana era propriedade do Duque de Luxemburgo. Joana foi levada ao Castelo de Beaurevoir, onde permaneceu todo o verão, enquanto o duque de Luxemburgo negociava sua venda. Ao vendê-la aos ingleses, Joana foi transferida a Ruão.

A infanta D. Isabel, filha de D. João I e duquesa de Borgonha (e em cuja honra foi criada por Filipe, o Bom a Ordem do Tosão de Ouro, em Janeiro de 1430, por ocasião da chegada de Isabel ao ducado), poderá ter sido a impulsionadora da perseguição a Joana D'Arc. Não só como Infanta de Portugal, aliada da Inglaterra e de Borgonha, mas porque Joana D'Arc a submetera a cerco quando chegara a Borgonha para se casar com Filipe, o Bom. Implacável (como se vê pela sua atitude perante o seu irmão D. Henrique, o "traidor" da Alfarrobeira), não desisitiu enquanto Joana D'Arc não pagou pela insolência com a própria vida.

O processo em Ruão
Joana foi presa em uma cela escura e vigiada por cinco homens. Em contraste ao bom tratamento que recebera em sua primeira prisão, Joana agora vivia seus piores tempos. O processo contra Joana teve início no dia 9 de janeiro de 1431, sendo chefiado pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon. Foi um processo que passaria à posteridade e que converteria Joana em heroína nacional, pelo modo como se desenvolveu e trouxe o final da jovem, e da lenda que ainda nos dias de hoje mescla realidade com fantasia.

Dez sessões foram feitas sem a presença da acusada, apenas com a apresentação de provas, que resultaram na acusação de heresia e assassinato. No dia 21 de fevereiro Joana foi ouvida pela primeira vez. A princípio ela se negou a fazer o juramento da verdade, mas logo o fez. Joana foi interrogada sobre as vozes que ouvia, sobre a igreja militante, sobre seus trajes masculinos. No dia 27 e 28 de março, Thomas de Courcelles fez a leitura dos 70 artigos da acusação de Joana, e que depois foram resumidos a 12 , mais precisamente no dia 5 de abril. Estes artigos sustentavam a acusação formal para a Donzela buscando sua condenação.

No mesmo dia 5, Joana começou a perder saúde por causa de ingestão de alimentos venenosos que a fez vomitar. Isto alertou Cauchon e os ingleses, que lhe trouxeram um médico. Queriam mantê-la viva, principalmente os ingleses, porque planejavam executá-la. Durante a visita do médico, Jean d’Estivet acusou Joana de ter ingerido os alimentos envenenados conscientemente para cometer suicídio. No dia 18 de abril, quando finalmente ela se viu em perigo de morte, pediu para se confessar.

Os ingleses impacientaram-se com a demora do julgamento. O Conde de Warwick disse a Cauchon que o processo estava demorando muito. Até o primeiro proprietário de Joana, Jean de Luxemburgo, apresentou-se a Joana fazendo-lhe a proposta de pagar por sua liberdade se ela prometesse não atacar mais os ingleses. A partir do dia 23 de maio, as coisas se aceleraram, e no dia 29 de maio ela foi condenada por heresia.

A morte

Joana foi queimada viva em 30 de maio de 1431, com apenas dezenove anos. A cerimônia de execução aconteceu na Praça do Velho Mercado (Place du Vieux Marché), às 9 horas, em Ruão. Antes da execução ela se confessou com Jean Totmouille e Martin Ladvenu, que lhe administraram os sacramentos da Comunhão. Entrou, vestida de branco, na praça cheia de gente, e foi colocada na plataforma montada para sua execução. Após lerem o seu veredito, Joana foi queimada viva. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena, para que não se tornassem objeto de veneração pública. Era o fim da heroína francesa.

Após a morte de Joana d'Arc

A revisão do seu processo começou a partir de 1456, quando foi considerada inocente pelo Papa Calisto III, e o processo que a condenou foi considerado inválido, e em 1909 a Igreja Católica autoriza sua beatificação. Em 1920, Joana d'Arc é canonizada pelo Papa Bento XV.

Temos uma outra versão que informa que vinte anos após a sua condenação à fogueira, os pais de Joana d'Arc pediram que o Papa da época, Calisto III, autorizasse uma comissão que, numa pesquisa serena e profunda, reconheceu a nulidade do processo por vício de forma e de conteúdo. Joana d´Arc desta maneira teve sua honra reabilitada, e o nome feiticeira, e bruxa foi apagado para que ela fosse reconhecida por suas virtudes heróicas, provenientes de uma missão divina. Joana também enquanto morria era chamada de bruxa, mentirosa, blasfema. Ela foi proclamada Mártir pela Pátria e da Fé.

Vestuário

Joana d'Arc usava roupas masculinas desde o momento da sua partida de Vaucouleurs até sua abjuração em Rouen. Isto motivou debates teológicos em sua própria época e levantou outras questões também no século XX. A razão técnica para a sua execução foi uma lei sobre roupas bíblicas. O segundo julgamento reverteu a condenação em parte porque o processo de condenação não tinha considerado as exceções doutrinárias referentes a esse texto.

Em termos de doutrina, ela era prudente ao se disfarçar como um escudeiro durante uma viagem através de território inimigo, e era cautelosa ao usar armadura durante a batalha. O Chronique de la Pucelle afirma que isso dissuadiu abuso sexual, enquanto ela estava acampada nas batalhas. O clérigo que testemunhou em seu segundo julgamento afirmou que ela continuava a vestir roupas do sexo masculino na prisão para deter molestamentos e estupro. A preservação da castidade foi outro motivo justificável para travestir-se: suas roupas teriam atrasado um assaltante, e os homens estariam menos propensos a pensar nela como um objeto sexual em qualquer caso.

Filmes:


Joana D'Arc de Luc Besson
Título original: (The Story of Joan of Arc)
Lançamento: 1999 (EUA)
Direção: Luc Besson
Duração: 155 min
Gênero: Drama



Título no Brasil:  Joana D'arc
Título Original:  Joan of Arc
País de Origem:  Canadá
Gênero:  Épico
Tempo de Duração: 140 minutos
Ano de Lançamento:  1999
Direção: 
Christian Duguay
Elenco:
Leelee Sobieski ... Joan D'Arc
Chad Willett ... Jean de Metz
Jacqueline Bisset ... Isabelle D'Arc
Powers Boothe ... Jacques D'Arc
Neil Patrick Harris ... The Dauphin, later King Charles VII

  

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Filme: Do Começo ao Fim


Do Começo ao Fim é uma história de amor. A história de Francisco e Thomás e de sua família: Julieta, Alexandre e Pedro. Com uma narrativa particular o filme pretende contar a história de um amor incondicional como uma possibilidade, como um contraponto para um mundo cheio de violência, medo e intolerancia.

1986, Thomás, filho de Julieta e Alexandre, nasce com os olhos fechados e assim permanece durante várias semanas. Julieta não se preocupa e diz que quando o filho estiver pronto, que quando ela quiser, ele abrirá os olhos. Foi assim, nos primeiros dias de vida de Thomás aprendeu que era livre arbítrio. Um dia, sem mais nem menos, Thomás abre os olhos e olha direto para Francisco, seu irmão de 6 anos. 1992 Julieta é uma linda mulher e uma mãe amorosa. É médica de um hospital e trabalha no setor de emergência. É casada pela segunda vez com Alexandre, pai de Thomás. Pedro, seu primeiro marido e pai de Francisco mora na Argentina. Julieta e ele continuam bons amigos.

Durante a infância, os irmãos são muito próximos, talvez próximos demais, segundo Pedro, que passa uma temporada com eles em Buenos Aires. Anos mais tarde, quando Francisco tem 27 anos e Thomás 21, Julieta morre repentinamente em um acidente de carro. Francisco e Thomás se tornaram amantes e vivem uma extraordinária história de amor.

Aluizio Abranches, criador e diretor do filme, levou sua idéia para muitos empresários, alguns deles chegaram a sugerir que fosse uma relação entre um casal de irmãos heterossexuais ou, se tivesse que ser homossexual mesmo, que fosse uma relação entre primos, mas Abranches foi fiel à sua idéia e não desistiu de rodá-la, até que conseguiu um pequeno patrocínio da produtora de Marco Nanini.

O diretor do filme alega que não pretende, de maneira alguma, levantar bandeiras com esse filme. Apesar de o filme tratar de dois tipos de relação que costumam ser considerados "tabus" (homossexualidade e incesto), Abranches afirma que a única intenção dele foi mostrar uma história de amor, independente das condições.

Um vídeo promocional do filme foi colocado no YouTube e foi visto mais de 400 mil vezes, causando polêmica e comentários de todos os tipos, desde indignação até o entusiasmo. Já no Orkut, o filme também repercutiu bastante e foram criadas inúmeras comunidades sobre o filme, com um número de membros incalculável.

Esse é o terceiro longa-metragem do diretor Aluizio Abranches, os primeiros foram: Um Copo de Cólera (1999) e As Três Marias (2002).

O longa teve gravações realizadas no Rio de Janeiro e Buenos Aires.

O filme foi selecionado para a Première Brasil do Festival do Rio 2009, mas não foi finalizado a tempo.

Do Começo Ao Fim teve um orçamento baixo, que não ultrapassou os R$ 2 milhões.

Gênero: Drama
Duração: 90 min.
Origem: Brasil
Estreia: 27 de Novembro de 2009
Direção: Aluizio Abranches
Roteiro: Aluizio Abranches
Distribuidora: Downtown Filmes
Censura: 18 anos
Ano: 2009








A cantora pop Avril Lavigne volta ao Brasil para shows em SP, RJ, BH e Brasília.


Foi confirmado! A produtora Time 4 Fun anunciou que Avril Lavigne fará shows da sua turnê “The Black Star” em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte entre os dias 27 de julho a 04 de agosto. Fãs da Avril que aguardavam ansiosos por sua vinda, agora devem ficar atentos para o início da venda dos ingressos.


A artista canadense conhecida pelos críticos musicais e pela mídia como "Princesa do Pop Punk" fará dois shows em São Paulo nos dias 27 e 28 julho, ambos no Credicard Hall. Posteriormente, no dia 31 de julho, será a vez do Citibank no Rio de Janeiro recebê-la. Já nas datas 02 e 04 de agosto, o Chevrolet Hall e o Ginásio Nilson Nelson, em Belo Horizonte e Brasília, respectivamente, terão suas últimas apresentações no pais.


A pré-venda dos ingressos começará na segunda-feira, 13 de junho, sendo feita apenas para clientes dos cartões do Citibank, Dinners e Credicard. No dia 20 do mesmo mês inicia a venda dos ingressos para público em geral, que poderão comprar no site (
www.ticketsforfun.com.br), pelo telefone 4003- 5588 (válido para todo o país) e nos pontos de vendas (bilheterias).Iniciada no final de abril em Pequin, a turnê “The Black Star” terminará no fim de setembro na cidade de Manchester, na Inglaterra. Antes de se apresentar em terras brasileiras, Avril passará por países da América do Sul como Chile, Peru, Argentina e Venezuela, além das Bahamas.

 

Avril Lavigne não vem ao Brasil desde 2005, quando na sua turnê “The Bonez”, fez shows em Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e em São Paulo. Neles 45 mil adolescentes vibraram com os hits Happy Ending, Complicated, Together e Forgotten.


Além de cantora e compositora, Lavigne também atua na área da moda com sua linha de roupas Abbey Dawn, lançada pela loja Khos – Estados Unidos – e possui um perfume no mercado, o Black Star, feito em parceria com a Procter & Gamble.


O último álbum lançado pela cantora foi em março desse ano. “Goodbye Lullaby” foi descrito por ela como “o mais pessoal e sentimental” e já vendeu mais de um milhão de cópias no mundo todo. Músicas como What The Hell, Smile e Black Star prometem ser apresentadas em shows da turnê atual.

 

Data

27 e 28/07/11 – quarta e quinta-feira

Horário

21h30

Local

Credicard HallSão Paulo/SP

Ingressos

Pista: R$ 180,00
Pista Premium: R$ 350,00
Camarote Setor 1: R$ 350,00
Camarote Setor 2: R$ 120,00
Plateia Superior 1: R$ 70,00
Plateia Superior 2: R$ 90,00
Plateia Superior 3: R$ 70,00

Pontos de Venda
Pela internet: www.ticketsforfun.com.br
PDV´s: Tickets For Fun

Data

31/07/11 – domingo

Horário

20h

Local

Citibank HallRio de Janeiro/RJ

Ingressos

Pista: R$ 170,00
Pista Premium: R$ 350,00
Camarote: R$ 400,00

Pontos de Venda

Pela internet: www.ticketsforfun.com.br
PDV´s: Tickets For Fun

Data

02/08/11 – terça-feira

Horário

21h00

Local

Chevrolet HallBelo Horizonte/MG

Ingressos

Pista: R$ 160,00

Pontos de Venda

Pela internet: www.ticketsforfun.com.br
PDV´s: Tickets For Fun

Data

04/09/11 – quinta-feira

Horário

21h30

Local

Ginásio Nilson Nelson – Brasília/DF

Ingressos

Pista: R$ 180,00
Pista Premium: R$ 260,00
Setor Superior: R$ 160,00

Pontos de Venda

Pela internet: www.ticketsforfun.com.br
PDV´s: Tickets For Fun










Ryan Dunn morre em acidente de carro



Ryan Dunn, um dos astros do programa "Jackass", morreu na madrugada da segunda-feira, 20, após sofrer um acidente de carro em West Goshen Township, na Pensilvânia, nos EUA.

O comediante de 34 anos e uma pessoa ainda não identificada não resistiram aos ferimentos. As informações são da mãe de Bam Margera, ex-companheiro de Dunn no programa. Horas antes do acidente fatal, Dunn havia publicado uma foto sua no "Twitter" aparentemente consumindo bebida alcoólica com amigos. Segundo o TMZ, ele passou quatro horas em um bar, onde consumiu pelo menos três cervejas e três doses de outra bebida alcoólica. Um amigo disse ao site que eles não estava tão bêbado a ponto de não poder dirigir.

Ainda de acordo com o site, o veículo em que ele estava pegou fogo após a batida. O carro, encontrado fora da estrada em meio a árvores, era um Porsche 911 GT3 ano 2007. Segundo policiais, o excesso de velocidade teria sido um dos fatores responsáveis pelo acidente.

O site do jornal "Daily Local" publicou um vídeo que mostra as marcas do pneu do carro de Dunn na estrada e o metal que servia de proteção todo retorcido. Pelo Twitter, John Knoxville, companheiro de Dunn no "Jackass", lamentou a morte do amigo: "Hoje eu perdi meu irmão Ryan Dunn. Meu coração está com sua família e com sua amada Angie".

Um oficial de polícia da Pensilvânia anunciou que o ator morreu por causa do impacto da batida do carro. Os exames tóxicos ainda demoram cerca de seis semanas para ficar prontos.
De acordo com relatório da polícia, Dunn estaria dirigindo a mais de 160 km/h em uma área em que só é permitido dirigir a 88 km/h. O ator teria batido em uma mureta e descido um barranco arborizado quando o carro explodiu em chamas.

O irmão de Ryan, Eric Dunn disse em entrevista à agência de notícias que a família está "devastada". "Nós apreciamos o apoio dos fãs agora e estamos muito gratos por seus pensamentos e orações", ele disse. "Ryan deixará saudade, mas estará para sempre nas nossas memórias e nossos corações". 

Na última segunda-feira (20), o crítico de cinema Roger Ebert fez um trocadilho com a morte de Ryan Dunn que desagradou os fãs de "Jackass". Ebert teve a página do Facebook temporariamente suspensa na manhã desta terça e depois reclamar no Twitter teve a página de volta com um pedido de desculpas da rede social dizendo que foi "retirada por engano".

Em seu blog no Chigago Suntimes, o crítico disse que foi mal interpretado. "Para começar, eu ofereço minha solidariedade à família de Ryan Dunn e amigos, e aos de Zachary Hartwell, que também morreu no acidente. Quero dizer que, sinceramente, é trágico perder um ente querido. Lamento também que meu tweet sobre o assunto tenha sido considerado cruel. A intenção não foi ser cruel. Foi ser verdadeiro".

O artista, que tinha 34 anos, apareceu em todos os Jackass, longas inspirados no programa de TV de sucesso da MTV, exibido entre 2000 e 2002.

Como ator, participou da série Law & Order: Special Victims Unit e do filme Close-up, entre outros.







segunda-feira, 20 de junho de 2011

Les Amours Imaginaires


O ano é 2010, direção de Xavier Dolan, estrelando Monia Chokri, Niels Schneider e também o próprio Xavier Dolan. Esse diretor/ator veio a tona principalmente aos seus vinte anos, com o filme J’ai Tué Ma Mère. Essa nova obra dele, contamos com uma fotografia exemplar, linda. Além de uma trilha sonora bem colocada e também pautada com doses enormes de silêncio de canções, deixando somente os sons de fundos da cena.

Cada cena é transmitida como se fosse um quadro, com uma qualidade técnica impressionante, elementos bem colocados no plano. Arrisco dizer que em todo o momento de Les Amours Imaginaires sentimos um tom artístico, tomadas de cena que remetem a outros filmes e tudo o mais. Tratando desse assunto em especial podemos ver que o filme além de conversar com outras obras, existem citações explícitas à cultura pop de um modo interessante, sem ser cansativo.Uma daquelas obras que devem ser apreciadas, que alguns seres humanos precisam entender que o foco principal não é no plot da história e sim em como ela é transmitida. Até porque teoricamente não existe arte alguma em um aspecto existente em nossas vidas, o que torna isso bom de ser visto é como a apresentação dos fatos são mostrados na tela.

Pra citar uma eu digo quando os dois personagens principais, Marie e Francis, quando avistam Nicolas dançando com sua mãe Désirée. Ela está com um cabelo na cor azul, e eles dizem que ela parece a faxineira do Capitão Spock.

A história principal é a seguinte, como dois amigos compostos por uma mulher heterossexual e um homem homossexual, que se apaixonam simultaneamente por um homem, Nicolas. Observamos o desenrolar da história, de como os dois amigos tentam fingir que está tudo bem, quando na verdade estão tentando conquistar Nicolas e não demonstrar os ciúmes doentios que possuem um do outro.

Depois acabam por se afastando, brigando, ou seja, colocando em risco a amizade tão sincera que os dois tinham antes de e apaixonarem por Nicolas. Algo que fiquei fascinado foi a versão italiana da música Bang Bang de Nancy Sinatra, e diversas outras canções, na realidade não há nenhuma que desgostei. Gostei muito de uma cena em particular em que Francis está em um cômodo com a porta fechada e a canção da festa, que está acontecendo na casa, tocando em um volume mais baixo. De repente a Marie sai do cômodo onde eles estão e observamos que a medida que a porta se abre o som da balada aumenta de maneira aburda, como seria na realidade, e a porta vai se fechando a trilha sonora começa a abaixar o volume novamente. 


Sinopse:

“Amores Imaginários” retrata a história de três amigos íntimos que se envolvem num triângulo amoroso.
Francis (Xavier Dolan) e Marie (Monica Chokri) são bons amigos. Um dia conhecem Nick (Niels Schneider), um jovem que acabou de se mudar para Montreal.

De encontro a encontro, a cada momento, incontáveis problemas aparecem - alguns reais, outros imaginários. Francis e Marie envolvem-se cada vez mais numa fantástica obsessão.

Logo, eles se vêem à beira de um duelo amoroso que põe em risco a amizade que uma vez eles pensaram ser indestrutível.

É um drama sobre as várias nuances de uma relação amorosa, do início ao seu fim, seguindo a premissa de que todas as histórias de amor são mais imaginadas do que queremos acreditar.


Título Original: Les Amours Imaginaires
Título Internacional: Heartbeats
Título no Brasil:
Diretor:
Xavier Dolan
Roteiro: Xavier Dolan
Categoria: Drama | Romance
Origem: Canadá
Duração: 95 minutos.
Ano de Produção: 2010
Lançamento no Brasil: sem previsão
Elenco:
Xavier Dolan como Francis, Niels Schneider como Nicolas, Monia Chokri como Marie, Anne Dorval.