terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pintor Francês: Édouard Manet


Édouard Manet, pintor francês nascido em 23 de janeiro de 1832, em Paris. Faleceu na mesma cidade em 20 de abril de 1883. Era de família burguesa, seu pai era funcionário do Ministério da Justiça, mesmo tendo o incentivo do pai e avó para seguir a mesma profissão no Direito, decidiu ser artista.

A escolha pelas artes foi influenciada pelo seu tio, o capitão Édouard Fournier, que o levava junto com seu irmão mais novo para visitar o Museu do Louvre. Aos doze anos de idade ingressou no colégio Rollin, atual Liceu Jacques Decour.

Não era um grande aluno de artes, decepcionou a família por ser pouco aplicado, fato que fez a sua família repensar o investimento nos seus estudos de artes, ao mesmo tempo, reconheciam que Manet não tinha vocação para estudar Direito, logo, Manet decidiu tornar-se marinheiro.

Em 1848, embarcou na escola “Havre et Guadeloupe”, que funcionava num barco real. Mesmo não tendo vocação para a marinha, obteve nas navegações grandes experiências. Ao chegar no Brasil, despertou interesse pela natureza e cultura exótica, pelas mulheres e horror à escravidão.

No ano seguinte, em 1849, fracassou ao tentar ingressar na Escola Naval. Com o apoio dos pais, retornar aos estudos de arte, iniciando no ateliê do pintor Thomas Couture. Estudou com Couture durante seis anos, aprendeu técnicas de pintura e produziu cópias de Ticiano, Velazques, Tintoretto e Delacroix.

Visitou museus da Itália, Holanda, Alemanha, Áustria e outros da Europa. Casou-se com a professora de piano Suzanne Leenhoff, com quem teve o seu primeiro filho em 1852. Por divergências artísticas, em 1856, deixou o atelier de Couture.

Na história da arte, é considerado o último pintor tradicional e o primeiro do grupo de pintores modernos franceses. Buscou ensinamento nas técnicas tradicionais e, ao mesmo tempo, se opôs às convenções acadêmicas.

Teve um quadro recusado em diversos salões e exposições, por ser suas obras consideradas escandalosas, tendo as feito num conceito de erotismo em obras como o “Almoço na relva” e “Olympia”.
Edouard Manet, pintor francês, é considerado a figura senior dentre os artistas impressionistas. Manet estudou as obras do artista holandês Frans Hals, na Holanda, em 1872. Hals ensinou-lhe a liberar suas pinceladas e pintar com maior energia e verve. Essas técnicas proporcionaram a base para que Manet configurasse entre os fundadores do movimento impressionista.

Uma das obras mais significativas de Manet é o "Luncheon on the Grass", que retrata uma modelo nua na presença de dois homens. Esta peça provocou e ofendeu os críticos da época, que a acusaram de pornográfica e imoral. O Salon, uma das mais influentes galerias de Paris naquela época, recusou-se a exibir a obra. No entanto, ela tornou-se um dos mais importantes trabalhos de arte ao ser exposta no Salon des Refuges, uma galeria especialmente voltada à exibição de trabalhos rejeitados de grandes artistas.

Manet pode ser considerado como o último representante da tradição e o primeiro entre os modernos na pintura francesa. Pertence à tradição pelo seu apego aos mestres do passado, cuja lição recria em várias obras, e também pela insistência em procurar o reconhecimento oficial. E é o primeiro entre os modernos por exprimir uma nova concepção da realidade e de sua representação por meio da arte.

Manet procurou refúgio nos mestres antigos exatamente por reação às convenções acadêmicas: tinha desprezo ostensivo pelas fórmulas temáticas, a pseudopsicologia melodramática, a retórica sentimental, a pintura pseudofilosófica, etc. Quanto às técnicas, preferiu o modelado plano e rejeitou as meias tintas da pintura acadêmica.

A fim de evitar a pintura convencional do seu tempo, Manet procurou nos mestres antigos a diversidade da expressão temática e das soluções plásticas. Seus temas são anticonvencionais, são mais pretextos do que temas. O que o interessava, mais do que a observação realista, era a solução de problemas plásticos, inclusive em suas recriações de quadros célebres. Nesse sentido, mais do que precursor do impressionismo, é precursor da pintura moderna.

Manet expôs na Galeria Martinet vários quadros hoje famosos, como "Lola de Valence", "La Musique aux Tuilleries", etc. Seu cromatismo ousado, seu realismo cotidiano, oposto aos grandes temas convencionais da época, despertaram a hostilidade implacável da crítica.

Quase sempre recusado oficialmente, Manet gozou, entretanto, de um prestígio enorme nos meios mais avançados da época. Além dos impressionistas, foram seus defensores Baudelaire, Zola, Mallarmé e outros escritores. Em nossos dias, ele é considerado o principal ascendente da pintura moderna, antecedendo os revolucionários impressionistas.











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