segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Os Três Mosqueteiros (2011)


Com o claro objetivo de divertir, a versão moderna para a história dos famosos mosqueteiros chega aos cinemas sem apego à trama original de Alexandre Dumas, lançada em 1844.

Desta vez, Porthos (Ray Stevenson), Athos (Luke Evans) e Aramis (Matthew Macfadyen) veem o jovem D'Artagnan (Logan Lerman) como protagonista na tentativa de reunir seus três amigos. Só assim é possível impedir os planos maquiavélicos de uma dupla que pretende assumir o trono francês.

Obviamente, ele consegue reunir a turma que precisa proteger o trono e o patrimônio real. Enquanto as lutas não estão presentes, o diretor aposta no humor para tentar cativar o público.

O grande trunfo dos mosqueteiros está na fotografia do filme e na beleza visual das cenas, que fazem a versão 3D desnecessária.

No final da história, o público não terá dificuldade em perceber a receita feita para render uma nova trilogia, resta saber se as bilheterias funcionarão como fermento para que mais duas partes sejam produzidas.

Na teoria, "Os Três Mosqueteiros" tem elenco de respeito. Mas a prática mostra apenas um bom conjunto, sem grandes atuações, daquelas que ficarão na memória por muito tempo.

Christoph Waltz como o Cardeal de Richelieu ou a aventureira Milla Jovovich garantem algumas risadas, assim como Orlando Bloom e seu caricato duque de Buckingham. Ray Stevenson, Luke Evans e Matthew Macfadyen não empolgam, ao contrário de Logan Lerman, que deve animar o público mais jovem com seu inquieto D'Artagnan.

Poesia e romance, típico das histórias medievais, também estão longe da nova versão de "Os Três Mosqueteiros". Influência do diretor Paul W. S. Anderson, que não surpreende ao manter a linha "aventura acima de tudo". Basta conhecer os dois trabalhos mais famosos do diretor ("Alien versus Predador" e "Resident Evil 4") para se ter uma ideia da velocidade do ritmo deste novo filme.

A ação tem, basicamente, três tempos. Começa alucinante, da uma freada para tentar explicar o que acontece aos desavisados e dá a acelerada final que não chega a ser tão intensa como o começo do filme, mas não deixa de agradar quem gosta de aventura.









Um comentário:

Anônimo disse...

o nome da namorada dele?

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