terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

La Roux


La Roux é uma banda de eletropop e synthpop formada em 2008 na Inglaterra por Ben Langmaid e Elly Jackson. Ben Langmaid é um membro "quase oculto" da banda, pois não aparece nos clipes e nem nas apresentações ao vivo. Ele já esteve envolvido em projetos musicais anteriores, incluindo contribuições para musica Rollo Armstrong da banda Faithless. Jackson é vencedora do Studio8 International Music Awards na categoria de melhor cantora estreante. O álbum La Roux foi lançado no Reino Unido dia 22 de junho de 2009 alcançando o segundo lugar nas paradas de vendas, tendo o seu 1º single "In for the Kill" sido o sexto mais vendido do ano no Reino Unido.

O seu álbum de estreia La Roux, lançado em 22 de junho no Reino Unido, e 22 de setembro lançou (em formato digital) nos Estados Unidos, pelo iTunes. Em Portugal o album foi lançado no mês de Julho. O 1º concerto da banda em solo português estava agendado para o dia 13 de Março em Lisboa, na discoteca Lux-Frágil, mas foi adiado para 14 de Maio devido a conflitos de agenda alheios à promotora do espectáculo.
La Roux foram nomeados para o prémio Mercury Prize, mas perderam. Foram também indicados para os MTV Europe Music Awards (EMA), em 4 de novembro de 2009.

A vocalista do projeto britânico La Roux revelou em entrevista à BBC que o estilo vocal que vai explorar no segundo álbum é bastante diferente daquele que usou no de estréia em 2009. "Mudei a forma de cantar. Não foi de propósito, foi algo que aconteceu", disse Elly Jackson.

Jackson, que junto com Ben Langmaid assina como La Roux, garantiu que o trabalho de composição das novas canções está bastante avançado e que a nova sonoridade é menos influenciada pela pop dos anos 80 que marcava o registo de estréia.

"O tipo de música de que gosto neste momento é completamente diferente. Já não ouço música dos anos 80... Quer dizer, é óbvio que ainda ouço, mas não é o mesmo tipo de música dos anos 80 que ouvia antes. Ando a ouvir muito italo disco e funk antigo", explicou a cantora.

De aparência andrógina La Roux disse em entrevista ao tablóide “News of the World” que não se considera lésbica, hétero ou bissexual.
Elly Jackson é tida como ícone lésbico em sua terra natal, a Inglaterra, e já afirmou ser contrária às idéias tradicionais de gênero e orientação sexual.

“Eu não tenho uma sexualidade. Não sinto que sou mulher ou homem. Não pertenço à sociedade gay ou hétero, se isso existir. Acho que sou capaz de me apaixonar por outras pessoas. Não estou dizendo que sou bissexual, sou apenas sexual!”, disse a cantora.

À publicação, La Roux admitiu ser “irrelevante” se ela já beijou outra mulher, e acrescentou: “Claro, posso gostar de outra mulher. Beyonce é linda. Acho homens e mulheres sexy. O ator mexicano Gael Garcia Bernal é quente e sempre fui fascinada por James Dean, mas, estranhamente, eu gosto de parecer com as pessoas das quais sou fã”.

Entrevista:

MEGAZINE: Você cresceu ouvindo artistas folk. Fale um pouco das suas influências e de como entrou para a cena eletrônica.

ELLY JACKSON: O folk foi grande parte da minha formação musical. Ainda amo Nick Drake, e Joni Mitchell me influenciou muito na maneira de compor e de expressar emoção. Comecei na música eletrônica indo a raves em galpões e clubes. Sair à noite me deu vontade de criar músicas para as pessoas dançarem. Me ouvir tocando canções depressivas na guitarra não é um bom programa.

O sucesso veio de forma repentina. Ainda é esquisito escutar suas músicas tocando por toda a parte?

ELLY: Sim! Estava dirigindo outro dia, e as pessoas num carro atrás de mim ouviam o remix "Lazerproof" nas alturas! E já ouvi várias outras na noite. Ver as pessoas enlouquecendo com suas músicas é alucinante.

Vocês dois sabem quando uma música está pronta para virar um hit?

ELLIY: Com "Bulletproof" nós simplesmente soubemos, assim que ficou pronta: "é um hit". A mesma coisa aconteceu com "In for the kill". Não dá para ter certeza, mas tínhamos um pressentimento forte.

O público a admira por não seguir padrões. Gosta de ser um exemplo?

ELLIY: Fico orgulhosa de ser um exemplo diferente. Não faço o estilo "menininha". Tem tantas garotas por aí que se sentem excluídas de todo o culto às louras de peito siliconado... É fantástico quando me escrevem dizendo que sou uma inspiração nesse aspecto.

E o que acha das cantoras que ganham fama explorando a sexualidade?

ELLY:Para algumas , isso é realmente o que elas são. Outras pensam que precisam ser assim ou são orientadas pelas gravadoras a botar uma roupa sexy. Eu não vou calçar salto alto e fazer dança erótica para o público comprar meus álbuns. Quero vender CDs sem usar sexo para isso


Você acha engraçado quando os fãs imitam a sua aparência nos shows?

ELLY: É esquisito, mas lisonjeiro! Vi imitações ótimas do meu topete. Teve um em Colônia, na Alemanha, que era muito maior que o meu, e fiquei olhando e pensando: "Como você conseguiu deixar o cabelo tão alto?"

Qual o segredo para manter seu topete impecável ao longo de um show inteiro?

ELLY:Tem que usar muito spray! Eu gostava mais quando ele era maior, mas ficava bagunçado nos shows.

Você gostava de experimentar looks na adolescência? Quem são seus gurus da moda?

ELLY:Eu era um moleque. Não tinha confiança e não me sentia à vontade para usar roupas estilosas de meninas. Só depois me senti confiante para ser eu mesma e me vestir desse jeito andrógino. Aí me interessei por moda. Agora, eu amo me vestir e admiro caras como David Bowie.

Sua amiga Lily Allen também adora moda. Mas você provavelmente não pegaria uma roupa dela emprestada, né?

ELLY: A gente tem gostos completamente diferentes. Eu nunca poderia andar com os saltos Christian Louboutin que ela usa no palco.









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