quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Neil Young - Heart of Gold


Neil Percival Young  é um músico e compositor de origem canadense, que fez sua carreira nos Estados Unidos. Conhecido por sua voz anasalada e suas letras pungentes, Young é uma lenda do rock americano, mas seu estilo musical transita entre o folk e o country rock, alternando com álbuns mais "pesados" em que algumas músicas se aproximam do hard rock, com guitarras "sujas" e longos solos improvisados com muita distorção. Seus shows são verdadeiras celebrações de rock usualmente acompanhado da banda Crazy Horse, que o acompanha desde o início da carreira.


O espetacular sucesso comercial de Harvest (1972), torna Young um superstar do folk-rock, mas a morte de dois amigos seus neste mesmo ano, o guitarrista Danny Whytten e o roadie Bruce Berry o colocam numa longa fase depressiva, em que envolve-se com drogas e álcool, acabando por influenciar seu trabalho. Os álbuns gravados neste período são marcados por temas como a morte, a solidão, a loucura, as drogas, trazendo um som mais áspero, cru e pesado, que o afastam do grande público e descontentam a crítica. Entre 1973 e 1975, lança o que é considerada a sua "trilogia suja" (ditch trilogy), bem representativa de sua fase emocional na época: Time Fades Away, On The Beach e Tonight's The Night; à época bastante criticados, hoje são considerados grandes clássicos dos anos 70 e de sua discografia.


Esta fase em parte é rompida com "Zuma"(75) e um retorno ao folk e ao country-rock, principalmente em Comes a time (1978), um celebrado álbum embasado no country. Influenciado pelo impacto cultural do punk, Neil Young lança Rust Never Sleeps (1979), uma elegia ao espírito do rock'roll, seguido de Rust live, talvez seu melhor álbum ao vivo.


Nos anos 80, Neil Young desenvolveu uma carreira errática, gravando álbuns de rockabilly, clássicos do country (Old Ways, de 1984) e blues, não se fixando numa linha de atuação. O álbum Freedom (1989) o recoloca em evidência, depois de um período de obscuridade e marca uma retomada bem-sucedida da carreira, que se mantém até hoje, ora lançando discos aclamados ora lançando discos controversos, como é bem típico de sua personalidade.


Neil Young começou a trabalhar em mais um volume da série retrospectiva "Archives". De acordo o site oficial do músico, a caixa vai trazer, entre outras raridades, quatro álbuns inéditos: "Homegrown" (1975), "Chrome dreams" (1977) e "Oceanside-countryside" (1978), além do ao vivo "Odeon-Budokan live", com canções gravadas durante shows realizados com o grupo Crazy Horse no Japão e na Inglaterra em 1976.


Os discos serão lançados primeiramente em vinil. "Foram originalmente criados para esse formato", justificou Young também em seu site. Ainda não há previsão para o "novo" material chegar às lojas — nem informações quanto ao restante do conteúdo da caixa.


Young, que contratou uma equipe especialmente para trabalhar em seus arquivos, planeja lançar ao todo cinco caixas da série "Archives". O primeiro volume, que saiu no ano passado, cobre a carreira do cantor entre 1963 e 1972 e trás fotos, entrevistas, trechos de apresentações ao vivo e em programas de TV, além de um farto material raro gravado no período.


Há 50 anos na estrada e considerado um dos maiores nomes do rock e do folk de todos os tempos, ele decidiu simplesmente dispensar todo mundo em “Le Noise”, seu mais novo álbum.

O repertório aqui é composto por oito faixas onde tudo o que se tem é Neil Young e sua guitarra. É verdade que “Love and War” e “Peaceful Vally Boulevard” são acústicas e têm levadas suaves de violão. Mas elas são exceção.

“Le Noise”, como o nome indica, é barulhento, ruidoso, distorcido. Faixa após faixa, Neil Young canta sobre um drive característico, de forma introspectiva, sombria e um tanto quanto lúgubre. A opção por esse formato, porém, não significa que as canções sejam fáceis. O álbum é tão simples quanto profundo; tão corajoso quanto experimental.

A produção do veterano Daniel Lanois (Bob Dylan, U2) traz uma parede de efeitos como flanger, reverb, chorus e delay na voz e nas guitarras e ajuda a deixar o trabalho com uma sonoridade bem peculiar e a preencher todos os espaços.
“Walk With Me”, “Sign of Love” e “The Hitchhiker” são os destaques. “Le Noise” é literalmente um trabalho solo que expõe Neil Young e, por isso mesmo, o resultado é bastante positivo.


Com o recém-lançado Le Noise embaixo do braço, o sexagenário Neil Young pôs em prática, no último fim de semana, seu evento de caridade anual Bridge School Benefit, onde chama convidados expressivos para “singelas” apresentações.  Além do Pearl Jam, em sensacional número com a faixa de abertura do novo disco de Young, “Walk With Me”, o cantor ainda reuniu Stephen Stills e Richie Furay. Juntos, mais alguns outros integrantes, eles formaram o lendário Buffalo Springfield, grupo seiscentista que se separou lá pelos idos de 68. Um sortudo da platéia filmou a banda tocando “For What It’s Worth”, lançada em 67, e mandou pro Youtube.










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