segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pop-Up: Yelle



Yelle (um acrônimo feminino de"you enjoy life") é uma cantora francesa da cidade de Saint-Brieuc, na Bretanha. Ela chegou a fama através do MySpace, quando colocou online uma música chamada "Short Dick Cuizi", segundo afirma Cuizinier, um membro parisiense do grupo de hip hop TTC.

Com o produtor e grande amigo GrandMarnier, Yelle gravou um álbum com o título "Pop-up", e depois seu single "Je Veux Te Voir" (uma versão finalizada de "Short Dick Cuizi"). O som, que tem samples de base '20 Fingers', como o hit Short Dick Man, recebeu grande apoio pela MTV.

 Ela também foi caracterizada pela música "Parle à ma main" juntamente com Fatal Bazooka, em 2007. Em Outubro de 2007, abriu o show para Mika durante sua turnê pela Europa. Em Fevereiro de 2008 apresentou a faixa "A cause des Garçons" no Terceiro show BBC "Lily Allen and Friends". Foi a sua primeira aparição na televisão britânica. Ela é a 'Artista da Semana' da MTV na semana de 24 a 30 de Março de 2008, tendo aparições durante os comerciais.

Faixas:

1.      Ce Jeu
2.       A Cause des Garçons
3.       Dans Ta Vraie Vie
4.       Tristesse/Joie
5.       Mal Poli
6.       Les Femmes
7.       Tu Es Beau
8.       Je Veux Te Voir
9.       Amour du Sol
10.   Mon Meilleur Ami
11.   85ª
12.   Jogging
13.   A Cause des Garçons [Tepr Remix]


















Livro: The Girl with the Dragon Tattoo - Stieg Larsson


Stieg Larsson foi um jornalista e escritor sueco.Em 2004, aos cinquenta anos, pouco após entregar aos seus editores os manuscritos da Triologia Millennium, morreu vítima de um ataque cardíaco. Tragicamente, não viveu para assistir ao fenômeno mundial em que a sua obra se tornou.

Em 2008, ele foi o segundo autor mais vendido no mundo.

Stieg Larsson foi um dos mais influentes jornalistas e ativistas políticos suecos. Trabalhou na destacada agência de notícias TT. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações neofacistas e racistas. É co-autor de Extremhogern, livro sobre a extrema direita em seu país.

Larsson estava enjoado com a violência sexual, e até testemunhou um estupro coletivo de uma menina quando tinha apenas 15 anos. Ele nunca se perdoou por ter falhado em ajudar a garota que tinha o nome de Lisbeth, como a heroína dos seus livros, foi ela que inspirou o tema de violência sexual contra as mulheres em seu livro.  
Por causa de sua atuação na luta pelos direitos humanos, recebeu várias ameaças de morte.

Trilogia Millennium:
Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas, “Os homens que não amavam as mulheres” traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca.
Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas — passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada — o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada.

Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium.

Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mas as inquirições de Mikael não são bem-vindas pela família Vanger.

Muitos querem vê-lo pelas costas. Ou mesmo morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados — de preferência, os mais sórdidos —, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois… até um momento presente, desconfortavelmente presente.

Filme:

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Livro: Hell Paris 75016 - Lolita Pille

                 

Lolita Pille é uma escritora francesa.Lançou seu primeiro livro, intitulado Hell (título original Hell Paris 75016) em 2003 e rapidamente se tornou um fenômeno de vendas na França. Em seguida Hell foi traduzido para diversas línguas e se tornou um best seller no mundo todo.

O livro é uma crítica ao estilo de vida de jovens parisienses ricos que preenchem seu tempo usando drogas, indo a boates e fazendo compras em lojas de grife. Segundo a própria autora o livro é baseado no seu dia a dia, embora não seja auto-biográfico.

Esta obra, best-seller na França, faz um relato cínico da juventude parisiense do terceiro milênio. O livro é um misto de romance e relato confessional. A autora Lolita Pille é jovem, rica, usa drogas, gasta fortunas em roupas e causou muita polêmica ao lançá-lo. A protagonista é um alter ego da autora, despreza os que não pertencem ao meio e faz sexo como quem troca de roupa.

Hell é uma adolescente de 18 anos que faz compras nas lojas mais caras do mundo, passa as noites nos espaços V.I.P. das boates da moda e mora no 16ème, bairro chique de Paris que faz fronteira com a avenida Champs-Élysées.

Foi escrito em seis meses e que vendeu 25 mil exemplares no mês do lançamento, na França, Lolita é uma jovem de classe média alta, filha de um arquiteto e uma contadora.
Hell cresceu em berço de ouro e, como a maioria de suas amigas, parou de estudar antes de começar a faculdade porque, de qualquer jeito, já tinha tudo mesmo e não precisaria construir mais nada. ‘‘Eu sou uma putinha. Daquelas mais insuportáveis, da pior espécie; uma sacana do 16ème, o melhor bairro de Paris, e me visto melhor que sua mulher, ou sua mãe’’, avisa, no primeiro parágrafo do livro.

‘‘…meu credo: seja bela e consumista’’, continua mais adiante, para em seguida definir: ‘‘Sou francesa e parisiense e estou me lixando para o resto; pertenço a uma única comunidade, a mui cosmopolita e controvertida tribo Gucci Prada — a grife é meu distintivo’’.

Conhecedora profunda dos modos e vícios da juventude dourada da capital francesa, Lolita se deu conta da futilidade de sua própria vida horas depois de um aborto, em frente à butique Baby Dior, quando experimentou a sensação de ‘‘ter recebido um soco no meio dos olhos’’. Achava que aquele dia ia ser apenas normal, marcado por mais uma experiência em sua vida entediante. O episódio é descrito como um lampejo de lucidez na vida da personagem, também apontado pela autora como um dos elementos nada ficcionais do texto.

Embalada a prozac, ecstasy, bebida e cocaína, a juventude descrita pela autora existe e faz parte, segundo ela, de uma geração e não apenas de um meio social. Em sua primeira experiência literária, Lolita, que escreveu o livro quando tinha 18 anos (agora tem 21), admite ser autobiográfica. Como Hell, ela não se levanta antes das 16h, freqüenta bares todos os dias e nunca dorme antes das 7h da manhã. ‘‘Mas sou de classe média. Não vivi num mundo de dinheiro como descrevi em Hell. Descrevo muitos amigos, o meio que freqüentei, mas sou alguém bastante comum. Sou mais uma observadora’’, garante. Mesmo assim, foi banida das boates e círculos de amigos aos quais faz referência no livro.

Hell foi sucesso de vendas e chegou à editora Grasset — uma das mais importantes do mercado editorial francês — pelas mãos de Frédéric Beigbeder, autor de 99F, romance pelo qual Lolita tem especial apreço. A jovem autora, hoje com 21 anos, mandou o texto para Beigbeder, que gostou e o encaminhou à editora. No último dia 24 de fevereiro, Lolita terminou de escrever a adaptação de Hell para o cinema, a pedido do cineasta Bruno Chiche.

Em 2005, Lolita Pille lançou seu segundo livro, Bubble Gum. Este conta a história de uma aspirante a modelo/ atriz que faz de tudo para alcançar a fama mas acaba sendo envolvida por pessoas ainda mais ardilosas que ela mesma.

Esse romance combina dois temas clássicos da literatura: o da incoerência ultrajada e o do pacto faustiniano com o mal.

Manon, 21 anos, entrega sua alma - e também seu corpo - a Derek, em troca do brilho enganoso dos refletores. Mas, como em seu romance de estréia, Lolita Pille constrói uma narrativa mais complexa do que parece, avessa a clichês e permeada por uma crítica sutil aos valores da sociedade contemporânea.

A relação com o pai e a negação das origens - tudo o que Manon quer é se desligar do passado - permeiam os conflitos vividos pela protagonista. Quando a existência tem a profundidade de um pires, até as angústias são pré-fabricadas. Não é a toa que volta e meia Derek esbarra num contra-regra, como se a vida fosse um filme.

Entrevista:

Você ficou surpresa que uma grande editora publicasse seu texto, afinal, o romance de uma estreante muito jovem?

LOLITA PILLE — Não. De qualquer forma, a edição não é uma edição do início do século. É mais relaxada. Acho que os critérios para edição dos manuscritos nas editoras mudaram há algum tempo. Hoje é menos complicado para um jovem autor publicar seu primeiro romance que há um século.
Isso é uma crítica à qualidade do texto?

LOLITA — Não estou criticando o texto. Mas é um texto que escrevi em pouco tempo e hoje tenho um olhar mais objetivo do que quando saiu. Não é um texto de grande qualidade literária. Tenho uma medida para avaliar o que escrevo e os autores que admiro são de outro nível.

Você está terminando o segundo romance. Em relação ao primeiro, que avaliação você faz da qualidade literária de Buble Gum?

LOLITA — Acho que fiz alguns progressos, depois de tanto trabalhar. Não é que eu seja alguém que passe muito tempo tentando aprimorar minha escrita, mas escrevendo progredi um pouco. Estou suficientemente contente. É um texto sobre o desejo doentio de celebridade que as pessoas têm. E sobre o caráter vão desse objetivo um tanto disseminado nos tempos de hoje e que acaba conduzindo a impasses. Nem sempre é o que esperamos.

O que a levou a escrever Hell?

LOLITA — Eu sempre escrevi, sempre recorri à escrita quando tinha impressões que ficavam martelando e precisava expressar. Eu saía muito em boate, à noite, e senti necessidade de contar uma história passando pela narrativa com a explicação do que vivia naquele momento.

O livro tem um tom confessional?

LOLITA — Não tanto. Tem pensamentos que são os meus, um certo olhar crítico, que é o meu. No que concerne à personagem, a morte do namorado e os personagens secundários são totalmente inventados. São bastante realistas, mas são personagens de ficção. De qualquer forma, você tem razão em certo ponto. Dizem que o primeiro romance gira sempre em torno da autoficção, quase autobiografia. Na verdade, é uma mistura sutil e inexplicável entre experiências pessoais, um certo tom de confissão e de exorcismo, e também um trabalho de criação. Tudo isso misturado resulta no romance.

O primeiro parágrafo do livro é bastante duro e evoca a futilidade e o vazio da vida da personagem. Você teve a intenção de chocar?

LOLITA — Não. Me perguntaram muito isso, mas não tive a intenção de chocar. Também não escrevi Hell com a intenção de publicar. Quando comecei a escrever, o livro funcionava como uma espécie de autoterapia. A mensagem que passo é a mensagem que passo a mim mesma. Então não tem realmente uma mensagem. Não queria chocar. O que tem de chocante? Estamos no século 21 e faz tempo que queimamos os sutiãs. E que as pessoas têm relações sexuais fora do casamento e que a droga está democratizada. Falo de coisas que existem. Isso não é chocante.

Você pensou que seria um livro que faria sucesso de massa?

LOLITA — Não. Quando comecei, não sabia que estava começando um romance. O texto se escreveu mais ou menos sozinho. Comecei contanto uma noitada atroz que havia vivido na véspera e que realmente se passou muito mal. Minha maneira de gerenciar isso e acertar as contas com meu problema era colocá-lo no papel. Foi o que fiz. Um pouco mais tarde contei sobre um jantar, algumas impressões sobre as boates. No final de 30 páginas, que não seguiam ordem cronológica, tinha um embrião de texto, com um personagem. Aconteceu que primeiro contei essa história a mim mesma. E depois, com dois terços do texto, percebi que tinha nas mãos um romance e que efetivamente essa juventude dourada que tive a chance ou o azar de conhecer muito bem tinha certo interesse, e que o texto tinha qualidade suficiente para ser publicado.

É também um texto sobre o tédio, não?

LOLITA — Sim. Sobre a parte das boates, a droga, o dinheiro, tem uma filigrana, os temas que me tocam muito mais e que, a meu ver, aparecerão cada vez mais nos livros que pretendo escrever. Esses temas são efetivamente o tédio, o vazio, a lucidez, um olhar que prefere não encarar o mundo de frente.

Sua vida mudou depois do livro?

LOLITA — Minha vida não mudou. Mas essa coisa de boate permanentemente, esse ambiente descrito no livro, efetivamente, mudou. Parei de estudar depois do Bac (vestibular). Quando você é novo, onde encontra amigos e constrói suas relações? Geralmente é na escola. E depois no trabalho, nas férias entre amigos de amigos. Mas eu fiquei fechada nesse meio, nesse gueto de boates e jovens ricos, não conhecia outro meio. Depois do livro tive de, um lado, me confrontar com a crítica e pessoas que não faziam parte desse meio, o que me ajudou a refletir. Mas minha vida não mudou muito. Radicalmente, 90% da minha vida é ler, ver filmes e escrever. O que mudou são as drogas e os bares onde vou. O resto, essencialmente, não. Tudo que faço é escrever e beber.

Quanto tempo a escrita ocupa em sua vida?

LOLITA — Não sou muito ordenada e organizada. Tenho insônia. E como não tenho trabalho diário, não preciso ir a um escritório ou uma sala de aula, me levanto no meio da tarde, vou tomar um drinque, vou às as butiques. Não tenho muito estímulo para levantar cedo de manhã e sempre volto muito tarde. Escrevo quando volto, normalmente umas 4h da manhã, sempre tarde. Na maioria das vezes já estou um pouco grogue. É uma rotina muito particular. Mas quando estou particularmente envolvida por um capítulo ou monólogo que me prende posso escrever durante muito tempo, varar a noite ou levantar às 10h. É muito irregular e sem nenhuma disciplina.

Seu livro é destinado a quem? Jovens, adultos?

LOLITA — É muito egoísta, mas é destinado a mim. Escrevi para mim mesma. Mas é claro que o livro agrada muito aos jovens, que se identificam e identificam o meio, mesmo jovens que não pertencem a esse meio. É a razão pela qual acho que o livro é mais geracional que social. Ele fala mais do mal-estar de uma geração que de um mal-estar de um meio social. Só que os jovens que têm muito dinheiro resolvem isso através de um consumismo exorbitante. Mas é o mesmo mal-estar para todos. E se você ver gente como os cineastas Gus van Sant, Larry Clark e outros americanos, vai ver que não somos os únicos. As mulheres e as mães de família também gostam do livro.

Você gosta da vida que passou a levar depois do livro?

LOLITA — Nunca fui muito alegre. Mas não tenho nenhuma contrariedade — fora a de dinheiro. Meus pais pararam de me contrariar há tempos, não tenho patrão, não tenho horário. Passo meu tempo a me distrair, a ler, beber e escrever. Então, sim, eu gosto

Trecho do livro:

Capítulo 1Eu sou o símbolo manifesto da persistência do esquema marxista, a encarnação dos privilégios, sou os eflúvios inebriantes do Capitalismo.

Como digna herdeira de gerações de mulheres da sociedade, eu passo mais tempo na boa vida cobrindo de esmalte as minhas unhas, folgada tomando banho de sol, ou com a bunda sentada numa poltrona com a cabeça entregue às mãos de Alexandre Zouari, ou olhando vitrines na rue du Faubourg-Saint-Honoré, enquanto vocês passam o tempo todo trabalhando para pagar as porcariazinhas de que precisam.

Eu sou o mais puro produto da geração Think Pink, meu credo: seja bela e consumista.

Mergulhada na loucura policefálica das tentações ostentatórias, eu sou a musa da deusa Aparência, no altar da qual eu imolo alegremente todo mês o equivalente ao que você recebe como salário.
Um dia, eu vou detonar o meu visual.

Eu sou francesa e parisiense e estou me lixando pro resto, eu pertenço a uma única comunidade, a mui cosmopolita e controversa tribo Gucci Prada - a grife é meu distintivo.

Sou um pouquinho caricatural. Confessa que você me acha uma completa babacona com meu visual Gucci, o sorriso branco de louça de banheiro e os cílios de borboleta.

Mas é engano seu me subestimar, estas são armas ameaçadoras, é graças a elas que eu vou descolar mais tarde um marido que seja pelo menos tão rico quanto papai, condição sine qua non da razão desta minha existência tão deliciosa e exclusivamente fútil.

Filme:

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