quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ballet de Repertório: Raymonda



Balé de três atos, estréia em 1898, música de Alexander Glazunov e coreografia de Marius Petipa. Os bailarinos de estréia foram Pavel Gerdt (como Abderakhman), Pierina Legnani (como Raymonda) e Segei Legat (como Jean de Brienne).


'Raymonda' surgiu a partir da idéia de misturar a cultura medieval com o exotismo oriental, após sucessos como 'O Lago dos Cisnes' e “La Bayadére’. Assim pensaram em ambientar o bailado durante as Cruzadas, onde uma mulher fosse amada por dois homens e o choque de culturas pudesse ser explorada ao máximo.

A partir destes itens o libreto de ‘Raymonda’ foi escrito por Lydia Pashkova, que não foi muito bem aceito por Vsevolojski, diretor do Teatro Imperial, que o reescreveu junto com Marius Petipa”. Havia grandes incoerências históricas, que mesmo com pequena correção ainda apresentam deficiências.

O Cavaleiro Jean de Brienne só aparece no final conflito dramático, ou seja, já no final do II ato. O mesmo acontece com seu rival, o sarraceno Abderakhman, que só entra em cena como personagem real no II ato, e em todas as suas entradas, fascinado por Raymonda, tenta conquistá-la, mesmo que à força. Assim os personagens acabam por se tornar um pouco exangues.

A própria Raymonda não apresenta qualquer profundidade dramática. Petipa queria que o II ato se passasse em Córdoba ou Granada. Em suas notas encontramos: O sarraceno decide raptar Raymonda e levá-la consigo para a Espanha. Foi prevendo isto que compôs a 'suíte oriental'do II ato. A protagonista deveria inclusive participar dela, envergando trajes mouros.

Petipa desejava ainda acrescentar uma quarta personagem, a bela Galiana, que seria a sedutora antagonista da prisioneira provençal. Petipa teve porém que renunciar aos seus projetos e adequar-se ao enredo mais convencional de Lydia Pashkova e de Ivan Alexandrovich Vsevolojski.

A Condessa exibe uma estátua da Dama Branca, sua antepassada que castiga os infiéis às tradições da família.
O cavaleiro Jean de Brienne vem despedir-se de sua noiva, Raymonda. Ele está de partida para uma cruzada chefiada pelo Rei Andrei II, da Hungria.

Durante a noite, surge diante de Raymonda o fantasma da Dama Branca, que a leva para o Reino Mágico da Fantasia, onde Jean a espera. Eles dançam, felizes. De repente, Jean desaparece e surge em seu lugar, um desconhecido Cavaleiro Oriental, que faz uma apaixonada declaração de amor à Raymonda.

Assustada, ela desmaia e só acorda quando o dia amanhece. Raymonda pensa que estas visões foram uma premonição de seu destino. Mais tarde, no Castelo dos Daurice, acontece uma festa. Os convidados estão chegando, entre eles o cavaleiro sarraceno Abderakhman, com uma enorme comitiva.

Raymonda o reconhece: é o misterioso cavaleiro de seu sonho. O jovem oferece à Raymonda poder e riqueza em troca da sua mão. Raymonda não aceita e, furioso, Abderakhman decide raptá-la.

Neste exato momento, Jean de Brienne entra, com seus cavaleiros e o Rei Andrei II à frente, voltando da cruzada. O rei propõe que os dois pretendentes decidam seu destino em um duelo.

Jean sai vencedor e fica junto de Raymonda novamente. Em outro momento, no parque do castelo de Jean, se passa a festa das bodas de Jean e Raymonda.

Os convidados desfilam e Andrei II abençoa os noivos. A festa termina com um grande baile húngaro, em homenagem ao rei.


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