quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ópio


A palavra ópio em grego significa "suco", o qual é obtido realizando-se incisões na cápsula de uma planta quando ainda verde, denominada Papaver Somniferum, mais popularmente conhecida como papoula do Oriente, que é originária da Ásia Menor e cultivada na China, Irã, Índia, Líbano, Iugoslávia, Grécia, Turquia e sudoeste da Ásia. Desta mesma planta, também podem ser extraídas várias outras substâncias com propriedades farmacológicas.

O ópio é produzido à partir deste suco resinoso, que é um látex leitoso e coagulado, que depois de seco, torna-se uma pasta de cor acastanhada, e então é fervida para transformar-se em ópio, que por sua vez tem um cheiro típico e desagradável, manifestando-se potencialmente com o calor, de sabor acre e amargo.

Atualmente, o ópio é ilegal e considerado uma das substâncias mais viciantes que existem, no entanto possui propriedades anestésicas, e por milhares de anos foi utilizado como sedativo e tranquilizante, e também ministrado como remédio para diarréia, gota, diabetes, disenteria, tétano, insanidade e ninfomania.
Do ópio também pode-se obter opiáceos naturais , como a morfina (alcalóide com efeito narcótico), e a codeína, e os opiáceos semi-sintéticos, onde temos como exemplo a heroína. Ainda temos as substâncias totalmente sintéticas, isto é fabricadas em laboratório que denominam-se opióides, que são narcóticos ou hipnoanalgésicos, ou seja, tem efeito analgésico e hipnótico (dão sono), utilizados sob prescrição médica como medicamentos, em casos extremos sem que se tenham outras opções.

De um modo geral. todos os opiáceos e opióides são depressores do SNC (Sistema Nervoso Central), ou seja, diminuem o seu funcionamento, produzindo uma hipnose e uma analgesia, mas, estão diretamente relacionados às doses administradas, pois quando utilizadas em doses maiores que a terapêutica poderão deprimir algumas outras regiões cerebrais, como por exemplo, a freqüência cardíaca, a respiração, pressão sangüínea, etc.

Algumas dessas drogas tem efeito farmacológico, quando administradas corretamente, e sob prescrição médica, como é o caso da codeína, muito eficiente como anti-tussígeno (contra a tosse). No caso de uso de substâncias ilícitas ou sem indicação médica flagra-se o que chama-se de abuso, onde o indivíduo estará sujeito à ações indiscriminadas e imprevisíveis da droga.

No caso do ópio, quando utilizado, na forma de pó, cápsulas, comprimidos, ou chás seus efeitos , durarão aproximadamente de três à quatro horas e dependerão da quantidade de droga utilizada, da freqüência do uso e das condições físicas e psicológicas do usuário, podem ser agudos ou crônicos, porém, de um modo geral são os seguintes:

Físicos:  vômitos, náuseas, ansiedade, tonturas, falta de ar, contração acentuada da pupila dos olhos, paralisia do estômago, prisão de ventre., palidez, perda de peso, membros pesados, queda da pressão arterial, alteração da freqüência cardíaca e respiratória, podendo chegar à cianose(cor azulada da pele), com o uso crônico poderá ocorrer intensificação de alguns sintomas, tais como: má digestão e prisão de ventre crônicas e problemas de visão devido à miose.

Psíquicos:  o uso freqüente do ópio e à longo prazo diminui a atividade cerebral podendo causar: deterioração intelectual, irritabilidade crescente, apatia, mente letárgica, indisposição, declínio dos hábitos sociais, diminuição da capacidade de vigília (provoca o sono), alteram os centros da dor, causam depressão geral do cérebro ocasionando uma perda de contato com a realidade e mente obnubilada (sem rumo).

Overdose: quando ocorre um aumento nas dosagens, os efeitos poderão evoluir para casos de overdose, com sonolência descontrolada, coma e em casos mais graves, a morte por falha respiratória.
A overdose ainda poderá ocorrer por mistura da droga com álcool e barbitúricos.

Tolerância e dependência: a maioria das drogas inicialmente, parecem inofensivas, trazendo falsas sensações de bem-estar, relaxamento e tranqüilidade momentâneas, diminuição da ansiedade cotidiana, mudança de estados psíquicos, agitação e vivência de experiências e visões totalmente ilusórias. Após esse período, e com o uso freqüente, poderá desenvolver-se a tolerância (que é a busca de doses cada vez mais elevadas para um mesmo resultado). com possível dependência física e psíquica (trata-se de necessitar do entorpecente para sentir-se bem ou até mesmo para viver), que varia de acordo com a substância utilizada.
Igualmente à seus derivados, o ópio provoca no organismo, a tolerância e não pode-se prever o ponto em que o indivíduo torna-se grave dependente. Nesse caso, o usuário deixa de sentir o estupor causado pela droga, porém neste estágio já encontra-se totalmente aprisionado, de uma vez que, normalmente não deixa de consumi-la para escapar da inevitável e terrível síndrome de abstinência, que pode iniciar-se dentro de aproximadamente doze horas e estender-se de um à dez dias, incluindo: cólicas musculares e abdominais, lacrimejamento, dores cruéis, insônia, falta de apetite, inquietação, sudorese, arrepios, diarréias, tremores, instabilidade emocional com crises de choro, vômito,náuseas e vertigens. Além disso o o uso da droga não poderá ser descontinuado abruptamente, ficando o usuário neste caso, sujeito a sua morte.

Tratamento:  o ópio e seus derivados são substâncias com grandes possibilidades de causar dependência e mudanças bioquímicas permanentes a nível molecular, ocasionando uma pré-disposição ao uso, que mesmo depois de anos de privação da droga , o ex-dependente poderá retornar ao vício.
De qualquer forma, havendo o desejo de descontinuar o seu uso este deverá ter acompanhamento médico com diminuição progressiva da dose de opiáceo com possível inclusão de medicamentos que auxiliam no abandono da droga.

História:

Os gregos chamaram opion, diminutivo de opós (suco vegetal), ao suco das papoilas, cujo poder hipnótico e euforizante os sumérios já conheciam há seis mil anos e chamavam a papoila planta da alegria. Este nome aparece documentado em latim por Plínio como opium, com o mesmo significado, no século I da nossa era.
Homero descreve na Odisseia os efeitos desta planta muito conhecida na Grécia clássica, ainda que seu uso, curiosamente, não tenha se estendido ao resto da Europa a partir dos gregos, mas sim dos árabes, que recolhiam o ópio no Egito, onde era usado amplamente na medicina, e o levavam para vendê-lo tanto no Oriente como no Ocidente; foram, assim, os primeiros narcotraficantes num tempo em que esta profissão era mais prestigiada mas que, em compensação, rendia menos lucros do que hoje.

Até o século XIX, a venda dessa droga era livre, pois estava cercada de uma aura de substância benéfica que aliviava dores e sofrimentos. Os adversários do filósofo comunista alemão Karl Marx (1818-1883) recordam com frequência que ele era um inimigo da religião com base numa suposta frase da sua autoria na qual afirmava que a religião era o ópio do povo. Na verdade, o fundador do comunismo quis dizer que a religião servia como alívio ilusório ao sofrimento dos pobres, como vemos na citação completa do seu texto: "A religião é o suspiro do oprimido, o coração de um mundo insensível, a alma de situações desalmadas. É o ópio do povo." (Karl Marx, Collected Papers, 1844).

Guerras do Ópio:

As Guerras do Ópio, ou Guerra Anglo-Chinesa foram conflitos armados ocorridos entre a Grã-Bretanha e a China. Com o fim das guerras napoleônicas, as atividades comerciais européias voltaram-se para o Extremo Oriente, traduzindo-se numa pressão constante sobre a China, que mantinha fortes restrições sobre o comércio com o estrangeiro. Cantão era o único porto aberto. Veio a representar o choque entre a China e o Ocidente durante as chamadas Guerras do Ópio.

Em meados do século XIX a Grã-Bretanha era a potência mais desenvolvida do mundo, efetuando a transição para a segunda fase da Revolução Industrial. Para tanto, demandava cada vez mais matérias-primas a baixos preços e mercados consumidores para os seus produtos industrializados.

A Índia e a China, países populosos da Ásia, despertavam grande atenção por parte da burguesia britânica. Só que, ao passo que o mercado indiano se encontrava aberto ao comércio, a China, produtora de seda, porcelana e chá  itens que alcançavam bons preços no mercado europeu, entretanto, os chineses não mostravam interesse nos produtos europeus, o que acarretava escassos lucros ao comércio britânico.

Apenas um produto, em particular, parecia despertar o interesse dos chineses: o ópio, uma substância entorpecente, extraída da papoula que causa dependência química em seus usuários, introduzido fraudulentamente por comerciantes ingleses e norte-americanos. Produzido na Índia, e também em partes do Império Otomano no início do século XIX, os comerciantes britânicos traficavam-no ilegalmente para a China e muitas vezes forçavam os chineses a consumir as drogas provocando dependência, auferindo grandes lucros e aumentando o volume do comércio em geral.

Em 1830, os ingleses haviam obtido a exclusividade das operações comerciais no porto de Cantão. Exportador de seda, chá e porcelana, então em moda no continente europeu, a Inglaterra tinha uma grande dificuldade comercial em relação à China. Para compensar suas perdas economicas, a Grã-Bretanha vendia ópio indiano para o Império do Meio (China). O governo de Pequim resolveu proibir a transação da droga. Isso levou Londres a declarar guerra à China. Pois pretendia conservar este lucrativo comercio (nota: a balança comercial das trocas entre os dois paises era deficitaria a favor da Grã-Bretanha).

Filmes:


Título no Brasil:  Ópio Diário de uma LoucaTítulo Original:  Ópium: Egy elmebeteg nö naplója
País de Origem:  Humgria / Alemanha / EUA
Gênero:  Drama
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento:  2007
Estúdio/Distrib.:  California Filmes
Direção:  János Szász

No inicio do século XX, na Hungria, Josef Brenner, escritor e médico, trabalha em uma clínica psiquiátrica. Durante meses vem sofrendo um bloqueio mental na hora de escrever, é incapaz de escrever uma única linha e por causa disso viciou-se em morfina. Certo dia chega a clínica uma nova paciente, Gizella, de 28 anos, que ao contrário sempre está escrevendo, é fiel à sua agenda e não
deixa de escrever, mas é dominada pela obsessão de que um poder cruel e estranho a possui.


Título: O Ópio Também É Uma Flor
Nome / Título original: The Poppy Is Also a Flower
Ano: 1966
Gênero(s) do filme: Drama, Mistério, Policial
País de Origem: França
Estúdio(s) de cinema: Telsun Foundation Inc.

Na tentativa de conter o comércio de heroína no Irã, um grupo de narcóticos agentes que trabalham para a ONU injetar uma substância radioativa em uma transferência de posse de ópio, na esperança de que ele vai levá-los para o distribuidor principal de heroína na Europa.Ao longo do caminho, eles encontram uma misteriosa mulher fazendo a sua própria investigação da operação de contrabando.Juntos, eles seguem a trilha que leva-los através dos becos e resorts de luxo da Europa.

Título: A Guerra do Ópio
Ano: 1997
Nome / Título original: Yapian zhanzheng
Gênero(s) do filme: Drama, Filme Histórico, Guerra
País de Origem: Japão
Prêmios do filme: 6 vitórias e 3 nomeações
Estúdio(s) de cinema: Emei Film Studio

Drama histórico a partir de 1839 em Guangzhou, onde os comerciantes britânicos lidar com ópio são para ser executada porque o ópio está a destruir o Império.Após a queima de 20 mil caixas de ópio pelos chineses Inglaterra declara guerra, porque o ópio queimadas foi a propriedade do adido comercial britânica que tinha comprado dos comerciantes britânicos.

Título: A Última Casa de Ópio

Nick Tosches é um americano bem-sucedido. Em passagem pelo Rio de Janeiro, este homem, de cerca de 60 anos, está hospedado em um hotel de luxo de Copacabana. Cansado de um mundo carente de aventuras, onde tudo já foi devidamente explorado e empacotado para o consumo, Tosches se encontra em uma busca pessoal por uma última aventura romântica. Sua meta: trilhar o caminho espiritual de alguns de seus heróis. Sua ferramenta: o ópio. O filme foi dirigido por Pedro Rossi, produzido por Isabel Joffily e conta com os atores David Rasche, Branca Messina e Jonathan Azevedo no elenco, tendo também a participação especial da cantora Orieta Castillo e do baterista Jahir Soares, como o personagem "Papa".
Ganhador do prêmio de produção de curtas da Riofilme.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Filme: Ma Femme Est Une Actrice



História de um cara normal (Yvan Attal) casado com uma atriz famosa e atraente (Charlotte Gainsbourg) começa a se preocupar e suspeitar que ela esteja envolvida com seu co-star. Essa preocupação se transforma em ciúmes e causa problemas no relacionamento dos dois. Esse filme é sobre confiança e uma comédia sobre ações entre homens e mulheres.

Elenco: Charlotte Gainsbourg, Yvan Attal, Terrence Stamp, Noémie Lvovsky, Laurent Bateau, Ludivine Sagnier, Lionel Abelanski.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Filme: Sucker Punch


Durante os anos 1960, uma garota de aproximadamente 20 anos é internada em uma instituição mental (Lennox House) por seu perverso padrasto (Gerard Plunkett). Ele então subordina Blue Jones (Oscar Isaac) o dono da instituição a forjar a assinatura de Dr. Vera Gorski (Carla Gugino), para que Babydoll passe por uma lobotomia dentro de cinco dias. Assim ela não informaria as autoridades sobre as verdadeiras circunstâncias que levaram a morte de sua irmã e nem recuperar a fortuna de sua mãe recentemente falecida. Durante esse tempo, a moça começa a imaginar uma realidade alternativa, em que precisa roubar cinco objetos para fugir de um homem desprezível.

Apesar da maior parte da ação de Sucker Punch – Mundo Surreal (Sucker Punch) se passar no interior da mente de uma garota traumatizada, o que vislumbramos lá dentro são elementos muito apelativos ao imaginário masculino. O elenco é formado por belas atrizes que sempre trajam roupas que deixam à mostra pernas, cinturas e decotes. Para completar, as beldades estão sempre em missões cheias de tiroteios e batalhas corporais.

As missões são frutos da imaginação da protagonista Babydoll e contemplam alguns dos gêneros cinematográficos mais apreciados pelos homens: guerra, fantasia medieval e ficção científica. A estrutura do roteiro pode ser entendida como um musical másculo, porque no lugar das cenas de cantoria e dança o que se tem é muita pancadaria.

Por se tratar de uma direção de Zack Snyder, as sequências de ação são um espetáculo visual regado a muitos efeitos visuais e câmera lenta.
Dr. Gorski é a instrutora de dança das meninas e é ela que informa Babydoll que ela iria ser vendida para um cliente chamado "The High Roller" (Jon Hamm). Gorski incentiva Babydoll a fazer uma dança erótica, durante a qual ela entra em uma de suas fantasiasa, sonhando que estava no Japão feudal, conhecendo o Wise Man (Scott Glenn). Depois de explicar a ele que queria sair dali o Wise Man apresenta a ela as armas que ela devia usar para conseguir escapar.

Ele diz a que ela precisa coletar cinco itens para uma fuga: um mapa, o fogo, uma faca, uma chave e um quinto, não revelado que exige "grande sacrifício". Antes de se separando, ele a instrui a "defender", e ela é confrontada por três samurais. A fantasia termina, e ela se encontra de volta ao bordel, sua dança impressionando os espectadores Blue e outros.

Inspirada por sua visão do homem sábio, Babydoll convence suas novas amigas a tentar uma fuga. Planejando utilizar sua dança como uma distração, enquanto as outras meninas obtém as ferramentas necessárias.

O título "Sucker Punch" não é explicado no filme. Zack Snyder disse que há dois sentidos: há um mecanismo no filme que aparece e passa despercebido. É plantada uma semente que volta no final do filme, ele acha que isso é o significado de Sucker Punch. Mas também você, o público, tem uma idéia preconcebida, da protagonista, você olha para Babydoll e acha que ela é inocente e doce, e que ela somente é capaz de uma certa quantidade de coisas. Mas eu acho que é um erro. Assim isso tem algo a ver com o título, também.
 
Sucker Punch é descrita por Snyder em "Alice no País das Maravilhas com metralhadoras". O primeiro filme ganhou atenção em março de 2007. Snyder colocou o projeto de lado para trabalhar em Watchmen primeiro.
 
A música desempenha um papel integral no filme. "Na história, a música é a coisa que os lança para estes mundos de fantasia", explica Snyder. Música passa a ser a espinha dorsal do filme. Eles usaram músicas reais para Sucker Punch que criar modos adequados. Sucker Punch: Original Motion Picture Soundtrack foi lançado em 22 março de 2011 por Watertower Music. O álbum da trilha sonora contém nove faixas, todas covers, remixes e mash-ups (como o site rótulo diz: "descontroladamente versões re-imaginada de canções clássicas") de faixas por Alison Mosshart, Björk, Queen, e performances de estrelas Emily Browning, Carla Gugino e Oscar Isaac.
 














 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Não Conte à Ninguém (Ne le dis à personne / Tell No One)


O pediatra Alex, arrasado desde a morte de sua esposa Margot, selvagemente assassinada a oito anos, ainda nos primeiros dias de seu matrimônio, recebe um e-mail anônimo revelando o rosto de Margot… estará ela viva? Porque ela pede ao seu marido que não conte a ninguém? São muitas questões que Alex não terá tempo de investigar. Ele não terá tempo para erguer a tampa dessa Caixa de Pandora antes que a polícia reabra o caso. Após oito anos do assassinato de sua esposa os policiais estão, ainda, convencidos de que Alex é o verdadeiro culpado pela morte de Margot.

Eu gosto muito do Cinema Francês. E esse filme veio somar a esse gostar. Ele dosa na medida certa Suspense e Drama na vida de um Pediatra. A mim, me deixou ligada o tempo todo. A estória é longa? É sim, mas nem um pouco cansativa. Assim, eu poderia apenas dizer:

Até onde você iria por amor a uma pessoa? Ou mesmo a algo. Colocaria pesos diferentes em relação à proximidade delas? Tipo: Filhos sendo mais importantes do que um cônjuge, por exemplo. Quem ama mata? Mata para defender a pessoa amada? Mata para encobrir os erros desse ente querido? Um crime para encobrir um outro crime, que atenuantes daria? Algo que começou errado teria como dar certo depois? Ou teria que tentar apagar aquilo da mente? O que estaria em jogo, o perdão a esse que errou, ou vê que aquilo realmente não importa a si próprio?

Mas que teria de fato motivado o personagem principal a tentar descobrir o que aconteceu?

Num resumo: Alex (François Cluzet) ainda não se refez de todo do assassinato de sua esposa Margot (Marie-Josée Croze). Nem poderia, devido a brutalidade do crime. Passados oito anos, o caso é reaberto. De vítima – já que também fora agredido -, Alex torna-se o principal suspeito. Paralelo a isso ele recebe um email cujo título é o do filme: Não Conte a Ninguém. O que ele vê, o faz acreditar que sua esposa está viva.

Alex então foge do cerco policial para tentar descobrir o paradeiro da esposa. Contando com a principal ajuda de um traficante de drogas, cujo filho ele socorreu, e devido ao diagnosticar corretamente, livrou esse pai de ser preso por acharem que espancara o filho. Numa dívida de gratidão, leva Alex ao até então suspeito do crime.
Eu sempre achei que mentir é muito complicado. Dizer a verdade é muito mais simples. Até porque para manter essa mentira, se faz necessário contar com que outros mintam também. Ou, que omitam o que sabem para não levar o envolvido a sofrer ainda mais.

“Não Conte à Ninguém” é um ótimo filme. Um Suspense de nos manter atentos. Além da Fotografia, a Trilha Sonora é um coadjuvante importante. Como exemplo: “With Or Without You”, de U2. 






quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ana Bolena




Ana Bolena (Anne Boleyn) foi a segunda esposa deHenrique VIII da Inglaterra, mãe da rainha Isabel I da Inglaterra, bem como marquesa de Pembroke. Seu casamento com Henrique VIII foi polêmico, do ponto de vista político e religioso e resultou na criação da Igreja Anglicana. A ascensão e queda de Ana Bolena, considerada a mais controversa rainha consorte da Inglaterra, inspiraram inúmeras biografias e obras ficcionais.
Era filha de Sir Tomás Bolena e Lady Elizabeth Howard e, portanto, mais aristocrática que Joana Seymour e Catarina de Aragão, duas das esposas de Henrique VIII.

Ela foi educada na França, principalmente como dama de companhia da  Cláudia de França, esposa de Francisco I. Voltou para a Inglaterra em 1522. Dois anos mais tarde, apaixonou-se por Henrique VIII. A princípio, Ana resistiu às tentativas do rei em seduzi-la e torná-la sua amante, como sua irmã, Maria Bolena havia sido. Henrique VIII anulou seu casamento com Catarina de Aragão para que pudesse se casar com Ana Bolena.

Quando tornou-se claro que o Papa Clemente VII não aprovaria o divórcio de Henrique VIII e Catarina de Aragão e, posteriormente, o casamento deste com Ana Bolena, iniciou-se a ruptura religiosa entre a Inglaterra e a Igreja Católica Romana, resultando na criação da Igreja Anglicana.

O arcebispo de York, Thomas Wolsey foi destituído de seu posto em 1529 por não ter sido bem sucedido em sua tentativa de conseguir o divórcio e anulação do casamento do rei Henrique VIII com Catarina de Aragão. Seu casamento com Henrique VIII ocorreu em 25 de janeiro de 1533, entretanto, demorou quatro meses para ser contemplado. Em 23 de maio daquele ano, foi anulado o casamento de Henrique VIII e Catarina de Aragão, sendo que cinco dias depois, seu casamento com o rei Henrique VIII foi validado. Pouco tempo depois, Henrique VIII e o arcebispo foram excomungados da Igreja Católica pelo Papa Clemente VII.

Rainha da Inglaterra nascida talvez em Wiltshire, popularmente chamada Ana dos mil dias, por causa de seu breve reinado. A nova rainha, no entanto, não pôde satisfazer o maior desejo do rei: ter um herdeiro varão para a coroa. No mesmo ano deu à luz uma menina, a futura Isabel I, o que frustou o rei e o fez perder o interesse pela esposa. Por outro lado, ela tornava-se cada vez mais impopular na corte e, sob a acusação de vários adultérios e de incesto com seu próprio irmão, foi encarcerada na torre de Londres em 2 de maio e decapitada em 19 de maio, com menos de trinta anos de idade. Viúvo e, conseqüentemente livre, Henrique VIII casou-se 11 dias depois com Jane Seymour.

Isabel foi, tal como Maria Tudor, declarada bastarda, e no mesmo mês o rei casou com Jane Seymour, após a anulação do casamento com Ana Bolena. Conhecem-se alguns retratos seus, sendo dois dos mais célebres os efetuados por Hans Holbein. Parece ter sido grande a sua beleza, apesar de constar que tinha seis dedos numa mão. Era também inteligente e dotada para a música, para a dança e para declamar, o que justifica a paixão inspirada ao rei. A história trágica desta rainha deu origem à ópera Anna Bolena, da autoria do compositor Donizetti.

 
O começo:

Ana Bolena era filha de Sir Tomás Bolena, Conde de Wiltshire e de Isabel Howard, filha do Duque de Norfolk. Tomás Bolena era um lingüista respeitado e um dos diplomatas favoritos do rei Henrique VII, tendo sido enviado em várias missões diplomáticas no exterior. É impossível determinar a data de nascimento de Ana, pois não é registrado em registros paroquiais e os dados contemporâneos são contraditórios. Acredita-se que tenha nascido entre 1501 e 1507. Um historiador italiano, argumentou em 1600 que ela nasceu em 1499, enquanto que William Roper, filho de Thomas More disse que ela nasceu em 1512. Também não está claro quando seus dois irmãos nasceram, mas parece que sua irmã, Maria Bolena, era mais velha. Os filhos de Maria Bolena asseguraram que sua mãe havia sido a irmã mais velha. Seu irmão George nasceu em aproximadamente 1504. Quando criança, era chamada Anne de Nan por membros de sua família.

Ana foi educada nos Países Baixos, na corte de Margarida, Arquiduquesa da Áustria. Por volta de 1514, viajou para a corte francesa onde se tornou numa das aias da rainha Cláudia de Valois, onde aprendeu a falar francês e se familiarizou com a cultura e etiqueta deste país. Esta experiência haveria de se mostrar decisiva na formação da sua personalidade.

Em janeiro de 1522, Ana Bolena regressou à Inglaterra por ordens do pai e entrou ao serviço de Catarina de Aragão, a consorte do rei Henrique VIII de quem a sua irmãMaria Bolena, era então a amante "oficial". Neste período, Ana desenvolveu uma relação com Henry Percy, o filho do Conde de Northumberland, e os dois chegaram a estar secretamente noivos. O casamento foi impedido pelo pai de Percy por razões incertas e Ana foi afastada da corte. Em meados de 1525, estava de regresso e no ano seguinte, substituiu a sua irmã mais nova nas atenções do rei. A princípio, Ana seduziu-o, estimulou todos os avanços de Henrique VIII, mas não aceitava ser sua amante, queria o trono da Inglaterra. O fato de Maria Bolena ter dado ao Rei uma filha e um filho despertou nele a intenção de casar-se novamente para produzir um herdeiro legítimo, já que Catarina de Aragão não parecia ser capaz de produzir um herdeiro varão para a casa de Tudor.

O poder de Ana aumentou de forma excepcional. Tornou-se influente na diplomacia inglesa ao estabelecer uma relação de amizade com Monsieur de la Pommeraye, embaixador francês. O diplomata John Barlow espiava no Vaticano às suas ordens. Em 1532, Henrique VIII tornou-a Marquesa de Pembroke, fazendo-a a primeira mulher a receber um título nobiliárquico de seu pleno direito. A sua família foi também beneficiada: o pai recebeu o Condado de Ormonde e o irmão, George Bolena, tornou-se Visconde Rochford. Ana não era no entanto uma personagem popular. Em 1531 os apoiantes da rainha Catarina organizaram uma manifestação contra Ana Bolena que reuniu oito mil mulheres nas ruas de Londres.

Finalmente, em 1532, em Calais, Henrique VIII e Ana Bolena tornaram-se amantes. A 25 de janeiro de 1533, antes do anúncio oficial da dissolução unilateral do casamento com Catarina de Aragão, Henrique casou-se secretamente com Ana, no Palácio de Whitehall. Esta pressa pode ter estado relacionada com uma gravidez de Ana e a necessidade de Henrique VIII em não deixar sombra de dúvidas quanto à legitimidade de um herdeiro. Em 23 de Maio de 1533, Cranmer, presente num tribunal especial convocado pelo Priorado de Dunstable para se pronunciar sobre a validade do casamento do rei com Catarina de Aragão, declarou esse casamento como nulo e sem efeito. Cinco dias depois, em 28 de Maio de 1533, o Bispo Cranmer declarou o casamento de Henrique e Ana como válido.

Catarina perdeu o seu título e, consequentemente, a 1 de junho, Ana foi coroada Rainha de Inglaterra numa cerimónia magnífica na Abadia de Westminster, precedida de um sumptuoso banquete. Em resposta, o povo londrino mostrou o seu desagrado, comparecendo poucas pessoas. Henrique VIII foi excomungado pelo Papa Clemente VII por esta afronta ao direito canónico, declarando que à luz do mesmo, o seu casamento com Catarina de Aragão continuava válido. Em 7 de setembro de 1533, Ana deu à luz uma menina, a futura Isabel I de Inglaterra.

Há uma curiosidade que permite avaliar a personalidade forte e marcante de Ana Bolena e segundo fontes históricas aconteceu por ocasião de sua execução. Alguns, inclusive, dizem ter sido um último recurso da rainha para retardar a consumação da execução, ainda esperançosa de um perdão real por parte de Henrique VIII, perdão este que estaria sendo defendido pela sua irmã, Maria. Quando informada da sua iminente execução, Ana Bolena fez chegar a Henrique VIII uma exigência - não aceitaria ser morta por um carrasco inglês, que utilizava o machado para a decapitação. Exigia a "importação" de um carrasco francês, pois estes usavam a espada. Para justificar a sua exigência, teria dito "uma Rainha da Inglaterra não curva a cabeça para ninguém e em nenhuma situação", pois as execuções com a espada eram feitas com a vítima ajoelhada, mas com a cabeça erguida.

Na manhã de sexta-feira, 19 de maio, Ana Bolena foi executada, não na Torre Verde, mas sim num andaime erigido sobre o lado norte da Torre Branca, em frente do que é hoje as Casernas de Waterloo. Ela usava um saiote vermelho sob um avulso, um vestido de tordilha de damasco aparado na pele e um manto de arminho. Acompanhada por duas assistentes do sexo feminino, Ana fez seu último passeio da Casa da Rainha à Torre Verde e ela olhou "como se ela não fosse morrer". Ana subiu o cadafalso e fez um breve discurso para a multidão:
"Bom povo cristão, vim aqui para morrer, de acordo com a lei, e pela lei fui julgada para morrer, e por isso não vou falar nada contra ela. Não vim aqui para acusar ninguém, nem para falar de algo de que sou acusada e condenada a morrer, mas rezo a Deus para que salve o rei e que ele tenha um longo reinado sobre vós, pois nunca um príncipe tão misericordioso esteve lá: e para mim ele será sempre um bom, gentil e soberano Senhor. E se qualquer pessoa ponha isso em causa, obrigá-la-ei a julgar os melhores. E assim deixo o mundo e todos vós, e sinceramente desejo que todos rezem por mim. Ó Senhor, tem misericórdia de mim, eu louvo a Deus a minha alma".

Ana obteve o que requisitava, mostrando que até nos seus últimos momentos, ainda era capaz de impressionar o rei. Ela foi decapitada por um carrasco francês, tal como pedira. Henrique não providenciou um sepulcro para Ana, e assim o seu corpo e a cabeça foram enterrados num túmulo desmarcado na Capela Real de São Pedro as Vincula. O seu esqueleto foi identificado durante a renovação da capela, no reinado da Rainha Vitória e o local de repouso de Ana está marcado no chão em mármoreEnquanto rainha, Ana Bolena procurou introduzir muitos aspectos da cultura francesa na corte de Inglaterra. Continuou influente junto do rei e diz-se que foi por sua indicação que a maioria dos bispos da nova Igreja Anglicana conseguiram o seu posto.

Henrique VIII parecia satisfeito com ela em tudo, menos na falta de um herdeiro. As gestações subsequentes acabaram em abortos espontâneos e no nascimento de nati-mortos, o que resultou no desapontamento do rei. Em Janeiro de 1536, Catarina de Aragão morreu de doença prolongada, provavelmente cancro, e Ana teve o mau gosto de celebrar o evento vestida de amarelo quando o resto da corte, incluindo Henrique VIII, se encontrava de luto pela Princesa de Gales. A partir de então Henrique VIII começou a afastar-se da mulher, que consequentemente se tornou vulnerável a intrigas. A gota d'água terá sido a subida de Joana Seymour, aia de Ana Bolena, ao estatuto de amante.

Em 2 de maio de 1536, após cerca de 1000 dias como rainha consorte da Inglaterra, Ana foi presa na Torre de Londres, acusada, juntamente com o seu irmão Jorge, de adultério, incesto e alta traição. Além de, no desespero para gerar um herdeiro ao trono, ser acusada de ter tido relações sexuais com seu irmão Jorge Bolena, dando à luz um 'monstro'. Cinco homens, incluindo o seu irmão, foram também presos e interrogados sob tortura. Baseado nas confissões resultantes, o Parlamento condenou Ana Bolena por traição a  15 de maio. O casamento com Henrique VIII foi anulado dois dias depois, por razões desconhecidas, uma vez que os registos foram destruídos.

Ana Bolena tem inspirado ou sido mencionada em numerosas obras artísticas e culturais, desde meios de comunicação, obras de arte, representações na cultura popular, cinema e ficção.
A história trágica de Ana Bolena tem inspirado muitas obras de ficção e biográficas. Há também inúmeras lendas e teorias em torno da sua vida, nomeadamente a sugestão de que Ana teria seis dedos numa das mãos, embora essas sugestões tenham sido dadas por Nicholas Sander, que foi totalmente contra a Inglaterra Anglicana e de Isabel (filha de Ana Bolena). Além disso, há uma lenda popular, de que seu espírito ronda pela Torre de Londres.

Livros:

Diário Secreto de Ana Bolena
Herança de Ana Bolena - Philippa Gregory
Assassinato Real - Jean Plaidy
Filmes:

A outra (2008)

Henry VIII - filme feito pra tv de 2003

The Other Boleyn Girl - mais uma adaptação televisiva da personagem, inspirada desta vez no best seller de Phillipa Gregory.

Ana dos mil dias - considerada pela crítica a melhor adaptação cinematográfica da história entre Ana Bolena e Henry VIII, esse filme de 69 concorreu à 10 Oscars (incluindo melhor filme) levando a estatueta de melhor figurino.

The Private Life of Henry VIII (1933) - Alexander Korda

Anna Boleyn (1920) - Ernst Lubitsch

The Tudors - série